Num prato carne picada frita em mel e malaguetas com rebentos de soja. Noutro prato uma pilha de folhas de alface crua.
Pega-se numa folha com as mãos, tira-se um pedaço da carne picada com uma colher e põe-se dentro da folha. Enrola-se e mete-se à boca.
Assim que me vêem atiram logo um “hello” que julgo não o fazerem em chinês para os clientes chineses que ali vão.
Duas bancas de sumo naturais em frente uma à outra com os mesmos frutos e possibilidades e no entanto aquela onde costumo ir é a que está mais cheia.
Olho para a outra banca, quase sempre vazia, para os olhares desconsolados daquela concorrência .
Mangas, melancias, peras, cenouras, laranjas, kiwis, maçãs, papaias, amarelos, encarnados, cor de laranjas, brancos e verdes.
Digo sempre que da próxima vez vou pedir um sumo à banca vazia mas o sorriso e “hello” enérgico que me atira a banca “mainstream” assim que me topa desarma-me e o projecto mais uma vez fica adiado. Fico sem coragem, inibido .
Moral da história: O meu signo celta é o Sabugueiro (Sambucus nigra), a árvore onde Judas se enforcou