novembro 06, 2005

We will shine

‘We will shine’ - ouve-se no máximo do volume no estádio antes do jogo de futebol Coreia-China.
Dos dois lados os jogadores caem como tordos a cada 10 minutos a cada encontrão. Lá vai maca, lá vem maca.
Passou por ali a meio do jogo uma garça que dizem os entendidos ser espécie em vias de extinção, cuja comunidade se concentra à beira de um lago na ilha da Taipa em Macau. À volta desta micro reserva natural cresce a uma velocidade de olhos em bico um gigantesco parque temático, filial da rede de casinos Venetian.
Mais um pedaço de horizonte ao ar.
Primeiro estranha-se, depois entranha-se. Um destes não-lugares temáticos acolhe agora quem chega a Macau de barco via Hong Kong, o Fisherman's Dwarf.
A volta ao mundo em 80 passos.
Comecei a gostar daquilo e não vejo a hora que inaugure.
Dizem-me que em vez do Sonho de uma noite de Verão do Shakespeare faça uma coisa mais violenta, que é preciso partir a louça aqui na aldeola.
Faça sol ou faça chuva a gente vai levando.
Realizou-se uma largada de rinocerontes pelas ruas do centro de Macau.
Organizam-se “tertúlias “sobre as presidenciais em Portugal na associação Casa de Portugal.
Tão longe e sempre tão perto. O debate possível, o menos melindroso.
O impossível procura-se!
A Juliette Binoche e o Johnny Depp comem chocolates numa aldeola de vistas curtas. Tão bonito. The chocolate revolution.
A garça passou pelas cabeças dos jogadores e de repente caiu fulminada no campo.
Foi o caos no estádio. Alguém espirrou?

Publicado por Mohamed Ali | Barros na Parede | 16:35
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