As palavras cresciam como uma teia pegajosa, tentava furtar-se ao monstro que a cada passo se aproximava mais.
Um monstro viciante prenhe de um veneno alucinógeno que nos faz acreditar sempre outra vez em tudo, que nos faz esquecer as experiências passadas, responsável porque nos repitamos sempre e cada vez mais.
Nunca esteve tão gordo.
O projéctil dentro da pistola recusa-se a sair, a cumprir a sua função.
Frunculover a arma que dispara furúnculos estava a passar-se.
O Deus desconhecido do Jonh Steinbeck, a seca seguida de uma chuvada regeneradora e um suicídio.
As cartas a um jovem poeta do Rainier Maria Rilke.
Extasiado vendia a Morte de Deus pelas ruas de Fátima, que o elixir dos deuses guardado pelas três velhotas cegas evaporara. Dentro do frasco de vidro veneziano havia apenas nada.
Uma casa feita de pergaminhos, mapas de astronautas humanautas, as constelações e os signos marcianos, histórias e a antropologia invisível.
Os unicórnios perderam o corno, os cavalos alados as asas, os centauros as flechas.
Tornar visível o invisível.
Os ícones e os clastas. Nas urgências de um hospital acaba de entrar um vagabundo. Cheira mal, mesmo muito mal e o maqueiro que o despe quase se engasga nos ameaços de vómito que o atacam.
Não tem documentos de identificação e está inconsciente.
O cheiro a fezes, a sangue, suor e vomitado mistura-se criando uma atmosfera adocicada que recorda Nestum, as papas.
Um Deus moribundo sem memória, incapaz de criar o que quer que seja acorda ligado a uma máquina.
Pede um cigarro à enfermeira e um copo de vinho.
A enfermeira era estagiária, tinha um belo par de mamas e nádegas.
Sorriu-lhe maternalmente enquanto lhe dizia que ali não se podia fumar e beber álcool.
Baixou-se para apanhar a arrastadeira. Deus não resistiu e apalpou-lhe o rabo.
As palavras cresciam como uma teia pegajosa, tentava furtar-se ao monstro que a cada passo se aproximava mais.
Frunculover a arma que dispara furúnculos estava a passar-se.
Morder-te os ovários, dos teus rins patê. Não tem documentos de identificação e está inconsciente.
Com os teus pontos negros um sabão.
Entropia pia pia piu atchim Bum! Finalmente o germe transformou-se e alastra.
jesus holy fucking moses!! fuck'n great!
Afixado por: em novembro 16, 2005 10:05 AM
Novo blog dedicado ao estado do tempo em Portugal e à meteorologia:
http://gerotempo.blogspot.com/
Afixado por: em novembro 15, 2005 06:00 PM