- Acreditas que ele lhe bate?
- Não, não acredito.
- Mas é o que corre por aí.
- Tem piada esse "do que corre por aí", como se ao correr por aí definisse toda a verdade e a própria vida.
- Foi assim que mo venderam. O diz que se diz. Que ele lhe batia.
- Deixa-te de parvoeiras. Isso é impossível.
- Claro que é impossível, mas também se dizia que ele batia à mulher.
- E ela gostava?
- Não sei. Talvez. Levava e calava.
- Que barbaridade. Também não acredito nisso. Quem é que te disse?
- É o que se diz por aí...
- Estás a ver, isto é mesmo uma terra miserável.
Afinal é ele que bate umas ou é ela que lhas bate ou é ele que bate nela?!
Afixado por: em novembro 11, 2005 01:35 PM
E tu não bates uma por dia, pelo menos?
Afixado por: em novembro 10, 2005 09:02 AM
A fadista cigana é que gritava ao Mundo: "Ele bate-me pois bate! Mas bate naquilo que é dele e ninguém tem nada a ver com isso"!
O "Outro" também deixou a sentença: "Quanto mais me bates mais gosto de ti!"
E no poema heróico do lusitano marialva lá está: "Eu cá para mim/ ai há ou não/ maior prazer do que/ o selim e a mulher"!
E assim meu amigo, é montá-las, apertá-las,pica-las e ala que se faz tarde! Ou pensavas que era a passar o chão a pano e a despejares os cinzeiros?
e quem não gosta de umas palmadinhas no rabo como só ele sabe dar??
reconheço-te a escrita queridão, diz ela, enchotando o pardal.