«Being good in business is the most fascinating kind of art» Andy Warhol
«Esta coisa deve ser boa porque faz dinheiro. Eu devo ser bom porque faço dinheiro». Se em todos os séculos esta verdade acompanhou a humanidade, hoje, nos tempos em que o dinheiro substitui todas as anteriores abstracções: nação, raça, religião, e se elevou à qualidade de único Deus, é, mais do que nunca, a regra dominante. De facto, como disse, «o artista é capaz de produzir objectos», porém, no novo super-mercado da cultura onde tudo é para vender e consumir, o resultado final do objecto - "arte" - é o lucro que dele se possa extrair. Agora, uma elite trata a arte enquanto bem de consumo, o que torna poucos artistas ricos. Assim, o artista encontra, como o senhor diz, «uma dimensão nova» e nessa grandeza um único fascínio: ser bom nos negócios. Por isso, o "artista" não quer mais transformar, mudar seja o que for, excepto a sua conta bancária. Arte é dinheiro. Daí que aquilo que hoje predomina como sendo arte não é apenas a história de um produto tornado mercadoria, mas também a história desse novo ser supremo e absoluto: o dinheiro.
O Sumo Pontífice escreveu uma carta aos artistas** em Setembro deste ano. José Tavares respondeu-lhe com uma Encíclica. É uma parte desta carta resposta ao Papa que aqui se transcreve. A Encíclica será publicada este ano, na sua versão integral, nas edições Crise Luxuosa.
in revista Utopia / 10
é pá é que não sei se concordo, vou pensar nisso...
Afixado por: em novembro 25, 2005 01:20 PM
Ó Assussora! Esperava aqui o seu comentário.
Afixado por: em novembro 24, 2005 05:57 PM