Despeço-me sempre a estas horas largas. São as horas mágicas do meu jardim em que nada se sabe, este princípio virginal do mundo fabricado no paradoxo do dia e da noite, no circulo do tempo que nos enreda. Já cumpri a maldita função, e encerro o jardim, até ao novo princípio e ao novo silêncio. Gosto de me deitar na cama dos limbos, nas anestesias suaves e indolores. E gosto tanto do meu jardim!
Publicado por Jardineiro Mágico | Nenhum | 22:58