“Mientras comía o fornicabaustaba ver vér como se decapitaba.
…
Se no fueses tan puta!
Y si yo no supiesse,hacia ya tempo
Que tú eres fuerte cuando yo soy débil
Y que eres débil cuando me enfurezco…”
Contra Jaime Gil de Biedma
De Jaime Gil de Biedma
In "El poeta que volia ser poema"
Nos mil grãos de areia vi o teu nome. Repeti-o até à tontura para esquecer o punhal que me come as entranhas.
Ao longe onde o céu acaba começo eu.
Passam por mim a galope as miragens, dançam à minha volta em silêncio.
Ensurdecem-me!
Carrego às costas um saber, a cada passo curvo-me mais. Tenho saudades do céu mas as forças faltam.
Alá seja grande.
Vem a noite e a festa das serpentes. Enroladas nas minhas pernas como chamas querem-me comer a mão direita.
Para me libertar danço, para me calar faço-me cobra e o escorpião, do alto da torre mais alta, faz um brinde sorrindo.
Hoje haverá uma morte, talvez uma das suas 300 mulheres!
Que diferença haverá entre o exílio de um homem há três séculos e a solidão de um nascido amanhã?
Fazer a ponte, fazer a ponte…
A inocência:
Como são os teus olhos?
A dança continua, os abutres cantam a orgia antiga.
Saiu de mim o saber que me pesa e num beijo dá-me um nome.
As estrelas rodopiam ninfas, as vozes crescem. Cada minuto é uma flor e o Rei parece adormecer.
- Conta-me uma história-pede o eunuco.
Vi-te bocejar no teu trono de crâneos, da tua boca escorre um fio de sangue.
Há muito que não dormes e a montanha ganhou asas ludibriando Maomé.
Cada farol que na noite brilha tem um grito, romaria pagã, senhora vento, senhora eu tento. Avelã!
Aproxima-te tenho que ir.
A Lua fez-se rosa.
Trepei os espinhos até à coroa e encontrei um espelho.
Parti-o, tive que o partir. Os cacos fazem a festa na carne pedindo canções de embalar.
- Dorme pequenina dor, dorme que amanhã arranco os pulmões, dorme que amanhã as raízes mais raras estarão a teus pés em flor.
O Rei boceja novamente, o seu sorriso tem qualquer coisa de sádico. Melancólicas as pedras desfazem-se, inexplicável euforia que o monarca saboreia.
Estou longe da raíz, as pétalas tem as veias salientes.
Sacio-me um pouco naquele sangue verde.
Andei mil quilómetros para te esquecer, há qualquer coisa que me escapa.
Em duvída a flor começou a murchar ficando semente.
Caí do sítio onde havia uma Lua, caí de muito alto mas não te larguei.
Tenho uma semente na mão direita e o que sabia voltou a cavalgar-me.
As serpentes estão malucas, as escamas translúcidas arranham como ácido as pernas.
Querem-me comer a mão com mais força.
Sou salvo pelo abraço do Sol.
Uma história não me sai da cabeça e enquanto não o fizer não terei descanso.
O Rei:
- As palavras, dá-me as palavras… Saiam do vosso anel de chumbo, quero dormir.
Entretanto as Mães em quarto crescente batem as palmas e cantam incentivando os filhos.
Na raíz o sono urgente!
Hun?
para o Alexis
Mohamed, porque é que tens a mania que és italiano?
Afixado por: em novembro 3, 2005 11:55 AM
Tambem deves gostar desta!historia?do site?
Do site gostei,do Petronio e do seu satyricon e do filme do felini ja nao tanto,quase nada.
Gostei muito do Caligula de Albert Camus.
Agora ja nao leio muitos Livros ilustre Nero.
consciente do tanto que me deram agora sabem-me a Cervejas.
Ainda volto de vez em quando a um livro para ver se me engano um bocadinho mais.
saluti
Também deves gostar desta!
Afixado por: em novembro 1, 2005 06:58 PM