
Propólis, mel, cera, geleia real e ferroadas, o legado das abelhas.
A rainha, os zangões, as guerrreiras, as obreiras e as larvas.
Diz-se que Akenethon teve um dia uma visão em que viu o disco solar entre duas montanhas. Sentiu que Deus o estava a guiar para fazer uma mudança.
No sexto ano ano do seu reinado, Akenethon rejeitou os deuses de Tebas.
Declarou (pela primeira vez na história de que há registo) haver apenas um só Deus - o conceito de monoteísmo. Do dia para a noite mudou 2000 anos de tradição religiosa no Egipto.
Em criança parecia ser ignorado pelo resto da família. Nunca apareceu nos retratos e nunca foi levado a acontecimentos públicos. Nunca aparecia com a sua família nem era mencionado nos monumentos. E mesmo asssim a sua Mãe favoreceu-o.
Os cientistas estudam o facto de que Akenethon sofria de uma doença rara chamada Síndrome de Marfan.
O seu reinado durou apenas 16 anos em que proclamando-se a encarnação do Sol e único intermediário entre o céu e a terra minou o poder dos sacerdotes e abalou os negócios de uma multidão de artesãos que vivia do fabrico da parafernália religiosa à volta dos antigos deuses.
Com a sua morte regressam os antigos deuses.
A aparência estranha e o seu comportamento misterioso, bem como a sua ligação a Nefertiti e ao mal fadado rapaz - rei Tutankhamon fizeram dele o objecto de muitas paixões e controvérsias no último século.
Uma ferroada de abelha de vez em quando faz bem ao sangue .
Os ursos gostam de mel, Lao Tse dizia que “se queres o mel suporta as abelhas.”
E o Tom Zé que quem perde o telhado ganha as estrelas.
O Prusidente está morto mas deixou-nos pérolas com esta: se não bricássemos com o fogo ainda estávamos na idade da pedra.