- Lime, estou tão podre que nem imaginas!
- Imagino sim!
- Imaginas?
- Sim, imagino. Imagino que estás podre. Muito!
- Oh, isso não é muito bom de se dizer de alguém.
- Pois não, mas foste tu que disseste.
- Sim, fui eu. Mas é diferente ser eu a dizer do que outra pessoa qualquer.
- Claro. Mas eu não sou uma pessoa qualquer.
- Pois não Lime, não és.
- E sabes que mais?
- O quê?
- Porque é que eu disse isso?
- Não.
- Porque também estou tão podre que nem imaginas!
- Está bem, já somos dois.
Nisto alguém apaga a luz e o silêncio toma conta da ocorrência.