Sim é para ti, para qualquer um que esteja a ler. I can’t take it no more. É a estrofe que entrou, estridente de madrugada, no meu quarto escuro para me arrancar do pesadelo e que já não sai e se repete incessantemente, qual eco na minha caixa craniana, como quem diz subtil e ritmadamente que o pesadelo continua, apesar de eu ter acordado.
E agora escrevo ilegalmente na esperança de (me tornar cidadã?) fazer desaparecer o peso da estrofe que passou a ser acompanhada pelo ritmo acelerado do subufer da caixa torácica. Não devia beber café, não devia beber café, não devia beber café, não devia beber café, canta o coro.
A mulher entra e faz uma série de perguntas às quais respondo secamente. Depressa me arrependo e tento remediar com uma voz mais doce enquanto disfarçadamente baixo o volume da rave dentro de mim. Será que ela ouviu? Five to four, I can’t take it no more.
(...)essa rave interior já deve estar a níveis de um concerto trash metal.