“É preciso começar a perder a memória, embora por fragmentos, para nos apercebermos de que sem ela a vida não seria uma vida, tal como a inteligência sem possibilidade de se exprimir não seria uma inteligência. A nossa memória é a nossa coerência, a nossa razão, a nossa acção, o nosso sentimento. Sem ela, nada somos.
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A memória é permanentemente invadida pela imaginação e o sonho. E, como existe uma tentação de crer na realidade do imaginário, nós acabamos por fazer da nossa mentira uma verdade, o que aliás, se reveste de uma importância relativa, já que uma e outra são vividas numa intensidade pessoal.”
Luís Buñuel, 1900-1983
sim a nossa memória é a nossa coe~encia, não tenho dúvidas, e tu, não te esqueças disso.
Mas memória não significa apenas "memórias" dum passado longínquo, memória como coerência é o que prefaz o nosso caracter, o que nos faz ser gente. sem ela não passamos de asnos pelados, inconsistentes e inuteis.
Bem hajam os que se lembram e por isso se responsabilizam pelo que são.
Isto é assunto muito sério!