Quem sou eu? Que idade tenho afinal? De onde venho? Quem me conhece? Quem está comigo? Quem está verdadeiramente comigo? Tu, ele? Que imagens deixo despertas nos outros? Ou adormecidas?
Será uma imagem adormecida melhor do que uma acordada?
fim de semana
toda a gente vai a casa
mas eu nao tenho casa pra ir
eu só tenho a minha casa
entao eu vou para casa
mas não é casa para onde eu vou
I'm waiting for the birds, would be too late after they flew...

"My love for you won't last for one day
My love for you will last for two..."
LOVE & ROCKETS - "It Could Be Sunshine"
E fiquei ali parado a ver quem aparecia...
... is well know by everybody but only one is able to keep it.

O Lime enviou-me isto - é tão querido! - Vem da série "Mutantes" de ctx, um nome com enigma.

Bob Dylan
na Chafarica Iconoclasta
Uma família do estado de Sung fazia um excelente bálsamo para as mãos gretadas; por isso havia muitas gerações que os seus membros se dedicavam à lavandaria. Um homem que tinha ouvido falar no bálsamo ofereceu cem moedas de ouro pela receita.
"Trabalhamos na lavandaria há muitas gerações" disse a família quando se reuniram para discutir a proposta. "Mas nunca ganhámos mais de meia dúzia de moedas de ouro. É de vender a receita."
Ora o estado de Yueh estava a invadir o estado de Wu e tendo comprado a receita, esse homem pfereceu-a ao Príncipe de Wu, que imediatamente o nomeou general. As suas tropas travaram nesse inverno uma batalha naval com as de Yueh e desbarataram completamente o inimigo. Então o rei deu-lhe um título de nobreza e compensou-o com um feudo.
Assim, o mesmo bálsamo para mãos gretadas tanto pode proporcionar um feudo como limitar-se a ajudar uns lavadeiros no seu ofício.
Tudo depende do uso que damos às coisas.
Chuang Tzu - "Contos Populares Chineses" / Editorial Futura

Adoro vir aqui e mexer em tudo, principalmente levantar a saia à menina!
ahhh, uhmmm.
uii, aaaaa, ai
ããã, uhmmm
uii, aaaaa, ai.
humhum, grrann
uhum, hey, ai
aaaahum, uaaa
hey, hey,hey, ai!
grum, grum, grum,
craa, sheee, toss
hargh, stuu ai!
Há livros à solta por aí. Há quem os abandone numa esquina, quem os deixe "esquecidos" no banco do metro, quem os deixe na sala dos computadores na biblioteca da esquina ou quem os deixe na caixa de correio de alguém. E depois o outro lado da moeda: quem os encontre nos sitos onde foram "esquecidos". Se se cruzarem com um, não se esqueçam de o abandonar algures e de deixar o registo no site para alguém o poder encontrar.
do Lat. molestu
adj.,
• incómodo;
• prejudicial;
• nocivo;
• enfadonho;
• árduo.
Um tema que animou o verão passado, mas continua, apesar de tudo, bastante actual.
Espero que dêm uma voltinha pelo resto da página porque um bocadinho de turismo nunca fez mal a ninguém e esta é bastante turística. Também existe um hit deste ano que vale a pena passar os olhos por cima.
Fico ansiosamente à espera dos vossos comentários.

Clica na medalha se queres ver!
Não deixem de espreitar o lindo retrato que fazem da nossa querida Lusitânia.
Eu cá por mim, vou responder-lhe e chamar-lhe todos os nomes que me lembrar na altura.
Viva VossoVice
"A revolução não é o convite para um jantar, a composição de uma obra literária, a pintura dum quadro ou a confecção dum bordado; ela não pode ser assim tão refinada, calma e delicada, tão branda, tão afável e cortês, comedida e generosa. A revolução é uma insurreição, é um acto de violência pelo qual uma classe derruba outra."
in "Citações do presidente Mao Tsetung"
"Bispo para a quinta casa da dama. Xeque-mate. Lamento que o jogo tenha sido demasiado forte para si, mas, se lhe serve de consolação, vários mestres de xadrês locais , depois de observarem a minha técnica, deistiram. Se desejar uma desforra, sujiro-lhe que tentemos o Scrable, um jogo por que me interesso há relativamente pouco e onde penso que me não será tão facil deixá-lo para trás."
in "Correspondência Gossage-Vardebedian"
"...gotta find a way..."
by Nirvana

"Ele é um revolucionário! Auto intitulado VossoVice, irá aparecer quando menos se espera e pretende tomar posse destas instalações.
Com o intuito de passar as noites mais quentinhas do resto dos seus dias, irá mover montanhas e mares para conseguir estadia gratuita para si, familiares mais e menos próximos, assim como todos os apoiantes, neste prestigiado Motel, até á sua última morada. viva VossoVice (já que não pode ser Prusidente)"
in ApoioIncondicionalVossoVice
Muito gostam vocês de andar à volta das coisas...
Porque é que não vão directos ao assunto. Encontram-se na esquina mais próxima e toma que se faz tarde!
Violam-se mutuamente, sem ver as fuças um do outro e depois então vêm cá contar a história.
Assim seria muito mais interessante. Com conhecimento de causa e sem teorias da treta, filosofias ou astrologias pelo meio.
Se quiserem estudar o assunto: «O tempo também faz das suas», aí têm que combinar encontrar-se todas as semanas às terças e quintas (é melhor não ser na mesma esquina) e ao fim de um mesito ou dois então tiram as conclusões devidas e apresentam o projecto mais desenvolvido.
Beijinhos e divirtam-se.
«Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada.
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por Dom Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...»
Fernando Pessoa, Obra Poética
Ontem passei o dia perto de S. Teotónio, hoje fui ao Porto e voltei, amanhã vou para o Alvor.
O meu sonho sempre foi viajar muito, mas gostava de viajar um pouco mais para longe, não sei, não é que eu não goste de S. Teotónio ou do Porto, ou mesmo do Alvor. Mas de vez em quando, para variar, gostava de fazer mais quilómetros de uma vez e poder ficar uns dias a gozar as vistas...
Assim não vou longe!!
Acho que me vou demitir também (rende, sabem, dão-nos mais atenção...) Pode ser que me mandem para o Cu de Judas ou para Cascos de Rolha. Ou para um sitio bem longe. E por lá encontre boas vistas.
... por volta das três?!
Podes levar uma amiga... ou um amigo se preferires.

Ainda ontem voltei e já estou a fazer publicidade a outros, mas é só para anunciar uma de ultima hora:
vai haver festa de um blog amigo, meu amigo pelo menos, mas acho que pode ser amigo de todos.
Vão lá espreitar depressa, porque é hoje daqui a meia hora.
Para vos azucrinar a paciência, com disparates atrás de disparates.
Coisas ocas e sem fim.
Futilidades e ninharias.
Não se queixem pois então, porque eu ouvi a voz.
A voz dentro da minha cabeça que me dizia:
volta!
Bem, aqui estou.

Foi muito bom. Divertimo-nos muito. Voltámos bastante cansados mas felizes.

Proton storms cause all kinds of problems. They interfere with ham radio communications. They zap satellites, causing short circuits and computer reboots. Worst of all, they can penetrate the skin of space suits and make astronauts feel sick.
"An astronaut on the Moon, caught outdoors on January 20th, would have had almost no time to dash for shelter," says Lin. The storm came fast and "hard," with proton energies exceeding 100 million electron volts. These are the kind of high-energy particles that can do damage to human cells and tissue.
"The last time we saw a storm like this was in February 1956." The details of that event are uncertain, though, because it happened before the Space Age. "There were no satellites watching the sun."
According to space weather theory--soon to be revised--this is how a proton storm develops:
It begins with an explosion, usually above a sunspot. Sunspots are places where strong magnetic fields poke through the surface of the Sun. For reasons no one completely understands, these fields can become unstable and explode, unleashing as much energy as 10 billion hydrogen bombs.
From Earth we see a flash of light and X-rays. This is the "solar flare," and it's the first sign that an explosion has occurred. Light from the flare reaches Earth in only 8 minutes.

Quero voltar a onde tudo começou. Quando o tempo não existia. Depositar-me no Big Bang. Esperar pelo Bang. E recomeçar tudo de novo. Tornar-me real. Com a explosão.
"- Que feitiços usas, pá?
Foi essa a primeira coisa que o tipo disse depois de entrar na minha loja. Andava por ali já há uns vinte minutos, à espera que eu estivesse só, olhando para as amostras de pigmento impermeável, remexendo os catálogos de canalizações e brincando com as ferramentas em exposição.
Não gostei das maneiras dele. Não me importo que um cliente me faça uma pergunta natural, mas odeio aqueles que espiam tudo para nada.
- Os de vários taumaturgos locais, devidamente autorizados - respondi-lhe eu, num tom que era frio mas correcto. No entanto acrescentei: - Porque foi que perguntaste isso pá?
- Não respondeste à minha pergunta- observou ele.- Vá fala. Tenho mais que fazer.
Dominei-me. Quero que os meus empregados sejam corteses e, muito embora estivesse absolutamente certo de que não era freguês nem nunca o seria, não queria quebrar as minhas próprias regras. Deixei de o tratar por tu e disse-lhe:
- Se quiser comprar alguma coisa terei muito prazer em lhe dizer que espécie de magia é usada na sua produção, e quem é o mágico.
- Não estás a ser cooperador- lamentou o homem. Nem fazes ideia da má sorte que isso te pode trazer.
- Que é que você quer dizer com isso de «nós não gostamos» ? - perguntei eu pondo de parte toda a cortesia. - E o que é que quer dizer por «má sorte» ?
- Ah, já começamos a entender-nos- disse ele com um sorriso maldoso, assentando-se em cima do balcão. Era baixinho e tinha a cara cheia de borbulhas. Parecia siciliano. Vestia de uma maneira demasiado vistosa. (...) "
Robert A. Heinlein
in Agência de mágicos
Este fim de semana é que vai ser quente!
Vou tentar trazer umas imagens para o escaparate do Motel, não fosse essa a minha função.
Mas vai ser quente como? perguntam vocês.
Vai ser quente...então, vão estar pelo menos uns 30 graus à sombra. Mas dentro de portas, uiiii, vão ser uns 50!!
Vou participar numa troca ou será num empréstimo?
Bem, logo se vai ver.
tenho que ir andando
Beijos para todos e divirtam-se a valer

Esta linda fotografia foi tirada este ano, estavamos nós a comemorar o 25 de Abril, o desfoque não é propositado, juro! Era o Lenhador que tinha a máquina nas mãos e a hora já ia avançada... ao que parece. Não ma lembro muito bem.
Acordei quando me apeteceu e enrolei-me nele, até ser difícil respirar.
Devagar, ele acordou e deixou-se torturar... até não aguentar mais.

Eu cá, não tenho empregada. Além de não ter com que lhe pagar, detesto que mexam nas minhas coisas. Prefiro lavar o chão da cozinha quando está peganhento, do que estar sempre a pensar quem é que me roubou os diospiros.
Eu, se fosse empregada de alguém, també lhe comia os diospiros.
E mais, usava a escova de dentes do patrão para esfregar a torneira, aquela parte junto ao lavatório que fica com humidade e não há esfregão que lhe chegue. Usava a casa, quando o patrão fosse de fim de semana, para fazer umas festarolas e o telefone para falar para os amigos que vivem longe.
Dormia umas belas sestas e varria o lixo para debaixo do tapete.
Lavava a roupa branca com a encarnada só para o imaginar com as cuecas cor de rosa e pirava-me para a terra sempre que me desse na gana.
Half Chinese Half Elevator
Into the Van

O melhor e aproveitar o tempinho que nos resta.
Convido todos para uma festa de despedida nos meus aposentos.
Tragam por favor, os vossos objectos da vossa preferência (pois a higiene está em primeiro lugar).
Quem gostar mais de comer bananas com talheres, faz o favor de ficar em casa porque este acontecimento nao lhe diz respeito.
Epero que tragam também muita animação e o maior número de drogas ilícitas que puderem transportar, as lícitas tenho cá eu, as que sobraram da última reunião do conselho administrativo do Motel (as outras acabámos com elas).
Sem mais assunto de momento,
atenciosamente,
com os melhores cumprimentos,
bla,bla,bla
a vossa Enfiada Especial
Jaqueline was 17, working on a desk..
..well u know, that face is ....
..what u are staring from.
Madeleine was 28, working on the streets...
..well she konows, those legs...
...where could she be.
Joan was 31, working on the hotel..
..well u know, that tongue is long..
..how didi she do it..
Michele was 44, not working at all...
well, well, all that Michele, laying on the beach, all day, all year.
making me jealous, making you fellows ..
Oh, yes that Michele...
Tambem tu, levaste no cu,
mas nao penses que era
sempre a mesma orgia.

Havia de manha,
na casa do Ze,
havia a tardinha
em casa da Ninha.
Depois veio o Joao,
com o seu monstrao
veio logo a Joana
com a sua bezana.
Fomos todos uns aos outros
ficamos todos doridos
mas se a guerra fosse assim
ninguem morria no fim!
Prefiro apostar no interior, achas que faço bem?

Todos os dias acontecem milagres.
Por exemplo, ontem quando ia para casa encontrei uma nota de 10 no chao.
Pra mim foi um milagre e peras, ando ha tres dias a poupar gasoleo, com medo de nao chegar ao destino.
Ha uns dias atras estava eu na esplanada da praia e fez-se-me luz.
Tinha perdido o meu par de meias preferido e andava doida porque nao percebia como. Naquele dia fui iluminada, lembrei-me que estavam no saco que tinha levado, quando fui passar o fim de semana a Espinho e nunca mais me lembrei de o arrumar.
Milagre mesmo sao os elos que se criam entre os amigos e esses e que eu nao quero peerder.
Nao perdem por esperar pela festa do pe.
beijinhos para todos e boas festas

© Alexandre Almeida/ Kamera Photo
Os senhores que tiram estas fotos são meus amigos, estão aqui, tratem-nos bem porque são dos melhores talentos que há para esses/estes lados. Têm um blog também, estão a partir de hoje aí na lista do lado. Abraços para eles.

deixem-se de palermices e dêm uns passeios pelos jardins de Portugal e do mundo.
Refresquem a alma e pensem em noutras coisas.
Passo a passo chegamos lá.
Os mistérios do universo são tantos, se ninguém pensar neles, nunca vão passar de mistérios.
Todos juntos, todos juntos, vamos conseguir e chegar lá num minete.
Hoje vim de bicicleta para o trabalho.

São desasseis quilómetros de estrada.
Parti uma unha a ajustar uma roda, mas ganhei musculo na barriga da perna.
Compensa.
Não vim sózinha, vim com as gaivotas, com o rio e com os pardais. Os pombos acordam mais tarde.
Se paro, enregelo. Por isso nunca paro. Vou sempre em frente. Sempre em direcção ao nascer do sol. Na esperança que ele me aqueça e assim vou com vontade de chegar, depressa.
Vou contra a corrente, a maré hoje estava a descer.
Os barcos juntam-se todos na foz para apanharem os pobres dos peixes que vêm com a corrente.
Pobres barcos... O frio que devem ter.
A vida são dois dias. Ontem e amanhã. O hoje não existe!

O sitio perfeito para passar esta época.
SEXO ANÕES, DOIS POR TRÊS
ISTO É QUE A MALTA GOSTA
SEXO ANÕES DOIS POR TRÊS
ASSIM É QUE DÁ GOZO...
SEM TIRAR NEM PÔR.
DOIS POR TRÊS, YO, YO. SÓ PARA EXPERIMENTAR
NÃO SE PODE DEIXAR ENTRAR...
VAMOS TODOS JUNTOS PRA PARECECERMOS MAIS
E ASSIM TUDO VAI MUDAR
JÁ NOS VÃO DEIXAR ENTRAR
YO, YO.

Como prova de que a frase anterior, já é conhecida há umas decadas, resolvi divulgar esta imagem dos anos cinquenta, onde o marinheiro está bastante interessado no silêncio do monge.
Prometo prometer, prometo meter e prometo lazer...
Prometo.
Caros senhores,
conforme a nossa conversa telefonica, junto envio os dados que me solocitou:
2 pares de cuecas azuis
3 meias verde escuro
7 camisolas interiores (daquelas quentinhas) desbotadas de cor de rosa
1 calça de fazenda bem picantes, cinzentas com listras pretas
1 blusa com manga curta em balão, gola azul bebe e branco
5 coletes de pele de vaca
1 colete de pele de ovelha
1 chinelo verde
1 chinelo laranja
1 kispo de penas
1 tanga de marca
Agradeço-lhe que me mande o orçamento, assim como o prazo de entrega, logo que lhe for possivel, pois já tenho a viagem marcada com o Zé da Carroça.
Sem mais assunto de momento
Com os melhores cumprimentos
Kitanço Silva

é o que nós somos.
estamos em todo lado
sempre ligados a qualquer coisa,
fazemos parte do todo
e o todo faz parte de nós.
He Ho He Ho
Stanley Ho est'a a tomar conta do pais.
Hoje vi num cabe,calho no jornal que este senhor 'e o maior acionista da edp.
J'a tinha outras coisas mas agora tem-nos nas palminhas.
Com a luz n~ao se brinca. Vejam o que pode acontecer s'o por que o teclado n~ao ser em portugu^es!!?
Com as pequenas coisas (ou parecem) 'e que se faz as grandes acontecer.
Como este espa,co (parece pequeno) mas faz mexer e acontecer....
Al^o Al^o, estou a gostar disto apesar de na~ao perceber como funciona.
Vejamos:carrego aqui~ e n`ao acontece nada e aqui, fico na mesma.
Lindo servi,co...
Bem hoje rasguei e pintei. amanh~a vou pisar e gritar beijinhos........

1 ano é muito tempo, muitos dias muitas horas a pensar! (eu não estou cá há um ano, mas se estivesse...)
A pensar pra quê? Chego aqui e despejo o que me vai na cabeça. Nem penso, porque se penso muito, então não sai nada.
Mas gosto de ver que há quem pense... Quem pense bem e pense mal e se dê a esse trabalho. E além de pensar ainda escreve, sem erros e com boa desenvoltura... Continuem meus senhores e minhas senhoras e desculpem-me se não estive presente no aniversário do nosso Motel.

Bons tempos aqueles, em que não tinhamos responsabilidades.
Em que tinhamos que tomar conta de nós, se tivessemos virados para esse lado.
Em que iamos sem pensar na volta. Em que voltavamos a pensar na próxima ida.
E no durante eramos nós. Partilhávamos as experiências, trocávamos ideias, escreviamos cartas.
É a tia?
É...Já chegou!
Deixe-me escrever, para ver se estou a escrever bem.
Já compraram o colchão, para conseguir dormir no acampamento. Um daqueles fofos com cobertura de veludo. Podemos levar a televisão e o frigorifico? Eu tenho uns cabos para ligar à bateria do carro!! Levamos vinho e outras coisas. Temos vários barcos insuflaveis e algumas tendas e tantos caixotes que não têm conta. As garrafas de água estão no congelador não nos podemos esquecer. E o papel higienico, lembraram-se???????? Temos de acordar de madrugada, estou tão cansado...
Emfim ferias...
Onde eu estava bem era aqui.

Com boa companhia, haviam de ver! Isto se tivessem um telescopio...
Deve ser por isso que se fala tanto...
É mais vontade que acção. Ó eu, por exemplo: nada, não sei o que é isso:
excepto na altura do Euro; quando estive no congresso; ah, no outro dia no escritório também calhou; aos domingos, por vezes acordo em sitios estranhos (não posso pôr as mãos no fogo); quando tenho fugas de gaz; o João, sempre que o encontro; o Vasco também tem jeito; agora, o Rafa só quando estou com os copos (o que tem acontecido bastante); mas na Croacia, hah, aí e´que não há descanso...venho sempre um bocadinho cansada...Mas bom mesmo é ás terças quando o Zé passa lá por casa e leva a Susana. Aí sim, posso dizer que passo um bom bocado e mais diversificado. Sim, eu gosto de variar...sempre o mesmo cansa, não acham?
Uma pessoa vai pela rua fora e passa-lhe uma brasa debaixo do nariz..o que faz? Não se pode perder a opurtunidade de deixar passar o homem da nossa vida, sem se saber, temos que experimentar. Só com a experiência e a procura conseguiremos chegar a uma decisão, como podemos ter a certeza que não há melhor para nós, se não experimentarmos??
Eu aprendi isto nas aulas de ciências: depois da observação da experiência é que vem a conclusão.
Estava Susana já pronta para se deitar, de camisa de noite de folhos e chá de ervas na cabeceira, quando chega o namorado.
O Zé entra no quarto e Susana cheia de vontade de o comer dá-lhe um beijo quente e só depois repara que não estão sózinhos.
Zé vem acompanhado de uma amiga, estrangeira, que lhe telefonou a pedir estadia por uns dias.
Susana sente-se atrapalhada, mas depressa a amiga do Zé a põe á vontade com a simpatia que demonstra.
Apresentam-se e Zé explica que conheceu a Joan há muitos anos atrás, quando fez o inter-rail. A Joan era bem bonita e sem mais colchões em casa decidem ficar os três na cama do casal. É claro que para o Zé a alegria foi grande.
Não queriam vossas excelências mais nada.
Se querem festa façam-na vocemessês.................................

shrrr......grrrrt...crrrick.....hello...frrrrr... Estafermo.. calling.....come back...
Não resisti...
Apesar de estar em terras estrangeiras, não consegui resistir a vir dar uma olhadela ao estado do Motel. Não mudou muito. Depois da última entrada do Senhor Prusidente é dificíl (muito dificíl mesmo) escrever seja o que for. Sinceramente tocou-me profundamente, fiquei com uma vontade doida de ter a receita daquele senhor ou mesmo o seu número de telefone. Mas pensando bem,
acho que nunca a conseguiria fazer com o mesmo resultado. Vou tentar uma receita diferente e pode ser que tenha um resultado mais parecido. Vou começar a andar mais a pé, deitar-me mais cedo e pelo menos já consegui nos últimos meses, começar a ler mais. E não digo só aqui. Neste motel maravilhoso, onde tenho passado umas horas tão agradáveis, na conversa com os meus colegas de trabalho, participando activamente em algúmas "rebaldarias" (não sei se ficam bem alí as aspas). Já passei por momentos aflitivos , como quando fui presa pelos querubins no quarto Rosa ou passei pela Carne na Montanha. Enfim, penso que chegou a altura ,agora que está a sentir-se uma retoma na actividade, de agradecer a todos, o bem estar que me têm proporcionado. Se leram até aqui, posso começar a mudar de estilo que não se importam, pois é...tá-se bem. Estou noutro mundo. Onde estou eu sou espiã. Eu sinto-me pertencente a outro mundo que fascina. Que me faz roer de curiosidade mas que eu não consigo pertencer por muito tempo seguido. Os nossos pontos de "médio", não estão no mesmo sitio da escala. Não quer diser que a escala não seja a mesma para todos, mas nem todos têm a noção da escala do mesmo ponto de vista, o que ás vezes podes distorcer as vistas.
Bem eu devo estar muito bem...reler isto, não percebi nada. E eu que vim para aqui em reportagem. Também posso fazer umas reportagens de outro tipo.
O telefone tocou. Esperei que se repetisse o som que me fez saltar da cadeira.
Tornou a tocar e eu tornei a saltar.
Desta vez afastei-me e fiquei a ouvi-lo de longe.
Quem seria, sem atender posso sempre imaginar.
O melhor e o pior...

O calor tem-me afectado...
Os meus caros colegas, não sentem a adolescência vir-lhes ao de cima?
No meu caso vem contida. Bastante mesmo. De tal modo que me sinto angustiada, contraída, cheia de energia presa sem conseguir soltar-se.
Tudo me faz sentir... viva, mas sem vida para viver. Lembro-me de há uns anos, já alguns, das minhas aventuras libertinas, cheias de acontecimentos, decisões para ser tomadas, maldades não pensadas, mas muitas alegrias.
Que saudades de todos e de todas as amigas com quem me cruzei ao longo da vida. Sonho com um dia poder ter todos por perto, poder virar-me para um lado e falar com um, virar-me para outro e deparar-me com uma, poder sentir
que fazemos diferença na vida uns dos outros e que não somos só formigas que se cruzam num carreiro.
Para onde é o Norte?
Normalmente não tenho o hábito de comentar a política mas perante os recentes acontecimentos não consigo conter-me e fazer alguns reparos.
O nosso primeiro não era o mais adorado. Mas este segundo sempre que tentei descrevê-lo, aos vários estrangeiros que praí andam, a primeira palavra que me veio à cabeça, de todas as vezes foi 'Playboy'.
Não me perguntem porquê. Imagino um dia que o fotografasse, imagino o fato que lhe vestia, o penteado, os acessórios e o cenário... Era como se fosse um dos meus Ken. Aquele que nunca fica com a Barbie, mas que anda sempre com cara de quem fica com todas.
Bem, só espero que não fique com esta...
Este foi o meu Paraíso de hoje!

Salamanca, também gosto. Mas a praia de lá não é tão boa como esta!!!
É mesmo ao virar da esquina e é um pequeno paraíso.
Foram vistos vários funcionários deste Motel, a gozar das boas, em locais pouco dignos!! A Assussora estava em pleno Castelo de S. Jorge, empoleirada em cima de um canhão, virada para a cidade e gritava: Vivam, vivam, vivam as barbas do Mundo...
O Sr. Prusidente, esse estava no alto do elevador de Santa Justa, a olhar a baixa e a pedir : subam, subam, venham até mim!!!
Lá em baixo, escondido atrás dos armazéns do Chiado, estava nem mais nem menos o Moço dos Recados, a tentar não dar nas vistas, mas foi topado!
Na enCosta do Castelo pôde ver-se debaixo das luzes das velas, a nossa fadista de serviço Madame Satã, a dar uso ás suas cordas vocais como ninguém: Perlimpimpim trabalhar faz calos, perlimpimpim trabalhar faz calos...
No 5º Esq. da Rua Augusta aparece á janela o Sr. Escriturário que grita em plenos pulmões: Já não se pode trabalhar nesta terra?!?!?!?
O Gajo Novo, apareceu mais tarde, num bar novo do Bairro Alto a abanar o capacete e a cantarolar em Inglês uma qualquer dessas melodias modernas.
Sr. Rivezoer não o vi por cá... Terá ido viajar para não ter que aturar esta pouca vergonha??
Todos estes momentos foram registados pelas câmaras de segurança da Câmara da Guarda, a Câmara de Olhão e de Mira, tudo em acordo com Freixo de Espada À Cinta.
Se quiserem aceder aos registos façam o favor de contactar directamente os serviços de cada uma dessas entidades e só então, quando forem mandados a certo sítio, podem deixar aqui um pedido formal em papel timbrado de 25 linhas, com o selo branco do notário mais longe da vossa residência.
Eu passei a noite a dormir, no meu cantinho muito recatado, tendo chegado ao conhecimento destas informações através do site da: Água Rás (um serviço que te trás).
Bem hajam por quem são.
O mundo, ontem esteve para acabar.
Houve quem desse por isso e tenha ido beber um copo e cagou para o assunto.
Não havia nada a fazer, se fosse mesmo esse o resultado do mundo.
Mais valia, ir beber um copo e cagar para o assunto. Houve quem não desse por nada e continuasse a sua labuta diária, coitados dos ignorantes, se o mundo tivesse acabado tinham acabado com ele sem darem por nada.
O mundo continua, eu tenho a certeza que não é o mesmo de ontem, mas quem pode provar tal coisa? O mundo mudou, muda a cada espaço de tempo mais pequeno, acaba e começa um mundo novo, mais velho, mais novo? sei lá, perguntassem-me ontem e eu talvez soubesse...
A nossa cabeça serve para quê?
Serve supostamente para pensar, e pensamos?
Pode servir para gritar, ouvem-se os nossos berros?
Serve para olhar, e vemos?
Será que a usamos para comer, para beijar,
para lamber, para cheirar!
As dores de cabeça são horriveis!!
Servem para quê? Para nos chatear. E conseguem. Não somos nós que as fazemos acontecer (pelo menos deliberadamente), mas elas acontecem e não deixam que mais nada aconteça quando aparecem.
Aquecem, parece que rebenta, eu tenho medo que rebente, não aguento.
Mandem-me tomar alguma coisa! Como se eu, que nunca tomo nada, não tivesse já tomado várias marcas, vários produtos quimicos e naturais, tentei dormir, acordar, trabalhar, descançar, nada! Não sei, talvez amanhã fique melhor quando acordar. Nunca mais chega amanhã?! Acho que estou com um problema com os amanhãs...
Bem, até amanhã ou talvez não......
Vou aproveitar agora, que ninguem está a ver, para escrever umas coisas lindas...
A terra é linda.
O céu é lindo.
O mar é lindo.
O espaço interestrelar é lindo.
As escadas ao fundo do meu quintal são lindas.
Os meus amores são lindos.
As minhas mãos são lindas.
Os meus olhos são lindos.
Os teus também.
A lua é linda.
A luz é linda.
O escuro é lindo.
As minhas amigas são lindas.
A vida é linda (apesar de dificil, senhora assussora).
Vamos brindar
com vinho verde
que é do meu
Portugal.
E pronto, agora queixem-se...
....
- A tensão de fundo é uma insidiosa sabotadora da saúde,em particular quando tem origem nas vértebra do pescoço e da parte superior da espinha.
-Aqui?- pergunta Melisande, apalpando a nuca.
- Mais provavelmente aqui - respondeu o Rom, estendendo um ressonador dérmico de mola de aço revestido de borracha e apalpando uma área 12 centímetros abaixo do ponto que ela indicara.
- Hummmm - murmurou Melisande, de uma maneira interrogativa, não directa.
- E aqui é outro lócus típico- acrescentou o Rom, estendendo um segundo braço.
- Isso faz cócegas.
- Só ao princípio. Devo também dizer que este sítio é um característico causador de problemas. E este. Um terceiro (e possivelmente um quarto ou um quinto) membro dirigiu-se às áreas indicadas.
- Bem...n a verdade isto é belo - confessou enquanto os músculos bem profundos do trapézio da sua elegante espinha se moviam suavemente sob a acção suave e acolchoada do Rom.
- Tem reconhecidos efeitos terapêuticos - disse-lhe o Rom - E a sua musculatura está a responder bem. Já estou a sentir a distenção do tónus.
- Também a posso sentir. Mas sabes que só agora dei conta desse curioso nó de músculos da minha nuca?
......
você sente alguma coisa quando eu faço isto?
Isaac Asimov- em Mensagens do futuro
Senhor Prusidente,
reunidas em alegre convívio, suas fãs pensam e falam em V. Exª.
Não obstante tal facto lhe passar ao lado, como cão por vinha vindimada, vimos por este meio expôr a nossa ordem de trabalhos:
1. Foi indagada a sua altura, em cm.
2. Foi igualmente questionado o seu tamanho de polegar e de punho, pelo que pude escutar chegou-se mesmo ao percentil encefálico e tamanho de pé.
3. Coeficiente de inteligência e coeficiente emocional.
4. Endurence coital, em h.p.
5. Capacidade licorosa, em litros.
6. Velocidade de estimulação.
7. Volume toráxico.
8. Volumetria do plexus principalis (o pai de todos), em cm3.
9. Performance da língua, em r.p.m.
10. Capacidade de encaixe.
Podem comentar.
.......Fez sair de si uma pinça acolchoada número dois, com a qual segurou o cotovelo dela, e depois estendeu um braço de metal que terminava numa esponja cinzenta húmedecida. Esfregou-a na nódoa.
-Estás a torná-la pior!
-Só aparentemente, enquanto alinho as moléculas para a irradiação invisivel. Tudo pronto: veja.
Continuou a esfregar: a mancha enfraqueceu e desapareceu por completo. No braço da Melissa houve um frémito.
-Formidável- disse ela- Muitissimo bom.
-Faço as coisas bem feitas- afirmou o Rom sem rodeios.- Mas diga-me, sabe que tem um factor de tensão de setenta e oito vírgula
três nos seus músculos superiores das costas e dos ombros?
-Ena! -Exclamou ela.- És também uma espécie de médico?
-Evidentemente que não. Mas sou um massagista inteiramente qualificado e portanto capaz de fazer leituras directas do tónus. Setenta e oito vírgula três é... invulgar
- O Rom hesitou e depois informou:- Está apenas a zero vírgula oito pontos abaixo do nivel dos espamos intermitentes. A tensão de fundo com muita continuidade é capaz de produzir reflexos nos nervos do estômago, conduzindo ao que chamamos uma úlcera para-simpática.....
você sente alguma coisa quando eu faço isto?
Isaac Asimov- em Mensagens do futuro
-Vais ao Festival da Rua?
-Não posso, estou a guardar-me para o das Àrvores.
- Mas olha que o da Rua, tem mais bandas e é mais barato!
-Também tens razão, mas o ZKX não vão ao das Peras, pois não?
-Não sei, mas também há o das Maçãs Verdes. Acho que vai ser óptimo.
-Acho que vou ver em casa, acaba sempre por dar algum na televisão.
-E o Euro? Não vais ver?
-Tenho que votar, não me posso esquecer.
-Eu vou pra fora, cá dentro, claro.
-Bem, até logo. Vou dormir a minha sesta. Com este calor não aguento passar as tardes acordado!
-Vemo-nos logo no cfé da esquina?
-Claro. Até logo...
Amanhã vai ser um dia : chato? complicado? esperado? desejado? terrivel? desesperante? nervoso? angustiante? horrivel? marcante? COMO????
Que nó tão grande no estômago...
Acho que se chama ansiedade, é horrivel.
Uma coisa que fui eu que fiz acontecer, mas que pensei que ia acontecer mais cedo. Que eu gostava que nunca fosse preciso acontecer, mas que estou desejosa que aconteça. Mas é daquelas coisa que já devia ter acontecido ontem, nunca amanhã!
Aí! o meu estômago......
Estes senhores vão tocar em Londres. Os bilhetes são caros e estão esgotados!
Mas, estes senhores também tocam em Lisboa, dia 11. Eles e outros. Os Massive, os Liars, eu vou ver...não querem ir?

Foi um espectaculo!!
O homem não parou quieto nem um segundo. E a música foi sempre a partir.
Descobri que é disto que eu gosto. Nada de baladas, nem eléctronicas, nem Bee Gees, a partir é que eu gosto, é que me enche as medidas.

Se pensa que vai entrar num MOTEL recheado de surpresas, de conversas animadas, de teorias sentimentais , de música, de sonhos e pesadelos, de desejos e até de sexo, está enganado!
Este Motel já teve a sua época. É que tudo tem o seu tempo, depois...é inevitavelmente o declínio. As camas estão por fazer, as portas dos quartos não têm fechadura, o restaurante já não funciona, só serve ginginhas em copos de três (querem pior?). Na recepção encontrará uma boazona decadente a limar as unhas, que por aqui se manteve sem razão, e que pela mesma razão se vai embora. Para quem gosta de fenómenos espectrais, talvez valha a pena dar uma espreita, é que vive um fantasma no Motel Prusidente, uma mulher que se enfiou e se perdeu num dos quartos e que ainda hoje é vista a vaguear captando imagens dos poucos que se atrevem...
O que aconteceu? Dizem que foi uma virose. O Prusidente anda por aí a carpir e os outros seguiram-lhe os passos. A Madame Satã foi de retro com o seu amigo, a Produtora de Inventos e o Mestre foram de Lua de Mel, nunca mais ninguém os viu.
Vos deixo com uma frase do Mestre:
"Perdições"
Amigo sem A não é como Revolução sem R
Amigo sem A, continua a ser amigo é o Migo
E estamos cá é para andarmos de braço dado.
ATÉ SEMPRE!

Foram uns belos dias, estes que passei com a Maiko e a Sakko
Todos os prazeres concedidos, todos os desejos concretizados. Uns dias de calma e reboliço, são sempre assim quando nos encontramos. Uns dias frescos.
Umas noites quentes.
(Carlos Lyra e Vinícius de Moraes)
Coisa mais bonita é você
Assim, justinho você
Eu juro, eu não sei por que
Você
Você é mais bonita que a flor
Quem dera
A primavera da flor
Tivesse todo esse aroma de beleza
Que é o amor
Perfumando a natureza
Numa forma de mulher
Por que tão linda assim não existe
A flor
Nem mesmo a cor não existe
E o amor
Nem mesmo o amor existe
E eu fico um pouco triste
Um pouco sem saber
Se é tão lindo o amor
Que eu tenho por você

Aí é que era...
Ver trabalhar as nossas terras...
Ver o suor a escorrer das faces queimadas,
ouvir o respirar dos cantares que marcavam o ritmo.
Aí é que era.
Receber os dividendos sem muito esforço.
Comprar umas roupinhas, para poder ir às festas das amigas.
Jogar às cartas no clube.
Ter uns amantes de vez em quando, enfim, viver!
Aí é que era.
Umas belas refeições cozinhadas pela Maria,
que não fazia outra coisa desde que nasceu...
Uns passeios pelas Serras sem passar pelo trânsito.
Pois não havia muitos carros e poucas pessoas podiam passear.
Aí é que era.
Olhem para o céu, está estrelado e como bónus ainda podemos ver esta semana o cometa NEAT.
Adoro as Dicas Diárias. Tento sempre que posso segui-las à risca.
"Leve as mãos à cabeça sempre que possa!"
Que tal fazer-se um apanhado das últimas semanas, para ajudar no dia a dia do comum mortal? Eu sinto-me muito apoiada quando leio estas dicas. É quase como ir ao psicólogo todos os dias durante uns minutos... Penso com força em cada uma delas.
Ellen estava em casa. O marido, que não era muito intímo, estava a dormir no quarto quando tocam à campainha. Ellen abre a ante-porta, ligando antes o alarme de defesa automática. - Quem é ?- faz vários meses que ninguém me bate à porta. - Uha enmenda pa én, respondem. - Quem?!, insiste Ellen. - Uma encomenda para Ellen Shumakin!! - Abre a porta devagar sempre com a mão no alarme e torna a perguntar - O que quer? - O rapaz que lhe aparece do outro lado da porta repete - Tenho uma encomenda para Ellen Shumakin - Ellen continua desconfiada, mas curiosa aceita a encomenda e rapidamente fecha a porta na cara do enviado. É uma grande caixa, mais parece um aspirador! - Comprei um há menos de três meses, pensa Ellen, é suficiente para as minhas limpezas...
A nossa guarda-costas voltou aos treinos. Depois de um combate que a deixou lesionada, voltou agora com toda a garra.

Esperamos para breve um novo combate! Estou contigo Guarda -costas! Dá-lhes na figadeira.

A festa começou por ter a presença do nosso ilustre convidado Alexis a falar do também nosso, apresentador!
Tivemos de seguida a presença, sempre agradável, do Prova de Contacto expressando o desejo de ser ligado. Seria por ligaduras, tipo múmia ou teria ideias mais inventivas?? Dá-nos também em primeira mão, a notícia de que está apanhadérrimo! Será mais uma destas doenças modernas? Senhor Prova de Contacto por favor informe-nos das novidades médicas. Gostamos todos de estar actualizados.
Por outro lado, Revelador de Sonhos entra em grande destaque, com uma mensagem de incentivo "Vamos. Vamos..."
A que eu respondo:
-Ainda estás aí?
Deves estar a meus pés... (sorte tua que os lavei hoje)
Aparece então a a.r. com uma promessa de que vai aquecer.
Quando pela porta do cavalo entra M com inveja da popularidade da Enfiada.
Chega então o momento das personagens ilustres fazerem a sua entrada triunfante. Umas palavras do Prusidente a exigir a presença do Moço e a resposta imediata da assussora remota, já bastante agitada, a ver coisas depois de sacudir violentamente a cabeça.
Daqui para frente não me comprometo!
Cada um deve assumir a responsabilidade dos seus actos. Sejam moderados... cuidadosos e...
Beijinhos e boas férias!
... o estado em que tudo ficou!

Lindo serviço, hã?
Bela festa, que pena eu não ter podido estar presente. Quando cheguei ainda o ar estava quente de tanta agitação. Espero que a minha amiga tenha sido simpática e tenham gostado dela.
Mas bebi uns copitos à vossa saúde!
Quanto aos meus "fans", não pensem que não lhes ligo, tenho estado bastante ocupada, mas tenho sempre um tempinho para os amigos.
Prova de Contacto, Revelador de Sonhos, podemos fazer uma festa privada os três desde que não seja no quarto cor de rosa. Vocês não são os querubins disfarçados, pois não????
Cuidado quando cairem, o chão que eu piso nem sempre é seguro!

Belo dia hoje...
O que vale é uns compensarem os outros..
Mas belas histórias e boas perspectivas de futuro, sabem que nem ginjas.
Obrigado pelo apoio dado no meu anterior texto.
Deu-me força para hoje poder estar neste belo estado de espírito.
Sempre há amigos, ó A.R., sempre há amigos e eu hoje dei-lhes trabalho. Fizeram exercício sem ter que ir para aqueles ginásios neuróticos. Andar de tapete rolante a olhar para a televisão... não obrigado. Não me vejo. Talvez trabalhar nas obras me dê mais alento. Sempre se vê qualquer coisinha mais interessante. Raspar os tectos, assentar azulejos. Agora correr em passadeiras rolantes sem ir a lado nenhum, que desperdício de tempo e energia. Esses sim, precisam de teoria sexual. Como é possível? Com tantas maneiras boas de perder uns quilinhos.
Quem quer ir correr para a praia amanhã? Ou jogar umas raquetes? Com o calor, no fim, ainda vai apetecer um mergulho e depois é o que Deus quiser...
Ou então ficar em casa, no quentinho da alcova, podem fazer-se vários tipos de exercício... Se for necessário vale a pena ir aos livros, vá! Mais vale isso do que ir para a passadeira.
A piscina ainda é o menos, sempre se vê a água a passar. Muda-se de ambiente e não deixa de ser sensual. Os corpos molhados, meio nus, eu gosto.
Façam pelo melhor, beijinhos e boas férias.

Um caos!
Dois caos!!
Três caos!!!
Quatro caos!!!!
São uns a seguir aos outros. É um mega CAOS.
Sem principio nem fim.
Como é que será possivel desembaraçar-me de tal umbrólicu?!
Nínguém me responde... pois, eu percebo. Tomara eu saber e não precisar de perguntar.
Nem precisar de pedir... pedir é mau, muito mau. Para as várias partes envolvidas. Basta ter que se pedir para ser mau, muito mau.
Há momentos em que se torna dificil, viver...
Sejam felizes, por favor! Vão ver o mar, vão plantar batatas, vão beber umas fresquinhas, vão pró caralho, mas vão.
Eu fico aqui a pensar nas perguntas para que não tenho respostas.
Durmo. Se sonho, ao despertar não sei
Que coisas eu sonhei.
Durmo. Se durmo sem sonhar, desperto
Para um espaço aberto
Que não conheço, pois que despertei
Para o que ainda não sei.
Melhor é nem sonhar nem não sonhar
E nunca despertar.
Pessoa,Fernando
São 2:09 2:10 2:11 2:12 2:13 2:14 2:15 2:16 2:17
If Lovin' You Is Wrong
Watch me ride:
I'm a sexual animal, eat you like a cannibal,
Crammed full of energy,
I'm inflammable,
Yeah, I finish my beer
So come here and get nice while I lick you here,
Put your legs over there and kinda swing on the chair,
I swear you look wicked with your panties in your hair,
Eyes half closed,
Cute little nose,
And like a pound of self-raising I just rose and rose,
Stepped out of my clothes started doing the right thing,
I was pumping and she was biting,
Yeah, lightning flashed and thunder roared,
The girl had her finger on my keyboard,
Oh lord, this is gonna last all night,
If lovin' you is wrong I don't wanna be right.
If I come first well that's the worse scenario,
I push you harder than Sanchez Vicario,
I mean it, 20th Century Fox on the screening,
One take like an earthquake make the bed brake,
We be famous worldwide overnight
And get tired of magazine articles we're forced to write.
I take a delight in making the bed springs sing all night,
If lovin' you is wrong I don't wanna be right.
If lovin' you is wrong, I don't wanna be right.
I give a massage,
Skin supercharge,
Imagination on turbo situation large,
Sometimes you handle me kinda course,
Like a horse, the bed______
____ keep from flying.
I got my teeth in her neck...
Faithless in Reverence, mil nove e carqueja
Senhores! Bem que eu procurava! Pois não é que fui encontrar a desgraçada da Especial enfiada no quarto cor-de-rosa?! Amordaçada e mal tratada. A pobre ali ficou uma semana sem que ninguém a procurasse.
Encontrei-a deitada, esgotada, guardada por dois querubins, dos maus, que a enrolaram nos brocados. Usaram-lhe os rolos todos, fotografam-na de toda a maneira e feitio, 50 rolos com 36 fotografias cada um. Depois de lhe ter tirado a mordaça e a desembaraçar dos brocados, com espanto me deparo com o seu corpo esguio todo quadriculado qual caderno de matemática. Com o horror que tenho, por pura ignorância, a tal ciência exacta, não me controlei.
Estaladão nos querubins!!! Cada salto que davam cada chapada que levavam. Ficaram a comer por uma palhinha.
Ajudei-a a recompor-se e perplexa pude escutar o seu relato.
Finalmente alguém que não pensa em esquartejar-me com fotografias...
A Sra. Assussora nem sabe como
me sinto aliviada de a ver. E não pense que o mal era estar enrolada ou amordaçada.
O pior desta semana foi a quadrícula! A maldita quadrícula que me fizeram!
Cada quadradinho destes foi fotografado de vários ângulos e com vários tipos de luz. A raiva que me deu! Quando eu achava que deviam fechar o diafragma, deixavam-no aberto...todo aberto. Quando a velocidade devia aumentar diminuíam-na e demoravam horas. Esta semana foi uma tortura digna dum chinês.
Tudo começou naquele dia em que me chamaram, para mandarem umas fotografias para a família. Mal eu sabia que estavam interessados em pormenores. Instalados em cima da cama, pediram-me para começar com um plano geral. O único. A partir daí foi sempre a apertar, cada vez mais perto. E quando me apanharam a jeito, deitaram-me a mão, enrolaram-me nos brocados e começaram a transformar-se neste seres diabólicos que a Sra. Assussora a bom tempo pôs na ordem. Depois nem imagina, agarraram nos tira-linhas e como quem desenha uma quadrícula para a batalha naval, encheram-me de linhas verticais e horizontais. Deixaram-me toda dividida em parcelas de 3 por 4. Ainda se fosse um quadriculado perfeito, mas nem isso...
Usaram cada parcela como bem lhes deu na gana. Primeiro o A8, seguiram para J44 depois o P29 e por aí fora sem ordem aparente, mas sem falhar nenhum, não deixando de voltar a cada um pelo menos umas três vezes. Deixaram-me de tal modo baralhada que o meu cérebro deixou de raciocinar e perdeu mesmo o norte que lhe servia de prumo.
Não houve um minuto de descanso. Revezavam-se quando era preciso mudar de rolo ou as pilhas da máquina ficavam fracas. Senão fosse a Sra. Assussora eu deixava de existir em positivo.
Acho que vou vaguear uns dias pelo Motel, aproveitar as zonas ao ar livre e tentar encontrar o norte. Quanto aos querubins, como a Sra. os chamou, fechava-os neste quarto e quando alguém não pagar a conta acho que é um bom sitio para o deixar a pensar na vida.
Estou cansada.
Sinto-me desfocada.
Com as cores a fugirem-me entre os dedos.
Falta pouco para ser um mero preto e branco.
Estou vazia, mas não quero estar cheia, isso é o pior.
Estou cheia de estar cheia e vazia por não querer encher.
Estou desfocada.
Sinto-me cansada.
Eram seis horas e trinta e dois minutos da tarde.
Estava eu no meu gabinete do Motel (encafuado e minúsculo, já que falo nisso), quando recebo um telefonema da Suite Rosa (aquela dos espelhos no tecto e da banheira encarnada) :
-Está sim? Fala da Suite Rosa. Nós precisamos de umas fotografias para mandar pra família. Será que a Sra. Enfiada nos pode fazer esse favorzinho?
O que é que eu havia de responder? Estou ao serviço dos clientes. "Claro que posso", respondi. "Meia hora e estou aí." Meia hora dava-lhes tempo para se arranjarem, fosse lá como fosse.
Estavam trinta e sete graus lá fora. Nestes dias a respiração torna-se difícil. Agarrei no material que achei necessário e lancei-me a caminho, devagar, para não chegar lá a arfar. O Motel tem vindo a crescer (já consideraram a hipótese de instalar uns tapetes rolantes?) os corredores são compridos de tal modo que por vezes se tornam escuros e o fundo difícil de vislumbrar.
Eram sete horas em ponto quando bati à porta. Esperei uns segundos e nada.
Tornei a bater com um pouco mais de força e a porta abriu-se à minha frente.
Entrei, devagar, mas continuando a bater na porta: "Está alguém? Posso entrar?"
De longe ouvi uma voz. "Entre Sra. Enfiada, estamos no quarto, pode entrar." No quarto?! Será que só querem mostrar à família o luxo em que viveram nestes dias de prazer?! Bem, lá fui...
O quarto era realmente um luxo. Nunca tinha reparado nos drapeados do dossel que serve de moldura ao espelho. Os tapetes felpudos, as colchas de brocado, os frescos com imagens romanas, ninfas com os seus cachos de uvas prontos a oferecer a quem se aproximar delas. Tudo isto criava um ambiente fabuloso e sem dúvida acolhedor. Criava uma atmosfera digna de um sonho. Em cima da cama estavam duas deusas, como deus as trouxe ao mundo. Não tinha reparado nestas clientes, mas sempre tiveram tempo de se arranjar, pensei eu.
"Cá estou, então que tipo de fotografia querem? Eu posso esperar uns minutos para se vestirem...", tinha que dizer! Não podia entrar a matar, eram clientes do motel.
Cont.
Jesus, Jesus, Jesus ...és a nossa salvação!
Aí, que preciso da tua ajuda....
Quando é que podes passar por aqui, ainda antes do jantar?

Obrigado pelas graças concedidas.
Não se vá. Venha-se.

Acordei, um pouco atordoada. A noite foi animada e depois destas noites fico sempre um pouco tonta. Mas lá acordei, apesar de um pouco atordoada. Acordei numa casa estranha, aliás, como tem vindo a acontecer nos últimos meses, todos os dias. Estava sozinha.
Deixaram-me a tomar conta dos gatos.
Acordei, um pouco atordoada e resolvi vir para o meu cantinho, o meu poiso no alto. Lá vim eu pela rua a tentar desviar o olhar das pessoas com quem me cruzava, devia estar com os olhos inchados, com cara de ter acabado de acordar atordoada.
Subi os cento e doze degraus e cheguei ao pequeno paraíso, no alto. Sentei-me à frente do monitor a tentar concentrar-me, quando começo a ouvir uns ais e uns uis e uns ais e uns uis e mais ais e mais uis, cada vez mais audíveis e mais intensos. Não era a primeira vez, mas eram cinco da tarde e eu ainda estava atordoada. Acabaram, deu para perceber! Mas nem dez minutos depois lá estavam outra vez: ai, ui, ai ,ui, ai ,ui....
Sempre podiam dizer mais alguma coisa. Ainda me sinto tonta, está calor , JÁ É PRIMAVERA...
Que lindo é o dia a nascer. O silêncio vai-se com a lua e chegam os ruídos da manhã.
Lá em baixo (porque o meu poiso é alto) começa a agitação. Todos deixam o coração algures e atacam um novo dia.
Eu gosto da calma. Das noites passadas num quarto de motel, a sentir o calor da infusão. Das manhãs lentas e silenciosas a beber a informação.
Para depois a passar cá pra fora, tudo dobrado e embrulhado, às vezes até amarrotado de tanto tempo no bolso.
Mas há coisas que têm que sair e ajudar a confusão. Calma a mais, pode dar em depressão.
Caros(as) colegas,
que orgulho poder finalmente escrever de igual para igual...
Apesar de gostar muito da vossa companhia como mera cliente, sinto-me muito honrada de ter sido aceite como colaboradora.
Espero poder vir a trazer ao vosso (nosso) Motel, alguma da luz que me entra pela lente e dexá-la sair como a cor que me assola a alma.
E que essa cor, venha de algum modo, alegrar os vossos corações e deixá-los libertarem-se por estes quartos.
Como Enfiada Especial, com "Retratos Desfocados", estarei sempre atenta aos mais pequenos movimentos no Motel.
Não se acanhem, deixem-me espreitá-los, mas não deixem de se libertar... é para isso que nos juntamos neste recanto tão acolhedor.