março 26, 2007

Fim!!!?

Este espaço está a partir de algum tempo entregue às urtigas, assim vai continuar. Gostámos enquanto durou, outras vezes arrastámo-nos apenas. Não se fecha a porta, fica tudo como está.
Mudámo-nos, com todos os nossos fertilizantes, para aqui! Muito obrigado!

TAKE CARE!

Afixado por O Homem do Leme at 03:22 PM | Comentários (11)

novembro 13, 2006

Recordações da Vista Alegre #2

sGozzoli.jpg
[ZOOM IN]

Para entrar na Casa da Matança era preciso encontrar a chave, que nem sempre estava no lugar. Por vezes desaparecia. E mesmo assim era preciso abri-la a pontapé. Lá dentro, uma mesa redonda - vermelha? -, do lado esquerdo um armário baixo, com quatro portas e algumas gavetas. Guardava-se tudo lá dentro. Tudo o que não se guardava nos outros sítios. Era lá que os puzzles passavam férias, dentro de uma gaveta, ou por detrás de uma dessas portas. Imagens para construir de pintores medievais, por exemplo, uma pintura do Bosch e outras, uma delas de um pintor russo com uma cena medieval numa aldeia cheia de neve. Não me lembro do nome.
Mas a que mais me fascinava, e que repetia várias vezes ao longo do Verão, era esta do pintor italiano Benozzo Gozzoli. Faltavam-lhe umas peças - os puzzles nunca estavam completos! - mas nos recantos desta paisagem eu perdia as minhas horas e ganhava um mundo infinito de figuras e de histórias que saltavam das paredes da Casa da Matança!

Afixado por O Homem do Leme at 07:30 PM | Comentários (0)

novembro 10, 2006

Recordações da Vista Alegre #1

klee.golden-fish.jpg
[PAUL KLEE - "The Golden Fish" - 1925]

Devo ter sonhado com a mesma imagem, esta, e agora já não sei onde estava, se na realidade - e em que realidade? - se no sonho. O que me lembro é da superfície dura por onde o quadro escorria. Uma placa de madeira de um palmo e meio de comprido, não mais. Uma corda a perder-se com os fios sob a cabeça calva de um prego, infímo, na parede branca cheia de grumos. Às vezes estava desnivelado do horizonte, como se o peixe quisesse mergulhar dali para fora. E eu roubava-lhe a esperança, endireitando-o.
Por cima, tectos baixos em declive, e também uma janela pequena, onde por milagre se conseguia fazer passar o corpo. Calor por vezes, raramente sentia o frio quando olhava para o quadro, mesmo que lá fora nevasse - qualquer que seja o 'lá fora' - o frio ficava sempre à porta.
Sons - que sons? - quase que os vejo. O Verão a habitar o tempo. As ervas secas, as espigas, papoilas, algumas, lá em baixo no segundo ou terceiro talhão da hora. E era um dia lindo - era sempre um dia lindo! - que escorria por entre o quadro do tempo. A corda. Os seus fios de prumo. Um aquário de madeira com vida. Com mais liberdade do que um mar imenso. E a imaginação toda a flutuar por ali fora. Na adolescência - depois disso, também - e no Sol que ficava ao fundo a espreitar para sempre.
E eu quero mais disto.
Quero mais disto para toda a vida.

Afixado por O Homem do Leme at 11:32 AM | Comentários (0)

abril 17, 2006

Mudanças

Venho informar os clientes deste espaço que abandono em definitivo este barco. Há sempre um fim a chegar e ele acabou de atracar. Fica quem ficar. Eu e os meus companheiros mais chegados mudámo-nos para aqui. Não temos tempo para mais. Um grande abraço!

A todos uma excelente vida!

Afixado por Prusidente da Junta at 10:05 AM | Comentários (1)

abril 13, 2006

Very Short Play

[CURTAIN]

1. Faint light on stage littered with miscellaneous rubbish. Hold about
five seconds.
2. Faint brief cry and immediately inspiration and slow increase of light
together reaching maximum together in about ten seconds. Silence and
hold for about five seconds.
3. Expiration and slow decrease of light together reaching minimum
together (light as in 1) in about ten seconds and immediately cry as
before. Silence and hold about five seconds.

[CURTAIN]

RUBBISH
No verticals, all scattered and lying.

CRY
Instant of recorded vagitus. Important that two cries be identical,
switching on and off strictly synchronized light and breath.

BREATH
Amplified recording.

MAXIMUM LIGHT
Not bright. If 0 = dark and 10 = bright, light should move from about
3 to 6 and back.
Samuel Beckett - "BREATH"

Afixado por Gigantic Dwarf at 10:40 AM | Comentários (0)

março 08, 2006

Everything in heaven is white on white

«(...) [in heaven] I've met God across his long walnut desk with his diplomas hanging on the wall behind him, and God asks me, "Why?"
Why did I cause so much pain?
Didn't I realize that each of us is a sacred, unique snowflake of special unique specialness?
Can't I see how we're all manifestations of love?
I look at God behind his desk, taking notes on a pad, but God's got this all wrong.
We are not special.
We are not crap or trash, either.
We just are.
We just are, and what happens just happens.
And God says, "No, that's not right."
Yeah. Well. Whatever. You can't teach God anything.
God asks me what I remember.
I remember everything.
(...)»
Chuck Palahniuk in "Fight Club"

Afixado por O Homem do Leme at 03:25 PM | Comentários (0)

março 06, 2006

Love of my life

Gish.jpg
Lilian Gish

Afixado por Gigantic Dwarf at 04:39 PM | Comentários (3)

fevereiro 06, 2006

Linging

«Com um desejo acordamos a vontade dentro da sabedoria
Com uma vontade desejamos a sabedoria dentro do acordar
Acordado, desejando, querendo.
»
...
«With one wish we wake the will within wisdom
With one will we wish the wisdom within waking
Woken, wishing, willing.
»
DEAD CAN DANCE - "Song of Sophia"

Afixado por O Homem do Leme at 05:16 AM | Comentários (0)

janeiro 25, 2006

No words

LuzZ.jpg
JUST PLAY...

Afixado por O Homem do Leme at 10:53 PM | Comentários (2)

janeiro 24, 2006

Smoking Suzy

20060117.049Ms.jpg
Não sei onde está a Suzy hoje. Esta foi a última vez que a encontrei.
A Suzy fuma desalmadamente, com fúria. Não sei bem o que está à espera quando fuma assim. Mas acho que não está bem a fumar. Como não está bem a escrever. Gasta cigarros. Fuma de uma maneira como eu nunca vi ninguém fumar. Como se o cigarro se fosse gastar. E ela com medo que isso aconteça. E com esse pavor fuma ainda mais depressa, para aproveitar o cigarro todo. Mas com a velocidade a que vai aspirando o fumo o cigarro gasta-se mais rapidamente. Num minuto, talvez.
Não sei bem explicar este fenómeno. É uma espécie de suicídio do tabaco. Não sei.
E é assim que ela escreve também. Com medo que as folhas se acabem. E por isso escreve e escreve, usando as folhas o mais depressa possível. E escreve. Com medo que elas se gastem. Com medo de não ter mais palavras.
É esta a filosofia da Suzy. É este o sorriso que traz sempre na cara quando olho para ela.
Vou pedir-lhe que me escreva uma coisa em inglês. Só para ver, sem estar a pedir a alguém que me traduza.

Afixado por O Homem do Leme at 10:26 AM | Comentários (4)

janeiro 19, 2006

Sorry

I was very busy to come here today... maybe tomorrow... or the day after...

Afixado por O Homem do Leme at 09:18 PM | Comentários (2)

janeiro 12, 2006

Carta

«Dear Aleksandr Ivanovich,

I have heard that you are saving money and have already saved thirty-five thousand. What for? Why save money? Why not share what you have with those who do not even have a totally spare pair of trousers? I mean, what is money? I have studied this question. I possess photographs of the banknotes in widest circulation: to the value of a rouble, three, four and even five roubles. I have heard of banknotes of an intrinsic worth of up to 30 roubles at a time! But, as for saving them: what for? Well, I am not a collector. I have always despised collectors who amass stamps, feathers, buttons, onions and so on. They are stupid, dull superstitious people. I know for example that what are called 'numismatists' -- that's those who accumulate coins -- have the superstitious habit of putting them, have you ever thought where? Not on the table, not in a box, but... on their books! What do you think of that? Whereas money can be picked up, taken to a shop and exchanged, well... let's say for soup (that's a kind of food), or for grey-mullet sauce (that's also a kind of foodstuff).
No, Aleksandr Ivanovich, you are almost as couth a person as I, yet you save money and don't change it into a range of other things. Forgive me, dear Aleksandr Ivanovich, but that is not terribly clever! You've simply gone a little stupid living out there in the provinces. There must be no one to talk to, even. I'm sending you my picture so that you will be able at least to see before you a clever, cultivated, intellectual, first-rate face.

Your friend Daniil Kharms
»

Afixado por O Homem do Leme at 04:55 AM | Comentários (2)

janeiro 06, 2006

My Baby Dolls

HERE :-)

Afixado por António Faisão at 11:29 AM | Comentários (1)

janeiro 03, 2006

A Rebelião

- Bebam vinagre, cavalheiros - disse Shuyev.
Ninguém lhe deu alguma resposta.
- Cavalheiros! - gritou Shuyev - Proponho-vos que se beba vinagre!
Makaronov levantou-se da sua poltrona e disse: - Eu aprovo a ideia de Shuyev. Vamos beber vinagre.
Rastopyakin disse: - Eu acho que não deva beber vinagre.
Neste momento o silêncio sentou-se à mesa e todos olharam para Shuyev. Shuyev sentou-se com ar petrificado. Era impssível perceber o que estava a pensar.
Três minutos passaram. Suchkov ensaiou um tossido. Ryvin coçou a boca. Kaltayev ajustou a gravata. Makaronov esfregou as orelhas e o nariz.
E Rastopyakin, caído de costas na sua poltrona, olhava como que indiferente para a lareira.
Sete ou oito minutos mais passaram.
Ryvin levantou-se e em bicos dos pés saiu da sala.
Kaltayev seguiu-o com os olhos.
Quando a porta se fechou atrás de Ryvin, Shuyev disse: - Então. O rebelde partiu. Que vá para o diabo o rebelde!
Todos se olharam entre si com grande espanto, e Rastopyakin levantou a cabeça e fixou o olhar em Shuyev.
Shuyev disse severamente: - Aquele que se revoltar é um patife!
Suchkov cuidadoso, debaixo da mesa, encolheu os ombros.
- Eu sou a favor que se beba vinagre - sussurrou Makaronov e olhou expectante para Shuyev.
Rastopyakin soluçou e, com embaraço, corou que nem uma menina.
- Morte aos rebeldes! - gritou Suchkov, desvendado os seus dentes pretos.
"Rebellion" de Daniil Harms, 1934 - Tradução roubada da parede da casa-de-banho desta cave, a assinatura estava riscada, ao lado alguém escreveu: "Viva o 35 de Abril!"

Afixado por O Homem do Leme at 05:00 AM | Comentários (1)

janeiro 02, 2006

Um Plácido Homem

«Estendendo as mãos para fora da cama, Pluma admirou-se de não encontrar a parede. "É boa! Se calhar as formigas comeram-na..." E voltou a adormecer. Pouco depois, a mulher agarrou-o e sacudiu-o: "Está a ver, seu lázaro! Enquanto você se dedicava ao sono, roubaram-nos a casa!" E, na verdade, um céu intacto estendia-se para todos os lados. "Tá! O que 'tá feito, tá feito!'"
Pouco depois, um ruído fez-se ouvir. Era um comboio que avançava sobre eles a toda a velocidade. "Com o ar apressado que tem...", reflectiu, "... chegará com certeza antes de nós", e voltou a adormecer.
Mas o frio acordou-o. Estava totalmente encharcado de sangue. Alguns pedaços da sua mulher jaziam perto. "Com o sangue...", lembrou-se ele, "... surgem sempre não poucos dissabores; se o comboio pudesse não ter passado, que feliz eu seria! Mas visto que passou...", e voltou a adormecer.
– Vejamos – dizia o juiz – como explica que a sua mulher tivesse sofrido ferimentos de tal gravidade (quando a encontraram estava retalhada em oito pedaços) sem que o senhor, ao lado dela, esboçasse um gesto para o evitar, se apercebesse sequer do que acontecia? Eis o mistério. Nele reside todo o caso.
"Por este caminho, não posso ajudá-lo", pensou Pluma, e voltou a adormecer.
– A execução fica marcada para amanhã. Acusado, tem alguma coisa a declarar?
– Queira desculpar – disse Pluma – mas não segui o caso.
E novamente adormeceu.»
por Henry Michaux numa tradução de Alexandre O'Neill

Afixado por O Gajo Novo at 03:38 PM | Comentários (2)

dezembro 23, 2005

Just a line

It seems to me that I will always be happy in the place where I am not!

Afixado por O Homem do Leme at 05:31 PM | Comentários (0)

dezembro 21, 2005

124 posts sobre Robert Walser

AQUI
(e 31 Ostras)

Afixado por O Homem do Leme at 05:19 PM | Comentários (1)

dezembro 16, 2005

Audio short story

"The Monkey" by Robert Walser

Afixado por António Faisão at 12:37 PM | Comentários (1)

dezembro 06, 2005

Intervalo * Fim

Ninguém detém este espaço e como tal ninguém pode acabar com ele. Foi o que se percebeu e um golpe de estado repôs o sinal de novo no ar. Há quem fique - espero que fiquem! - eu preciso de me ausentar por um período de tempo, não sei quanto, apenas o necessário. Não quer dizer que não venha cá de vez em quando, mas não com tanta frequência. É uma questão de tempo e de o gerir da melhor maneira. Tratem bem este espaço. Até breve!
E este é o fim que se anunciou.

Afixado por O Homem do Leme at 10:17 AM | Comentários (5)

dezembro 03, 2005

"Último poema"

«Sonhei tanto contigo,
caminhei tanto, falei tanto,
amei tanto a tua sombra,
que já nada me resta de ti.
Só me resta ser sombra entre as sombras,
ser cem vezes mais sombra que a sombra,
ser a sombra que regressará e regressará
na tua vida ensolarada.
»
ROBERT DESNOS - Tradução HdL

Afixado por O Homem do Leme at 10:39 AM | Comentários (0)

Prenúncio

André Kertesz, New York, 1972

Afixado por O Homem do Leme at 09:08 AM | Comentários (0)

dezembro 02, 2005

As ruas

«As ruas de Buenos Aires
estão já dentro de mim.
Não as ávidas ruas, incómodas pla turba e pela azáfama,
mas sim as ruas monótonas do bairro,
quase invísiveis de tão habituais,
enternecidas de penumbra e ocaso,
e as outras mais longe,
alheias, de árvores piedosas
onde austeras casinhas mal se aventuram,
enevoadas por imortais distâncias,
perdendo-se em recôndita visão
de céu e de planície.
São para o solitário uma promessa
porque milhares de almas singulares as povoam,
únicas perante Deus e no tempo
e decerto preciosas.
Para o Oeste, o Norte, e o Sul
estenderam-se - são também a pátria - as ruas;
oxalá nos versos que desenho
estejam essas bandeiras.
»
J.L.B. em "Fervor de Buenos Aires" / 1923

Este são os primeiros versos publicados por Jorge Luis Borges quando tinha 24 anos. As ruas. Compreendo que Borges se estende para lá da orla de Buenos Aires, para lá do seu espaço, da sua turba. Não é isso que vem da veia do poeta, que romanceia o amor pela nostalgia da terra. Para mim pode ser uma cidade qualquer, de Calcutá a Portland. O que fica são as ruas que temos dentro de nós, que se transportam coladas aos fígados.
O tradutor, Fernando Pinto do Amaral, substituiu a palavra "entranha", no original, por "dentro de mim". O que não acho correcto, a frase "As ruas de Buenos Aires já são minha entranha" diz muito mais do que o reduzido softcore aplicado do tradutor.
Ao fim de tanto tempo, um poema, como uma rua, ganham outra forma, estendem-se para lá da forma inicial, a de ligar uma ideia à outra, um espaço ao outro. "As ruas" de Borges são as ruas do mundo inteiro, numa rua só. A rua que cobre qualquer verso - todos os que por todos foram escritos - de uma ponta à outra. Como uma névoa de eterna e imortal distância.

A rua suja.

Afixado por O Homem do Leme at 09:47 AM | Comentários (0)

Etéreo formal

Leio tudo trocado, logo na primeira frase, e começo logo a acelerar a passar para um outro campo. As coisas não querem dizer muito, mostram apenas um acto, só que vejo de modo diferente, sou estrábico, e à segunda frase já não estou a ler o mesmo texto. Já estou a imaginar castelos, a imaginar ventres a rebolar por cima do meu olhar... por cima de mim...
A frase era assim: "Lido no interior da América do Sul...", referia-se a alguma coisa que foi lida no interior da América do Sul, neste caso a "A Língua Absolvida" de Elias Canetti, trata-se de um ensaio sobre o autor, só que para mim é alguém já com um chicote na mão a desbastar rochedos no meio de uma floresta Amazónica qualquer. A lidar por entre os bosques cheios de gibóias e árvores tropicais, e até não, até pode ser outra coisa, uma aldeia esquecida no interior desse continente de expressão latina.
No que lhe segue, "... ressalta n’A língua absolvida, o universo paradisíaco dos livros que firmaram a tradição oral em letra impressa.", já eu vou de cabeça perdida, com a língua a molhar um universo paradisíaco, a firmar o que falo em escrita. Em tatuagens no lado de dentro da pele.
E o resto é o que é, é literatura, é o que se lê. O que se lê é um espaço infinito. Uma palavra nunca é a mesma. Tem milhares de caras diferentes, de expressões, de leituras. De lidas.

Afixado por O Homem do Leme at 05:20 AM | Comentários (0)

novembro 29, 2005

Um pátio

«Com a tarde
cansaram-se as duas ou três cores do pátio.
Esta noite a luz, o claro círculo,
não domina o seu espaço.
Pátio, céu demarcado.
O pátio é o declive
por onde se derrama o céu na casa.
Serena,
a eternidade espera na encruzilhada de estrelas.
Grato é viver na amizade escura
de uma saguão, de uma latada e de uma cisterna.
»
J.L.B. em "Fervor de Buenos Aires"

E o resultado, o desenho que deixei no pátio.

Afixado por O Homem do Leme at 09:37 AM | Comentários (0)

A quem ler

«Se as páginas deste livro consentem algum verso feliz, perdoe-me o leitor a indelicadeza de o ter ursupado previamente. Os nossos nadas pouco diferem; é vulgar e fortuita a cicunstância de que sejas tu o leitor destes exercícios e eu o seu redactor.»
J.L.B. - nota em "Fervor de Buenos Aires"
...
Uma das poucas coisas que tem este espaço de bom é a Galeria aí ao lado; carreguei em Flying With Fear e surpreendi-me, já não me lembrava de ter posto lá isso.

Afixado por O Homem do Leme at 05:04 AM | Comentários (0)

to do list #1

1. Ler as obras completas de Jorge Luis Borges e anotá-las - bebê-las!
Começa com "Fervor de Buenos Aires" de 1923, lá dentro um prólogo escrito quando eu tinha quase cinco meses de idade:

«Como os de 1969, os jovens de 1923 eram tímidos. Temerosos de uma íntima pobreza, tentavam, como agora, escamoteá-la sob inocentes novidades ruidosas. (...)
Naquele tempo, procurava os entardeceres, os arrabaldes e o infortúnio; agora, as manhãs, o centro e a serenidade

Eu também me proponho demasiados objectivos. Abro portas que deixo escancaradas com o vento a voar lá dentro. Abro e fico à espera. À espera de um infinito qualquer que nunca mais chega. Agora vou para Buenos AIres ferver. I'll be back soon.
Esta é uma lista de um ponto só. Os outros viram de seguida. Não me quero perder. Não quero mais sentir de modo avulso a Obra Completa.

Afixado por O Homem do Leme at 04:42 AM | Comentários (1)

Publicar-se

«Quero deixar escrita uma confissão, que ao mesmo tempo será íntima e geral, visto que as coisas que acontecem a um homem acontecem a todos. Estou a falar de algo remoto já perdido, os meus dias de anos, os mais antigos. Eu recebia prendas e pensava que não passava de um menino e que não tinha feito nada, absolutamente nada, para as merecer. É claro que nunca o disse; a infância é tímida. Desde então deste-me muitas coisas e são muitos os anos e as lembranças. O pai, Norah, os avós, a tua memória dos antepassados - os pátios, os escravos, o aguadeiro, a carga dos hussardos do Peru e o op
obrio de Rosas -, a tua prisão corajosa quando muitos de nós homens nos calávamos, as manhãs do Passo do Moinho, de Genebra e de Austin, as compartilhadas claridades e sombras, a tua fresca anciadade, o teu amor a Dickens e a Eça de Queirós, mãe, tu mesma.
Aqui estamos a falar os dois, et lout le reste est littérature, como escreveu, com excelente literatura, Verlaine.»
Dedicatória de Jorge Luis Borges à mãe, Leonor Acevedo de Borges, no volume I da edição da Teorema das suas Obras Completas.

Leio isto e penso no verdadeiro significado de uma Obra Completa se não será apenas uma confissão que se faz a alguém, uma prenda que se devolve, em dedicatória. E ao percorrer todo esse caminho dos dias e horas se vai vivendo, sem consciência disso, em função de alguém - tudo o que fazemos fazemos por alguém - nas sobras de uma vontade que não conhecemos bem. Talvez Borges estivesse só a nomear uma pessoa a quem se confessar, alguém que no resto da sua sabedoria - no resto da sua função de se dar a outro - sobra de toda uma vida, a mãe.
O que fica de uma vida - de uma Obra Completa - é o começo dela, é a consciência da verdade que nos gerou, a verdade física. E o resto, para além de ser literatura, é um desvio onde raramente se encontra a direcção acertada. É uma ida sem destino à espera de um encontro com esse sublime que muitas vezes ganha forma na presença de outro ser como nós. Um corpo, uma mente, uma imaginação qualquer. Alguém a quem nos podemos confessar e dedicar por completo.
E o mundo, por vezes, é pequeno para isso tudo. Ficam os livros, fica a tentativa, fica a dedicatória. Fica o amor.

Afixado por O Homem do Leme at 03:44 AM | Comentários (0)

novembro 26, 2005

Nervous

«I am a little worn out, raddled, squashed, downtrodden, shot full of holes. Mortars have mortared me to bits. I am a little crumbly, decaying, yes, yes. I am sinking and drying up a little. I am a bit scalded and scorched, yes, yes. That's what it does to you. That's life. I am not old, not in the least, certainly I am not eighty, by no means, but I am not sixteen any more either. Quite definitely I am a bit old and used up. That's what it does to you. I am decaying a little, and I am crumbling, peeling a little. That's life. Am I a little bit over the hill? Hmm! Maybe. But that doesn't make me eighty, not by a long way. I am very tough, I can vouch for that. I am no longer young, but I am not old yet, definitely not. I am aging, fading a little, but that doesn't matter; I am not yet altogether old, though I am probably a little nervous and over the hill. It's natural that one should crumble a bit with the passage of time, but that doesn't matter. I am not very nervous, to be sure, I just have a few grouches. Sometimes I am a bit weird and grouchy, but that doesn't mean I am altogether lost, I hope. I don't propose to hope that I am lost, for I repeat, I am uncommonly hard and tough. I am holding out and holding on. I am fairly fearless. But nervous I am, a little, undoubtedly I am, very probably I am, possibly I am a little nervous. I hope that I am a little nervous. No, I don't hope so, one doesn't hope for such things, but I am afraid so, yes, afraid so. Fear is more appropriate here than hope, no doubt about it. But I certainly am not fear-stricken, that I might be nervous, quite definitely not. I have grouches, but I am not afraid of the grouches. They inspire me with no fear at all. "You are nervous," someone might tell me, and I would reply cold-bloodedly, "My dear sir, I know that quite well, I know that I am a little worn out and nervous." And I would smile, very nobly and coolly, while saying this, which would perhaps annoy the other person a little. A person who refrains from getting annoyed is not yet lost. If I do not get annoyed about my nerves, then undoubtedly I still have good nerves, it's clear as daylight, and illuminating. It dawns on me that I have grouches, that I am a little nervous, but it dawns on me in equal measure that I am cold-blooded, which makes me uncommonly glad, and that I am blithe in spirit, although I am aging a little, crumbling and fading, which is quite natural and something I therefore understand very well. "You are nervous," someone might come up to me and say. "Yes, I am uncommonly nervous," would be my reply, and secretly I would laugh at the big lie. "We are all a little nervous," I would perhaps say, and laugh at the big truth. If a person can still laugh, he is not yet entirely nervous; if a person can accept a truth, he is not yet entirely nervous; anyone who can keep calm when he hears of some distress is not yet entirely nervous. Or if someone came up to me and said: "Oh, you are totally nervous," then quite simply I would reply in nice polite terms: "Oh, I am totally nervous, I know I am." And the matter would be closed. Grouches, grouches, one must have them, and one must have the courage to live with them. That's the nicest way to live. Nobody should be afraid of his little bit of weirdness. Fear is altogether foolish. "You are very nervous!"

"Yes, come by all means and calmly tell me so! Thank you!" That, or something like it, is what I'd say, having my gentle and courteous bit of fun. Let man be courteous, warm, and kind, and if someone tells him he's totally nervous, still there's no need at all for him to believe it.»
Extracted from Robert Walser - "The Walk" / New York: Ferrar Straus & Giroux, 1982.

Afixado por O Homem do Leme at 11:37 AM | Comentários (0)

Dá-se

este blog a quem for capaz de tomar conta dele!
Deixar declaração da prova devida na caixa de comentários.

Afixado por O Homem do Leme at 03:56 AM | Comentários (3)

novembro 25, 2005

Walser Ink

Walser and family #2
Walser and family #1

Afixado por O Homem do Leme at 02:49 AM | Comentários (1)

novembro 24, 2005

Sonha-me ainda

«A memória do tempo
Está repleta de espadas e de naus
E de poeira de impérios
E do rumor de hexâmetros
E de altos cavalos de guerra
E de clamores de Shakespeare.
Eu quero recordar aquele beijo
Com que tu me beijavas na Islândia.»
Jorge Luis Borges - "Gunnar Thorgilsson (1816-1879)" em História da Noite (1977)

Afixado por O Homem do Leme at 08:29 AM | Comentários (0)

novembro 23, 2005

A vocação especial do artista: ser bom nos negócios

«Being good in business is the most fascinating kind of art» Andy Warhol

«Esta coisa deve ser boa porque faz dinheiro. Eu devo ser bom porque faço dinheiro». Se em todos os séculos esta verdade acompanhou a humanidade, hoje, nos tempos em que o dinheiro substitui todas as anteriores abstracções: nação, raça, religião, e se elevou à qualidade de único Deus, é, mais do que nunca, a regra dominante. De facto, como disse, «o artista é capaz de produzir objectos», porém, no novo super-mercado da cultura onde tudo é para vender e consumir, o resultado final do objecto - "arte" - é o lucro que dele se possa extrair. Agora, uma elite trata a arte enquanto bem de consumo, o que torna poucos artistas ricos. Assim, o artista encontra, como o senhor diz, «uma dimensão nova» e nessa grandeza um único fascínio: ser bom nos negócios. Por isso, o "artista" não quer mais transformar, mudar seja o que for, excepto a sua conta bancária. Arte é dinheiro. Daí que aquilo que hoje predomina como sendo arte não é apenas a história de um produto tornado mercadoria, mas também a história desse novo ser supremo e absoluto: o dinheiro.
O Sumo Pontífice escreveu uma carta aos artistas** em Setembro deste ano. José Tavares respondeu-lhe com uma Encíclica. É uma parte desta carta resposta ao Papa que aqui se transcreve. A Encíclica será publicada este ano, na sua versão integral, nas edições Crise Luxuosa.
in revista Utopia / 10

Afixado por O Homem do Leme at 01:45 PM | Comentários (2)

Dadadadadadada...

«Dada wanted to destroy men's pretences at reason and rediscover the natural, unreasonable order of things. Dada wanted to replace the logical nonsense of men today by illogical meaninglessness. This was why we beat the great Dada drum and trumpeted long and loud the praisesof unreason. Dada gave a clyster to the Venus de Milo and allowed Laocoon and his sons to relax after fighting a several-thousand-year battle with that fat sausage-snake. Philosophers mean less to Dada than an old toothbrush long since thrown away and so Dada leaves them to the great world leaders. Dada denounces the devilish tricks of the official vocabulary of wisdom. Dada is for meaninglessness, which is not the same as nonsense. Dada is as meaningless as nature. Dada is for nature and against art. Dada is as direct as nature. Dada is for infinite meaning and definite means.

Dada objects are made from things that have been found or manufactured, plain or complicated. The Chinese a few thousand years ago, Duchamp, Picabia in the United States, Schwitters and myself during the 1914 war were the first to invent and spread abroad these toys of wisdom and perspicacity which were to cure human beings of the wild madness of genius and bring them gently back to their place in the proper order of things. The natural beauty of these objects is a basic part of them, like that of a bunch of flowers gathered by children. Thousands of years ago, an Emperor of China sent his artists to the furthest of his lands to find the rare and unusually-shaped stones he loved to collect and he set them on pedestals alongside his vases and his gods. This pleasant pastime would never suit our thinkers, modern Jacks-in-office who lie in wait for the connoisseur like hotel porters stalking customers at a station. »
by Jean (Hans) Arp / February 1962
Catalogue for the Arp retrospective exhibition
Paris, Musée National d'Art Moderne

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novembro 22, 2005

É o que há

Sirvam-se à vontade!

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Conrad by himself

Na nota introdutória a "The Rescue" de 1920, dois anos antes da sua morte.

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De Angola com amor

«Soube ontem que você tinha nascido, e não pode calcular a alegria que essa notícia me deu. Não sei o dia, não sei a hora, não sei como foi. Mas sei que você já cá está, no mundo, e isso é que é importante.»
Carta de António Lobo Antunes à filha Maria José dois dias depois de ela nascer. Publicada no livro "D'este viver aqui neste papel descripto" que contém a correspondência íntima do escritor dos seus tempos de guerra no Ultramar.

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novembro 21, 2005

Robert Walser

e a música aqui.

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Chuck Palahniuk

On Wikipedia

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novembro 17, 2005

Eu estou com o Miguel Vale de Almeida

«As esquerdas não conseguiram - ou não quiseram, ou não puderam - encontrar um candidato único. A ter havido, deveria ter sido alguém vindo de fora dos aparelhos partidários, de modo a ultrapassar divergências e a estabelecer uma plataforma mobilizadora. Não aconteceu e provavelmente não é possível no actual estado da política e da esquerda. De qualquer modo, uma tal candidatura estaria sempre marcada pela ideia defensiva de oposição a Cavaco, mais do que por qualquer ideia propositiva e crítica sobre o estado da democracia portuguesa. A atracção por um imaginário passado "antes do descalabro" - a magistratura de influência de Soares ou o "republicanismo" de Alegre - parece-me, infelizmente, uma reacção simétrica à atracção, sentida pela direita, por um passado cavaquista pré-Santanas Lopes.

É neste quadro que os partidos mais pequenos da esquerda optaram por apresentar candidaturas próprias. Não percebo porque causa tanto furor a ideia de que possam estar a "medir forças" ou a quererem ocupar "espaço mediático". Não é isso mesmo a política? A responsabilidade por uma eventual vitória de Cavaco dever-se-á a todos os candidatos da esquerda e, sobretudo, aos eleitores. Não é isso mesmo a democracia? Interessa-me, isso sim, que nas eleições presidenciais haja candidatos que apresentem a sua visão do mundo, do estado da democracia portuguesa, e do que gostariam de ver acontecer para que a República seja sustentável. Com opções claras, e não com platitudes. As eleições presidenciais são um terreno excelente para isso: trata-se do único cargo unipessoal e, mesmo quando apoiadas claramente por partidos, as candidaturas são as candidaturas daquelas pessoas, dos seus percursos e da sua maneira de pensar e ver a sociedade.

Muitas pessoas poderão estranhar que apoie a candidatura de Francisco Louçã. As minhas críticas e hesitações em relação a várias posições do Bloco poderiam indiciar outras opções. Não apoio Louçã por disciplina partidária. Os partidos não são nem devem ser igrejas, não são nem devem ser grupos de amigos geridos pela lealdade absoluta. E no caso do Bloco, exijo sempre que se cumpra o proclamado pluralismo e democracia interna. As minhas hesitações e quezílias têm mais a ver com um problema de mim comigo próprio - a questão de estar ou não num partido, e que é de uma ordem diferente do apoiar ou não uma candidatura presidencial. Acho simplesmente que a forma que Louçã tem de ver o estado da democracia e da República portuguesas é fundamentalmente justa e correcta; e que é necessário que seja ouvida; e que isso se mede em força e votos. É preciso que alguém fale do que se quer para o país, para lá do cerrar fileiras contra Cavaco e para lá de atitudes de refúgio em discursos vagos mas essencialmente coniventes com a forma como o país tem sido gerido.

O que mais gosto nas eleições presidenciais é o carácter simbólico de se estar a escolher uma figura que, por ser o ponto cimeiro da hierarquia política, possa representar a nossa visão do mundo e o nosso ideal de país (apesar de não ser possível, em nenhum caso, a concordância total e absoluta com tudo o que um candidato diga ou proponha). Quero que Louçã seja ouvido e seja votado. Desejo que mais pessoas se reconheçam na mistura entre um pensamento coerente e sustentado, por um lado, e a rebeldia, pelo outro. Entre a cedilha e o til. Sinais diacríticos que fazem toda a diferença.»
por Miguel Vale de Almeida em Os Tempos que Correm.

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novembro 16, 2005

Vida de bolso

STOP, REWIND, FORWARD, PAUSE, PLAY, RECORD

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novembro 15, 2005

Left hander

Fazer a minha vida como um diário. Escrevê-la. Não só deixá-la perdida dentro da cabeça. Vivê-la lá dentro. É preciso torná-la visível. Viva. Fazer viver a vida.
Fazê-la um diário. Sempre.

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novembro 09, 2005

Uma por dia!

É o desafio que se impõe à malta que aqui trabalha.
Excepção feita à Madame Satã que tem razões para estar longe.

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novembro 07, 2005

The Brown Bunny #1

«Gallo's film does one of the finest jobs I have ever seen at portraying the fine emotional line present in relationships of true love. The sensation of at once loving someone so much it hurts and hating them beyond words for the "wrongs" they have committed against you has never been so beautifully portrayed. If this is an ego play by Gallo, I would like to see him strut around more often in such fashion. The beginning was slow, this I do not dispute. But the speed and grit of the first hour is necessary to really get you to the point where only lost love can take you. The end explodes into a emotional trip of self-doubt and inner conflict. I can see how this film may not be enjoyable for those who have never been so in love it hurt, only to later find yourself alone and wondering what it was that you did wrong. So, if you have never laid it line for love and come up a loser, stay home and save your money. If you have laid it on the line 100% and lost, enjoy a fine film.»
a indieWIRE member

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novembro 06, 2005

Rubim, Gustavo

Gustavo Rubim nasceu em 21 de Outubro de 1962, na ilha de Jersey. É professor auxiliar de Literatura Portuguesa na Universidade Nova de Lisboa. Publicou o livro "Experiência da Alucinação: Camilo Pessanha e a Questão da Poesia" (1993), uma nova proposta de edição da Clepsydra (2001) e diversos artigos e ensaios sobre poesia e crítica literária. Traduziu sete peças para a Companhia Teatral do Chiado, a última das quais "Oh Que Ricos Dias" (Happy Days), de Samuel Beckett.
É um dos autores do blog Casmurro.

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Brainstorming names [5]

wa•bi |'wäbë|
noun
- (in Japanese art) a quality of austere and serene beauty expressing a mood of spiritual solitude recognized in Zen Buddhist philosophy.
ORIGIN Japanese, literally 'solitude.'

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novembro 04, 2005

Livrarias multiplicam-se apesar da crise

Os hábitos de leitura dos portugueses permanecem reduzidos. O preço do livro continua a ser o argumento mais utilizado para não o adquirir. Mas os livreiros do Porto insistem em contrariar a tendência, abrindo mais livrarias, desafiando a concorrência de cadeias como a Fnac, apurando o stock, complementando-o com actividades paralelas de incentivo e divulgação da literatura, apostando ferozmente no atendimento personalizado.

Hoje, a livraria Latina, na Rua de Santa Catarina, no Porto, reabre as portas numa casa elegantemente restaurada e ampliada. "Hoje, há menos gente a estudar, mas mais gente a ler. Aliás, só não lê quem não quer", defende, optimista, o proprietário, Henrique Perdigão, rejeitando a teoria do preço inflaccionado. "O que é que não é caro, actualmente?"

No sábado, foi inaugurada a livraria Index, na Rua D. Manuel II, perto do Palácio de Cristal. O espaço, vanguardista, com dois pisos luminosos, pintados de branco e verde alface, polvilhado de poufs transparentes de esferovite, beneficia os clientes com um bar e uma esplanada que, à semelhança do que acontece nas mais cosmopolitas cidades europeias, deverá estar aberto, mesmo no Inverno.

"Hábito faz consumidor"

O conceito preconizado pela Index, explica Justa Barbosa, co-proprietária, "é fazer com que as pessoas se sintam confortáveis aqui. Quero que percebam que isto é um espaço informal; que podem pegar num livro e levá-lo para a mesa para folhear, sem terem que o comprar. O importante é criar hábitos de leitura. Daí, a nossa preocupação em ter um espaço reservado para as crianças. O hábito fará o consumidor."

E acrescentou, para justificar o que diz ser a mais-valia da casa "O mercado está cada vez mais afunilado em dois sentidos: há livrarias muito tradicionais, que não conseguiram reagir à expansão das "Bertrands" nem ao surgimento das Fnac; e, depois, há essas cadeias, que são incapazes de responder às solicitações do cliente mais exigente. Queremos criar um ponto de equilíbrio entre esses dois pólos; ser uma espécie de Amazon, mas não virtual. O que as pessoas procuravam na Internet, encontrarão agora nas nossas prateleiras", garante. E dá um exemplo: "A área da Saúde está sempre em actualização. Não podemos ficar constantemente à espera das edições portuguesas. Vamos privilegiar os livros estrangeiros e as editoras mais alternativas."

O público-alvo está bem definido "É aquele que não encontra resposta na oferta existente. Pessoas que acabam os cursos superiores e têm necessidade de estar permanentemente actualizadas."

Justa Barbosa desvaloriza a crise económica e a sua eventual repercussão no mercado livreiro "Não me assusta nada a ideia de abrir uma livraria nesta altura, porque não me identifico com essa tendência, tão portuguesa, de ficar fechada em casa à espera que sejam os outros a dar o primeiro passo. Além disso, há sinais claros, na cidade, de que as pessoas estão dispostas a reagir a esse torpor generalizado."

A partir de Janeiro, a Index irá promover uma programação regular com colóquios para públicos alargados. "Queremos trabalhar sobre toda a literatura que não seja best-seller apostar nos fundos de catálogo, nas ciências da saúde, na arte e na arquitectura e, sobretudo, na área financeira." Antes disso, já a partir desta semana, a livraria irá "testar a receptividade das pessoas", abrindo às quintas à noite. Os livros têm sempre 10% de desconto.

"A crise é fortíssima"

Mas nem só de livrarias com design moderno, recentemente inauguradas ou sujeitas a lifting, é feito o mercado do livro no Porto. A livraria Lello, considerada uma das mais belas do Mundo, "nunca perdeu o comboio", assegura, orgulhoso, Braga Lello, à frente da casa há 11 anos. "A crise é fortíssima, mas nunca paramos de subir as vendas. Temos cerca de 120 mil referências nacionais e estrangeiras, contra as cerca de 40 mil que povoam as outras cadeias. Apostamos no atendimento minuciosamente personalizado, no aconselhamento, na troca de impressões, e isso tem feito toda a diferença", sustenta.

O aparecimento de novas livrarias tradicionais prejudica o negócio? "Não acredito que vá acontecer, mas deviam aparecer muitas mais. E deviam criar-se cursos, como os que existem em França desde 1970, para formar livreiros. Assusta-me que possamos desaparecer."

Herculano Lapa, responsável pela livraria Utopia, especializada em literatura política e marginal, corrobora "É um equívoco pensar que falta de dinheiro gera falta de leitores. Quem gosta de ler, lê sempre."

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novembro 03, 2005

Já cá venho para a fase terminal

Lume.jpg

Afixado por O Homem do Leme at 09:35 AM | Comentários (0)

Gripe das aves #2

Playground
[via ROSA POMAR]

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Procuramos um nome

Assentam-se propostas!

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novembro 01, 2005

Steve says:

"Wow an amazing set of tits!"

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outubro 31, 2005

The Station

Robert Walser (1878-1956) left school at fourteen and led a wandering, precarious existence while producing poems, essays, stories, and novels. In 1933 he entered an insane asylum - he remained there for the rest of his life - and quit writing. "I am not here to write," he said, "but to be mad."
[...]

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For the record

Cattie Ness has 504 friends!

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outubro 28, 2005

Taking Tiger Mountain

TigerMountain«We climbed and we climbed,
Oh, how we climbed
My, how we climbed
Over the stars to [the] top
[Of] Tiger Mountain
Forcing the lines through the snow.
»

BRIAN ENO

...
References:

The title of the album comes from a Maoist opera entitled Taking Tiger Mountain By Strategy (A Modern Revolutionary Peking Opera). While in San Francisco, Eno came across a series of postcards depicting scenes from the opera: seven of these postcards are reproduced in More Dark Than Shark. -- Craig Clark

"I nearly always work from ideas rather than sounds. Titles. It's that title that just fascinates me. It's fabulous. I mean, I am interested in strategy, and the idea of it. I'm not Maoist or any of that; if anything, I'm anti-Maoist. Strategy interests me because it deals with the interaction of systems, which is what my interest in music is really, and not so much the interaction of sounds." -- Brian Eno (More Dark Than Shark)

Afixado por O Homem do Leme at 06:41 AM | Comentários (4)

outubro 27, 2005

New to tell

«Life is a tale
Told by an idiot, full of sound and fury,
Signifying nothing.
»

[Macbeth, V, 9]

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Soma Space

«[...] – Acredito bem que é alguma coisa! – respondeu o administrador. – Os homens e as mulheres precisam de que se lhes estimulem de vez em quando as cápsulas supra-renais.
– Como? – perguntou o Selvagem, que não compreendera.
– É uma das condições da saúde perfeita. Foi por isso que tornámos obrigatórios os tratamentos de SPV.
– SPV?
– Sucedâneo de Paixão Violenta. Regularmente, uma vez por mês, irrigamos todo o organismo com uma torrente de adrenalina. É o equivalente fisiológico completo do medo e da cólera. Todos os efeitos tónicos provocados pelo assassínio de Desdémona e pelo facto de ser assassinada por Othello, sem nenhum dos seus inconvenientes.
– Mas os inconvenientes agradam-me.
– Mas não a nós – volveu o administrador. – Nós preferimos fazer as coisas com todo o conforto.
– Mas eu não quero conforto. Quero Deus, quero a poesia, quero o autêntico perigo, quero a liberdade, quero a bondade, quero o pecado.
– Em suma – disse Mustafá Mond –, você reclama o direito de ser infeliz.
– Pois bem, assim seja! – responde o Selvagem em tom de desafio. – Reclamo o direito de ser infeliz.
[...]»
in "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley

Afixado por O Homem do Leme at 05:22 AM

outubro 26, 2005

Das aves

A notícia já tem 5 dias, mas ainda está quente.
BUDAPESTE, 21 OUT
- «Cientistas húngaros produziram uma vacina contra o vírus H5N1 da gripe das aves que é 100 por cento eficaz a evitar o contágio entre animais e o homem, disse hoje o ministro da Saúde da Hungria, Jeno Rãcz.
O ministro dissera na quarta-feira passada que a vacina experimental tinha produzido anticorpos no sangue das pessoas e animais inoculados e que "os resultados preliminares indicavam que o medicamento evitava com uma segurança de 99,9 por cento" o contágio de animais a pessoas.
Hoje, depois de receber os resultados definitivos, afirmou à agência de notícias húngara MTI que a eficácia da vacina "é inequívoca".
O ministro prometeu fornecer mais dados sobre a vacina numa conferência de imprensa agenda para hoje à tarde.
Mais de uma centena de pessoas foram inoculadas há três semanas com esta vacina experimental, entre os quais Rãcz e outros altos funcionários húngaros da área da Saúde.
O porta-voz do Governo disse existir um interesse internacional considerável pela vacina, nomeadamente em países como os Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, Indonésia e Filipinas, entre outros.
Segundo a fonte, a vacina será gratuita na Hungria, mas no estrangeiro terá um custo de cinco a seis dólares por unidade e a capacidade de fabrico é de 500.000 por semana.
»
CM / Lusa
[MAIS NOTÍCIAS AQUI]

Afixado por Gigantic Dwarf at 10:59 AM | Comentários (0)

O mundo de Stan

stanmeyer.jpg
John Stanmeyer é um dos fundadores da agência de fotografia VII e um dos fotógrafos contratados da revista Time desde 1998. Dedicou-se quase em exclusivo a captar os submundos asiáticos, transportado-os através do seu olhar para o resto do mundo. Há cinco anos que trabalha num livro documental sobre a SIDA na Ásia, que é um dos testemunhos mais lúcidos e crus sobre este flagelo.
Stanmeyer foi reconhecido mundialmente através de inúmeros prémios. Não é o sabor da glória que o faz acordar diariamente. Mas sim o infortúnio da humanidade.

Afixado por O Homem do Leme at 09:51 AM | Comentários (0)

outubro 25, 2005

Os nossos sentidos pêsames, Valéria!

...
[A nossa querida Madame Satã está de luto!]

«Nós pensávamos, eu e o Virgilio, que haviamos encontrado a fórmula mágica para o Amor.
Tanto ele como eu, necessitávamos do nosso espaço, de podermos acender a luz às quatro da manhã, para ouvirmos uma musica ou para continuarmos a ler aquele livro. Por isso, cada um de nós, arrumava os seus sapatos em sua casa, e então, chegava o Amor, e um de nós, qual adolescente namorado, corria, ora agora para a casa de um ou de outro, e viviamos a nossa noite, a nossa tarde, ou até, a nossa manhã de Amor. Um Amor tranquilo, que parecia não ter data limite. Um Amor vivido sem as discrepâncias 'normais' da comezinha discussão do 'deixaste a tampa da sanita com pingos de xixi'. Um Amor que acreditávamos, depois de treze anos de Plena Existência, sobreviveria até à nossa Morte. Porque não haveria o desgaste. A maçada de estar com o Outro. A discussão por causa das contas que chegam para pagar.
Mas, a verdade, é que a nossa profecia particular realizou-se. Só que, amargo é o destino, não pensávamos que tão cedo. Porque acreditávamos que Deus não nos roubasse o sucesso da nossa fórmula de Vida. Porque acreditávamos que o filho do Virgílio, tão amado, tão querido pelo pai, mereceria de Deus a ventura de ter um pai Vivo e presente, pelo menos por mais algum tempo. O divórcio dos pais, muito jovens, e logo após um ano de vida em comum, não havia traumatizado aquela linda criança, que por tudo e por nada estava a telefonar ao pai, e que por tudo e por nada, o pai e ele, faziam uma festa de arromba.
E nós, abençoados por Deus, acreditávamos que os nossos momentos estavam o mais próximo possível da felicidade. A Dor e a Tristeza não tinham porte pago nas nossas Vidas.
E eis que, ontem de manhãzinha, o toque absurdo do meu celular desperta-me do sono. Era a voz da mãe do Virgilio. Aflita. Incomensurávelmente perdida.
Corri como uma demente para o meu carro, e em cinco minutos estava na porta da casa dele. A ambulância já se preparava para sair.
Havia ultrapassado já a inefável fronteira da Morte, o meu Virgilio. Morrera na sua cama. Assim. Como um fruto que cai duma árvore. Sem aviso prévio. Sem ter tido tempo de pedir ajuda. Sem ter tido sequer o direito a uma suspeita, um pequeno alarme, de que o seu corpo padecesse de algum mal.
E terminara naquela manhã sem sol, o nosso Amor de treze anos. Venturoso. Cheio de aventuras e peripécias, como naquela noite em que decidiramos dormir na praia da Madalena, e acordáramos com o barulho ensurdecedor duma máquina escavadora, sob o olhar atónito e malicioso dos trabalhadores da Câmara.

Sinto-me num limbo. A minha vontade é a de conhecer o que está para além do Portal. Porque sei que, se o conhecer, talvez volte a ver o Virgilio com aquele seu bem humorado sorriso, sempre pronto a uma boa gargalhada, e a um desfiar infindável de anedotas...
Eu não conhecia esta Dor. Não sabia da sua côr. Do fel amargo do seu gosto...
E estou pr'áqui perdida... Sem força, sem ânimo, sem esperança, sem um fado que me possa sublimar esta dôr. E sem Amália para desabafar...
Já não tenho a minha melhor Amiga. Já nâo tenho o meu Amor. Lindo. Tranquilo. E o meu corpo, a minha mente, a minha alma, só respiram agora fealdade, intranquilidade, revolta, dôr. Deus não tinha o direito. E eu tenho tanta Fé. Contudo, neste momento, todos os livros que li, todas as convicções que tinha, todas as minhas certezas, não passam dum saco negro no fundo dum poço. Bem fundo.

Disse-vos uma vez, num dos meus escritos, que não tenho estaleca para ser artista, na total acepção da palavra. Um artista segue a máxima do ' show must go on '. Eu, acabo de cancelar por email, todos os meus compromissos artísticos. Não tenho Vontade. Não posso, impunemente, olhar de novo os céus de Paris, não posso respirar de novo, o ar frio de Estocolmo. Nem poderei pela enésima vez , fazer a Via Sacra na velha Jerusalém. Os três sítios agendados até ao fim do ano. Amanhã, supostamente, apresentar-me-ia durante um Jantar para turistas escandinavos. Impossivel. Seria mais fácil um camelo passar pelo orificio de uma agulha.

Já não posso cantar...já não posso sorrir...já não posso...já não posso...viver.
Se puderem, meus caros amigos leitores, que tantas alegrias me deram por se fazerem presentes na minha vida, apenas vos peço, tal qual Amália o fez num fado, um ' Padre Nosso por mim '.
»

Valeria Mendez

Afixado por O Homem do Leme at 12:29 PM | Comentários (4)

Soundcheck #2


«You sound just like that woman, what's her name?
She sings that one about the train
Check 1, 2, 1, 2, Check check,
Check 1, 2
She sings that one about the train
Can I get another tui over here thanks mate?
Check 1, 2
My secret love is no secret anymore
Can I get another tui over here thanks mate?
At last my heart's an open door
My secret love is no secret anymore
That sounds choice love what a voice
At last my heart's an open door
You got a voice on you alright, that sounds choice love, what a voice
You know the crowds going to soak up the highs
You got a voice on you alright
Had a bit of a band myself back in the day
You know the crowds going to soak up the highs
I'd up the tops if I was you hey
Had a bit of a band myself back in the day
Check 1 2, 1 2, Check Check
I'd up the tops if I was you hey
You sound just like that woman, what's her name?
»
"Soundcheck" by Hinemoana Baker

Afixado por O Homem do Leme at 12:16 PM | Comentários (0)

O Trenzinho

Trem.jpg

Afixado por O Homem do Leme at 12:12 PM | Comentários (0)

Broken english

«when we talk
we have to meet between
two countries
two races
two cultures
two accents

sometimes we talk best
with our bodies
»
by PAULA HARRIS

Afixado por O Homem do Leme at 08:53 AM | Comentários (0)

Found

promo4.jpg
Roman Fischer, ouvi-o na SomaFM, é alemão e chegou há pouco tempo. Nada de muito novo. Guitarras distorcidas e uma voz acima do tom. Mas há uma que repito vezes sem fim: "Vanish and Fade Away". Quando se ouve uma canção pela primeira vez nunca se sabe bem o que sobe primeiro, se a música, se as palavras que estão lá dentro. Captam-se resíduos de algo que já conhecemos, que nos é familiar, que nos fica a flutuar na inconsciência. Depois ficamos ocupados e é isso que faz uma canção: preencher-nos os sentidos por alguns instantes. Foi este o caso.
[música dentro do link em baixo]


[VANISH AND FADE AWAY]
«I hate the way
That all the friends
I've ever had
Seem to vanish and fade away
They left the trouble in my hands

It's all the same
Year by year
And I can't sleep now
While they appear
And steal myself bone by bone

And again I try to understand

Yeah I, I seem to fail,
I seem to loose,
But it's all right
I am used to do

I go and find
A place to hide
With magic mushrooms and magic light
But the world is still spinning around

And I hate the way
That all the trees
Are laughing at me
Shut up, shut up
I won't listen to you my friends
»
by ROMAN FISCHER

Afixado por O Homem do Leme at 05:51 AM | Comentários (4)

outubro 23, 2005

Brainstorming names [4]

Volt * |vólt| (abbr.: V) noun
- the SI unit of electromotive force, the difference of potential that would drive one ampere of current against one ohm resistance.
ORIGIN: late 19th cent.: named after A. Volta.
Volt ** |vólt; vôlt; vält| noun - Fencing
- a sudden quick jump or other movement to escape a thrust.
ORIGIN: late 17th cent.: from French volter.

Afixado por O Homem do Leme at 06:29 AM | Comentários (0)

outubro 21, 2005

Pearl Liquid Beta

«Well i´ve been up all night again
Party-time wasting is too much fun
Then I step back thinking
Of life´s inner meaning
And my latest fling
It´s the same old story
All love and glory
It´s a pantomime
If you’re looking for love
In a looking glass world
It’s pretty hard to find
Oh mother of pearl
I wouldn’t trade you
For another girl
Divine intervention
Always my intention
So I take my time
I´ve been looking for something
I’ve always wanted
But was never mine
But now I’ve seen that something
Just out of reach - glowing -
Very holy grail
Oh mother of pearl
Lustrous lady
Of a sacred world
[...]»
ROXY MUSIC - "Mother of Pearl" (1973)

Afixado por O Homem do Leme at 05:32 AM | Comentários (1)

outubro 20, 2005

Night migration

«There are ways which are like an endless course under a night sky, no moon shines, no light anywhere, and over you only one star. On that you must depend.»
in Música de Bolso (googled translated)

Afixado por O Homem do Leme at 02:01 PM | Comentários (0)

Brainstorming names [3]

Junket noun {C} DISAPPROVING
- a journey or visit made for pleasure by an official, which is paid for by someone else or is paid for with public money.

Afixado por O Homem do Leme at 08:59 AM | Comentários (0)

That's what I want

Mercearia São Pedro
Sinta-se em casa!

Afixado por O Homem do Leme at 05:32 AM | Comentários (2)

Brainstorming names [2]

re•coil - verb |ri-koil| [ intrans. ]
- suddenly spring or flinch back in fear, horror, or disgust : he recoiled in horror.
• feel fear, horror, or disgust at the thought or prospect of something; shrink mentally : Renee felt herself recoil at the very thought.
• (of a gun) move abruptly backward as a reaction on firing a bullet, shell, or other missile.
• rebound or spring back through force of impact or elasticity: the muscle has the ability to recoil.
• (recoil on/upon) (of an action) have an adverse reactive effect on (the originator): the soothsayers agreed that all the dangers would recoil on the heads of those who were in possession of the entrails.
noun |ri-koil|

The action of recoiling: his body jerked with the recoil of the rifle.
ORIGIN: Middle English (denoting the act of retreating): from Old French reculer ‘move back,’ based on Latin culus ‘buttocks.’
Thesaurus:
verb
• she instinctively recoiled draw back, jump back, pull back; flinch, shy away, shrink (back). See note at wince.
• he recoiled from the thought feel revulsion at, feel disgust at, be unable to stomach, shrink from, balk at.
• her rifle recoiled kick (back), jerk back, spring back.
• this will eventually recoil on him have an adverse effect on, rebound on, affect badly, backfire on, boomerang on, come back to haunt; archaic redound on.
noun
• the recoil of the gun kickback, kick.

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O Livro de Cesário Verde - Prefácio [3]

Cesario Verde20 de Agosto de 1886.
«E todavia, não pode o meu espírito evadir-se à ideia consoladora de que é um sonho isto que o entenebrece! Não podes evadir-te, ó meu espírito amargurado! Mas eu vou libertar-te para a dor!

Foi às cinco da tarde - ainda agora. Caía o sol a prumo sobre a estrada do Lumiar e nós vinhamos arrastando a nossa miséria - nós os vivos; o morto arrastava a sua indiferença. Chegámos, com duas horas de amargura, ali ao porto de abrigo e de descanço. Veio o cerimonial trágico, o latim, o encerramento. Caso de uma eloquência terrível: Entre algumas dezenas de homens não houve uma frase indiferente - e em dado momento explodiram soluços num enternecimento que ageitava a loira cabeça do cadáver lá dentro do caixão - como as mãos da mãe lh'a ageitaram infantil, no travesseiro, há vinte e quatro anos, e moribunda há vinte e quatro horas!

Eram sete horas da tarde, ó minha alma triste! Eu fui-me a chorar velhas lágrimas de gelo, avocadas por lágrimas de fogo recém nascidas. Fui-me por entre os túmulos, a pedir ao meu Deus de há trinta anos que que me desse força, que me desse força nova - pois que se prolonga o cativeiro! E a sós, caminhando por entre os túmulos, ao cair da noite, pareceu-me compreender que nós recebemos força nova em cada nova dor, para sofrermos de novo - do mesmo modo que o alcatruz de uma nora se despeja para se encher, para se despejar - sem saber porquê...»
[...] por Silva Pinto
[1] & [2]

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outubro 19, 2005

The Invisible Man

Something I understand much better: The Secret Life of the Love Song.

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Parabéns?

Só para que não se esqueçam esta espelunca fez dois anos, oficiais, há 3 dias atrás! Começámos no entanto a publicar-nos em Agosto de 2003. Tanto faz, vai dar ao mesmo!

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outubro 18, 2005

Brainstorming names [1]

Dewlap noun {C}
- a fold of loose skin which hangs under the throat of a cow or a dog.

Dolby noun {U} TRADEMARK
- an electronic system for reducing unwanted noise on sound recordings.

Deviant adjective (US ALSO deviate)
- describes a person or behaviour that is not usual and is generally considered to be unacceptable.

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outubro 14, 2005

Pearl Liquid Alpha

«Turn the lights down
Way down low
Turn up the music
Hi as fi can go
All the gang´s here
Everyone you know
It´s a crazy scene
Hey there just look over your shoulder
Get the picture?
No no no no... (yes)
Walk a tightrope
Your life-sign-line
Such a bright hope
Right place, right time
What´s your number?
Never you mind
Take a powder
But hang on a minute what´s coming round the corner?
Have you a future?
No no no no... (yes)»

ROXY MUSIC - "Mother of Pearl" (1973)

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outubro 13, 2005

Hasselblad

Walter Schels
Walter Schels é um dos Mestres da Galeria Hasselblad.
A marca sueca acaba de lançar o seu modelo digital H2D que é tudo o que um fotógrafo pode querer na vida inteira, a imagem perfeita da luz transformada em dígitos. Depois disto ninguém mais se vai lembrar da película fotográfica.

Afixado por O Homem do Leme at 08:50 AM | Comentários (3)

outubro 07, 2005

A nu

Margarida Rebelo Pinto passada a pente fino. E não me apetece dizer mais nada.

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outubro 06, 2005

Delphi

delphi
What will the world look like in the future? What values do people hold now, both as members of a society and as individuals? What values and attitudes do different generations hold? How might the world and all its different societies and ages change? How might it develop and refine itself and its beliefs and desires?
The Delphi project is a Philips Design research project commissioned by the Philips Board of Management. It had two main aims; to explore and understand possible human futures and to understand what makes life better for different people and different cultures. The insights gained help Philips to create meaningful innovations and branding and business strategies.
The research was focused on three main areas The United States, Europe, China and India. These were chosen not only because they contain one third of the worlds population, but also because each region is economically important for business.
The methods and knowledge generated were enthusiastically received and used by many of our clients.
View the Delphi movie and learn more about the Delphi project.

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outubro 03, 2005

Loz' of Mud

IN HERE!

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O Livro de Cesário Verde - Prefácio [2]

Cesarrio01.jpg
20 de Julho de 1886.
«Encontrámo-nos pela primeira vez no Curso Superior de Letras. Foi em 1873. Cesário Verde marticulara-se no Curso em homenagem às Letras, como se as Letras lá estivessem, no Curso. Eu matriculara-me, com a esperança de me habilitar um dia à conquista de uma cadeira disponível. Encontrámo-nos e ficámos amigos - para a vida e para a morte.

Para a vida e para a morte.

Tenho de falar de mim, ao pretender falar de Cesário Verde. Ele não teve, desde aquele dia - há treze anos - maior amigo do que eu fui; e sobre esta mesa onde eu estou escrevendo, às 10 horas da noite deste formidável dia glacial - 20 de Julho de 1886, dia do seu enterro - sobre esta mesa onde eu estou escrevendo tenho estas palavras suas de há poucos dias: "E como se dê o caso de tu seres o mais dedicado dos meus amigos..." Tenho aqui essas palavras: elas constituem a justificação dos meus soluços de há poucas horas, ali, no cemitério vizinho onde ele dorme - o Cesário! - a sua primeira noite redimida...

Eu fui, pois, a lutar nas grandes batalhas da Desgraça, naquele ano para mim terrível de 1874. Fui-me, a dezenas de léguas de Lisboa. Ele ficou. E no dia em que eu medi forças com as avançadas do meu destino, a inquietação invadiu o espírito e o coração de Cesário Verde, por modo que já eu assoberbara com o meu desprezo a desventura pertinaz e ainda ele não vingara libertar-se do peso de seus cuidados e aflições. Durante anos escreveu-me centenas de páginas - comentários sobre os meus infortúnios, conselhos do seu espírito lucídissimo, sobressaltos do seu coração fraternal. Um dia, trocámos estas palavras: "Como tu tens tempo, meu amigo, para sofrer tanto!", "Como tu tens tempo, meu amigo, para me acompanhar no sofrimento!".

É indispensável ter conhecido intimamente Cesário Verde para conheê-lo um pouco. Os que apenas lhe ouviram a frase rápida, imperiosa, dogmática, mal podem imaginar o fundo de tolerância espectante daquele belo e poderoso espírito. Ele tinha o furor da discussão - a toda a hora. Eu careço de preparar-me durante horas para a simples compreensão. As exigências do meu caro polemista irritavam-me. Eu respondia ao acaso; mas acontecia por vezes que o
sorriso ligeiramente irónico do perseguidor expandia-se num bom e largo sorriso de convencido; e então - meu querido amigo! meu santo poeta! - ele saudava com um entusiasmo de criança amorável o que ele chamava o meu triumfo! Não hesitava em confessar-se vencido; e congratulava-se comigo - porque eu o vencera inconscientemente. A generosa alma chamava àquilo a minha superioridade!

Os campos, a verdura dos prados e dos montes; a liberdade do homem em meio da natureza livre: os seus sonhos amados; as suas realidades amadas! Quando aquele artista delicado, quando aquele poeta de primeira grandeza julgava em raros momentos sacrificar a Arte aos seus gostos de lavrador e de homem prático, sucedia que as coisas do campo, da vida prática assimilavam a fecundante seiva artística do poeta: e então dos frutos alevantavam-se aromas que disputavam foros de poesia aos aromas das flores. O mesmo sopro bondoso e potente agitava e fecundava os milharais e as violetas e os trigais
e as rosas! A bondade em suma está no poeta - mais visível, pelo menos, do que em Deus.

Artista - e de alta plano! Eu pude vê-lo cioso de seus direitos e reivindicando-os com tanto de ingenuidade quanto de vigor. E pois que um ligeiro esboço, precedendo mais detido trabalho, estou elaborando sobre os traços mais salientes daquela individualidade, não me dispensarei desta indiscrição:
Há dois meses escrevia-me Cesário Verde: "O Doutor Sousa Martins perguntou-me qual era a minha ocupação habitual. Eu respondi-lhe naturalmente: Empregado no comércio. Depois, ele referiu-se à minha vida trabalhosa que me distraía, etc. Ora, meu querido amigo, o que eu te peço é que, conversando com o dr. Sousa Martins, lhe dês a perceber que eu não sou o sr. Verde, empregado no comércio.
Eu não posso bem explicar-te; mas a tua amizade compreende os meus escrúpulos: sim?..."

E eu fui à beira de Sousa Martins e perguntei-lhe se o poeta Cesário Verde podia ser salvo. O grande e illustre médico tranquilizou-me - e apunhalou-me em pleno peito: Que o poeta Cesário Verde estava irremediavelmente perdido!

Meu poeta! Meu amigo! Tu estavas condenado no tribunal superior, quando eu te mentia e ao público e a mim próprio: estavas condenado, meu santo! Mas podia viver tranquillo o teu orgulho de artista: o teu médico sabia que o poeta Cesário Verde eras tu próprio, meu pálido agonizante iludido!

A estesia, o processo artístico e a individualidade deste admirável e originalíssimo poeta merecem à Critica independente uma atenção desvelada. Eu não hesito em vincular o meu nome à promessa de um tributo que a obra de Cesário Verde está reclamando.»
[...]

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setembro 30, 2005

Rasko

Escrevi uma porcaria horrível que apareceu num jornal de hoje. Queria ser profundo e fui apenas vago. Queria flutuar e fui de um pretenciosismo atroz. Shit. Não há emenda. As árvores que se gastam com estes atentados. E crimes destes não se falam por aí, é vê-los poisar!

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SETENTRIONAL

«Talvez já te esquecesses, ó bonina,
Que viveste no campo só comigo,
Que te osculei a boca purpurina,
E que fui o teu sol e o teu abrigo.

Que fugiste comigo da Babel,
Mulher como não há nem na Circassia,
Que bebemos, nós dois, do mesmo fel,
E regámos com prantos uma acácia.

Talvez já te não lembres com desgosto
D'aquelas brancas noites de mistério,
Em que a lua sorria no teu rosto
E nas lages que estão no cemitério.

Quando, há brisa outoniça, como um manto,
Os teus cabelos d'ambar desmanchados,
Se prendiam nas folhas d'um acanto,
Ou nos bicos agrestes dos silvados,

E eu ia desprendê-los, como um pajem
Que a cauda solevasse aos teus vestidos;
E ouvia murmurar à doce aragem
Uns delírios d'amor, entristecidos;

Quando eu via, invejoso, mas sem queixas,
Pousarem borbeletas doudejantes
Nas tuas formosíssimas madeixas,
D'aquelas cor das messes lourejantes,

E no pomar, nós dois, ombro com ombro,
Caminhávamos sós e de mãos dadas,
Beijando os nossos rostos sem assombro,
E colorindo as faces desbotadas;

Quando ao nascer d'aurora, unidos ambos
N'um amor grande como um mar sem praias,
Ouviamos os meigos ditirambos,
Que os rouxinóis teciam nas olaias,

E, afastados da aldeia e dos casais,
Eu contigo, abraçado como as heras,
Escondidos nas ondas dos trigais,
Devolvia-te os beijos que me deras;

Quando, se havia lama no caminho,
Eu te levava ao colo sobre a greda,
E o teu corpo nevado como o arminho
Pesava menos que um papel de seda...

E foste sepultar-te, ó seraphim,
No claustro das Fiéis emparedadas,
Escondeste o teu rosto de marfim
No véu negro das freiras resignadas.

E eu passo, tão calado como a Morte,
N'esta velha cidade tão sombria,
Chorando aflitamente a minha sorte
E prelibando o cálice da agonia.

E, tristíssima Helena, com verdade,
Se pudera na terra achar suplícios,
Eu também me faria gordo frade
E cobriria a carne de cilícios.
»

por CESÁRIO VERDE

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O Livro de Cesário Verde - Prefácio [1]

«A JORGE VERDE

Aqui deponho em suas mãos e debaixo dos seus lábios o livro do seu irmão. A minha «obra» terminou no dia em que ele saiu da nossa doce amizade para a nossa terrível amargura: morri, meu querido Jorge - deixe-me chamar assim ao irmão do meu querido Cesário - morri para as alegrias do trabalho, para as esperanças dos enganos doces!
O desmoronamento fez-se, a um tempo, no espírito e no coração! Dos restos do passado deixe-me oferecer-lhe a dedicação extremada: peça-me o sacrifício; e, quando no decorrer da vida, se lembrar de nós, tenha este pensamento consolador: - A grande alma de meu irmão soube impôr-se a um coração endurecido; e tenha este outro pensamento:
- Mas não estava de todo endurecido o coração que soube amá-la.

Adeus, meu querido Jorge!»
por Silva Pinto

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setembro 29, 2005

Listen carefully before you go

You cannot acquire esperience by making experiments. You cannot CREATE experience. You must undergo it.
ALBERT CAMUS

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setembro 25, 2005

Adivinhem o que é isto?

Pasteraria.jpg

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setembro 23, 2005

This is real Reality TV

The JetBlue drama
New flight entertainment: watch your own plane crash!

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Dorando Pietri #2

VÍDEO
Pequena peça realizada pela RAI 3

Afixado por O Homem do Leme at 04:29 AM | Comentários (0)

#2

Não queria dizer
Porque não é nada
Nada que importe
Que queira contar

Há o sono
Há uma cama
Há o espaço

O que me demora
É o tempo
Onde está o tempo?

Não é nada
Não queria contar
Dizer

Porque já não importa
Tudo o que me contaram

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setembro 22, 2005

Dorando Pietri #1

ANÚNCIO

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#1

Este é um livro de poemas
Não sei de onde veio
Veio

Pensei
Pensa num número para um livro
Um livro de poemas

E pensei
Pensei no número 273

Achei que era um número difícil de inventar
Pouco credível
Para se acreditar que foi inventado

E aqui está
O que pensei

Um livro de poemas
273 poemas

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I gave birth to swimming horses

Há cavalos que nadam. Acredito que saibas disso. Nadam nesse mar sem fim. Um mar povoado de nada. De coisa nenhuma. Os cascos no ar, a levar a água para longe. E as cabeças à superfície, que não descobrem a melhor maneira de flutuar.

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setembro 21, 2005

My Friends & My Car

RINSPEED SENSO
We want it.

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Big Women

Recortado do blog "A Vida É Larga" trago hoje o mundo de Jenny Saville e a sua dimensão reportada ao registo humano da obsessão pela aparência física. Saville nasceu em 1970 e traz consigo o realismo do corpo concentrado nos limites do seu próprio peso. Aqui e aqui.

Afixado por O Homem do Leme at 06:09 AM | Comentários (0)

setembro 19, 2005

Light My Fire

Light.jpg
© Photo by CORBIS

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setembro 15, 2005

Final Score

Aqui os resultados inacreditáveis dos incêndios ao largo de Coimbra.

Afixado por O Homem do Leme at 09:03 AM | Comentários (0)

Did you miss this?

Old Oak
As melhores imagens do blog sem ler "A Walk Through Durham Township, Pennsylvania"

Afixado por O Homem do Leme at 07:45 AM | Comentários (0)

setembro 14, 2005

Dica de hoje:

Coopera com quem não coopera!

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setembro 13, 2005

in Citações do Pruz

«Tudo o que é nosso vive. Vivemos com aquilo que é nosso.»

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agosto 27, 2005

We are back in town!

Depois de alguns problemas técnicos derivados de um profundo jetlag, tenho a dizer que nós, eu, Motel, ou isto, estamos de volta!

«... So tell the girls that I am back in town
You'd better tell them to beware
Well they may go or they might try to hide
I follow on and I'll be there
So tell the girls that I am back in town
And if it's true I do not know
That every girl around had missed me since
I decided to go

I could be your friend
I could be your stranger
I could be the one your mother said would be a danger
Now it's up to you»

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agosto 25, 2005

Já lá vai um ano!

Iloveringjoid.jpg

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Queria um dia...

... viver numa casa assim. Contigo! Para sempre!

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agosto 24, 2005

They knew it all

«Something about the way you taste
Makes me want to clear my throat
There’s a message to your movements
That really gets my goat
I looked for sniffy linings
But you’re rotten to the core
I’ve had just about all I can take
You know I can’t take it no more
Got a gut feeling
Centered ’round long time ago
On your ability to torment
Then you took your tongs of love
And stripped away my garment
Got a gut feeling
»
[DEVO - "Gut Feeling"]

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agosto 23, 2005

Seu Jorge @ his best!

«... Oh meu amor
Já está partindo o trem
Do coração
Já está partindo o trem
Do coração...»
[in Rock n' Roll Suicide
]

Afixado por O Homem do Leme at 05:03 PM | Comentários (0)

Novecentos e três...

...novecentos e quatro, novecentos e cinco, novecentos e seis... novecentos e sete... novecentos e oito... novecentos e nove... novecentos e dez... novecentos e onze... novecentos e doce... novezenetos e tréssse... novecnetus ekatrrosze... mousvcentos e qqinz... nduismcetoms e dusicmnxzwieis... nofjgiecvedentes e dfiejoetej... jikdjnefuyrjhet e djfueiiohv... dieuwjhda ek dhaiosedf... diejhbcnej eiu dkdijhap... eR#$lmfjs % reqw*t1... tjidsgjklçjg e 495... 54tw8aqa843q11t 3984 24trwejq... !!!!

Afixado por O Homem do Leme at 08:33 AM | Comentários (0)

agosto 22, 2005

Miss You!

CM copy.jpg
Nós contamos contigo. Sempre. Oitocentos e noventa e dois. Oitocentos e noventa três. Oitocentos e noventa quatro. Oitocentos e noventa cinco. Oitocentos e noventa seis. Oitocentos e noventa sete. Oitocentos e noventa oito.Oitocentos e noventa nove. Novecentos. Novecentos e um. Novecentos e dois...

Afixado por O Homem do Leme at 06:15 PM | Comentários (2)

My baby...

...bought me a Mighty Mouse! It works perfecftly!

Afixado