outubro 24, 2005

Doors

Do que preciso eu para começar a andar? Há dias que estou mesmo por baixo de mim, tão lá atrás que nem me vejo. E dói. Custa. O monstro. O vulto lá dentro. E o outro cá fora, como se não fosse real e não fizesse parte deste horizonte. Aprendi a vê-lo, a saber que está aqui a comprimir-me a carne. A vê-lo por fora também, de costas, o nódulo medonho da cabeça, que me causa tanta impressão porque o resto permanece cá dentro, a outra ponta...
E não sei bem qual o caminho a seguir. Há portas abertas que abri. Não consigo entrar e continuar por nenhuma delas. Mas estão lá e a ideia de lá estarem ajuda. É um princípio, é alguma coisa.
Alguma outra coisa virá, algum dia...

Publicado por O Gajo Novo | Sem Conservantes | 16:29
Comentários