- Qu’est-ce autre chose que la vie des sens, qu’un mouvement alternatif qui va de l’appétit au dégoût et du dégoût à l’appétit, de l’appétit au dégoût et du dégoût à l’appétit...
- J’ m’en fous !
- Ta gueule, laisse-moi finir ! Car j’ai peur, j’ai peur du grand méchant…l’amour sans amour. La vilaine bête !
- Je m’en fous !
- Écoute moi ! Je te dirai comment je me suis mis dans sa gueule, combien de nuits ce grand méchant m’a sauté, comment j’allais le caresser…
- Et tu m’as aimé ? Un peu, beaucoup, trop, pas assez ou pas du tout ?
- J’ai pleuré pour un rien, ça c’est déjà beaucoup, mais toi, tu n’as rien dans le cœur !
- Car qu’est-ce autre chose que la vie des sens, qu’un mouvement alternatif qui va de l’appétit au dégoût ??
- Ah et je suis là pour je n’ sais qui pour je n’ sais quoi. Tu m’as pris pour je n’ sais quoi pour je n’ sais qui.
- Et moi je n’ sais ce qui m’a pris de venir ici.
- Si, c’était trois fois rien, trois fois rien entre nous, évidemment…
- Ferme les yeux CRACK ! Embrasse-moi SMACK !
- Nhoc !
- Chmec, sniff, hmmm
- Mais oui !
- Ah oui ! nhoc, shlep.
- hmmm, hm ah , uh oh !!
- Mais NON!
- Mais OUI!
Quando eu, lá nos "Eighties", saía do meu quentinho de fogo, e ia p'rás "nights"(quer dizer, "soirées") de Paris, uma vez aplaudir o Gilbert Bécaud, outra o Georges Moustaki, e ainda o quentíssimo Etienne Daho, o abençoadíssimo entre as mulheres, Julien Clerc, a estouvada Tina Turner ou a mítica Amália Rodrigues, encontrava, de quando em vez, a cara de LINDA DE SUZA, espalhada em cartazes por todo o lado, anunciando um novo disco, uma apresentação no Casino de Paris, ou um concerto no Olympia.Eu sabia que, Linda de Suza, era uma vedeta. Até tinha estilistas famosos, a desenharem vestidos estrondosos para ela. Havia até mesmo chegado à fala com ela, num concerto da deusa absoluta, Amália Rodrigues, no célebre Olympia, pejado de celebridades, desde a Stéphanie do Monaco, aos Condes de Paris, passando pelo Mitterrand, o Jack Lang, a Joan Collins, o Jorge Amado, enfim... era um espectáculo, dentro do espectáculo, observar todos aqueles futuros candidatos a hóspedes, no meu cantinho de labaredas, a aplaudirem, e tecerem comentários elogiosos à deusa Amália, no intervalo do recital, enquanto desentorpeciam as pernas no foyer do teatro. Linda de Suza, também lá estava, alguém ma apresentou, tirámos uma fotografia, e eu disse-lhe que apreciava muito a sua carreira. Teria sido na altura, um pouco mentirosa. Afinal, a mentira, é apanágio de Satan. E, lá de tempos a tempos, tenho de ser coerente, e honrar os seus ensinamentos. Admirava o percurso de Linda, mas seriam poucas as canções da "portadora" da Mala de Cartão, que eu, francamente, apreciasse. Hoje, ao "deambular" pelos, também infernais, corredores da net, fiquei a saber que, em 1987, a cantora luso-francesa, homenageou Maradona, com um single que foi TOP 40 em França. Eu, por acaso sei, que Linda de Suza, continua a sua carreira, agora mais discreta, mas também sei que Maradona, não soube, ou não teve capacidades para aproveitar o fruto da sua arte. Como curiosidade, aqui vos deixo, a tal curiosa canção de LINDA DE SUZA,que hoje, porventura, seria dedicada a um outro milionário do futebol, como Figo ou Beckam. Nunca ouvi o trecho. Vou agora tentar adormecer (depois duma noite de "abananço de capacete"), ao som da igualmente infernal, DIAMANDA GALAS...
Foi um espectaculo!!
O homem não parou quieto nem um segundo. E a música foi sempre a partir.
Descobri que é disto que eu gosto. Nada de baladas, nem eléctronicas, nem Bee Gees, a partir é que eu gosto, é que me enche as medidas.

no outro dia saí. ainda vi uns gajos a tocar, era a Janis Joplin e o John Travolta. cantavam Pink Floyd à moda dos bee gees ela era homofóbica e ele um gay irritante. até era gira aquela merda, só não vi o e.t. porque quando dei por mim estava a rodopiar entre duas paredes de espelhos, nos braços de um molato bonzão. senti-me o pirata das caraíbas e o que eu gosto é de puxar o autoclismo com a botifarra cardada. perdi o cantil que levava escondido nas cuécas mas o meu super amigo pagou-me uns copos, foi aí que tentei entrar no iate dos vips, queria ver o que era aquela cena, porra! todos engalfinhados dentro do iate. fui à confiança mas fui apanhada, toparam-me. caguei e fui estrebuchar mais um coche ao som dos beatles remix, cena fixe “this is not dyyiiinng...” bué alucinante. bué da people, gajos bons e gajas boas. “estranhas estranhas até que entranhas” disse-me ele. xáu! qual cinderela que se faz tarde. a merda do despertador tocou estava eu a na parte melhor dum sonho é sempre assim. 3 horas de sono, e toca a ir prá labuta, ainda a sonhar, a completar o sonho, tem que ser, tem que ser, bruxo?

Esperem só um bocadinho, estou aqui a atar o sapato, não tenho muito jeito para isto, apareceu-me uma hérnia no cérebro que me limita certas funções, é isto e pentear-me, demora uma eternidade. Também só consigo escrever, neste teclado, com a mão direita, a outra tem uma inclinação para algumas teclas, algumas letras, chega-se a elas e fica ali a acariciá-las, a fazer-lhes festinhas. A imaginar, na sua mente de mão, uma certa palavra, um certo nome. Já está. Decidi-me pelo nó cego, sempre dura mais tempo. Dura uma eternidade e fica mais bonito.
Conto-vos a história, deste meu problema, sempre se adianta qualquer coisa, e ficam a gostar mais de mim, se calhar.
Não começa mal. Nem bem. Começa em Coloane comigo às voltas de carro, a olhar para ontem, e com um gajo feio, de óculos, num Antonov encarnado do século passado, que de repente se mete comigo. A acelerar que nem um desalmado, a acender os piscas, a fazer-se de bonito. De engraçadinho. A olhar para mim com aquele seu ar duplo. E a pisgar-se na sua lambreta. É assim que começa. Podia começar de uma outra maneira qualquer. Continua. Eu a ir atrás, a querer apanhá-lo, a pedir mais pelo meu carro automático. A pedir-lhe muito mais, a pedir-lhe tudo. No Istmo. Nas rotundas do Istmo. Ele à frente, a distanciar-se. Taipa. Rotundas da Taipa. A perdê-lo de vista. Sozinho. Na noite. Completamente sozinho. Não pára a história. Agora que penso nela, como aconteceu, em tudo o que vivi nela, perco a ideia que a pode tornar escrita. Continua. É a parte melhor, agora. Ao aproximar-me da ponte Nobre de Carvalho, já ele levava uma vantagem como daqui a Espanha, ao negociar a curva, já cheio de febre, a suar por todos os lados, perco o controle do meu carro japonês e vou estampar-me contra o macaco que anuncia o Ano Novo Chinês. Acho que foi de propósito. Para me magoar. Do resto já não me lembro. Li num jornal no dia seguinte. Ou na semana seguinte, também já não me lembro. Uma fotografia do macaco dentro do carro ao meu lado, quase a acariciar-me, a fazer-me festas na cara, a rir-se que nem um perdido. A gozar comigo. Eu de olhos fechados. Dizia na notícia que os bombeiros demoraram uma hora a desencarcerar-me. Só que o pior é que quando falavam em mim, não era eu, era o macaco. É verdade, confundiram-me com o símio e quando terminaram o servicinho levaram-no na ambulância, com máscara de oxigénio. Deixaram-me a mim no pedestal em posição de combate, num passo perdido de dança contemporânea. Esquecido. Na noite. Só faltavam umas luzinhas de orelha a orelha a dizer “Seja Bem-vindo”. Devo ter ficado em estado de coma. Só me lembro de acordar com uma daquelas trovoadas da época, ainda de madrugada, perder o equilíbrio, e estatelar-me ao comprido no relvado feito de calhaus. Levantar-me. Ver os carros a passar e olhar para mim de tanga e com um chapéu de marinheiro. Carro nem vê-lo. Quando comecei a andar reparei que tinha um alto na cabeça. Nunca mais saiu.
É uma história de amor. E é disso que vos quero falar. Mesmo não sendo isto que queria contar, foi o que me passou à frente.
Está bem. Não me conhecem, eu sei, devem estar para aí a pensar quem é que eu sou? O que é isto. Eu apresento-me. Sabem aquele gajo que deu um soco no George Bush quando teve a ideia de invadir o Iraque? Era eu. Aquele que vos conta uma história à noite, vos adormece e ainda despeja o lixo? Sou eu. Lembram-se do 11 de Setembro, aquele cão que guiou o velho cego desde o 349º andar? Era eu, o cão. Aquele que ensinou o John Travolta a dançar no Pulp Fiction? Eu. O silêncio que ouvem à noite? Sou eu. A ressonar. Sou tudo o que possam imaginar a multiplicar por vinte. Só tenho uma confissão a fazer. Não sei se a consideram pertinente: eu não existo. Sou um pensamento dentro de um quarto fechado. Sou feito apenas de coragem. Chega? Não. Ao princípio é simples, anda-se sozinho. Só nos vem à memória outra fase muito mais batida. É esse mesmo. Bebe-se a coragem até dum copo vazio. Estão todos vazios. É simples. Ao princípio. Começar frases. Ajustar dimensões. Histórias tristes assim tão lindas como esta. O jornal com a minha fotografia. Com o macaco a falar-me ao ouvido, a pedir-me descanso. A fotografia de mim, a sonhar, em estado de coma. No meu mundo. A acordar, com um raio qualquer, e cair com o degelo. Uma pedra no sapato? Sou eu. Não podem perceber mais nada. Também não consigo explicar. Comecei daquela maneira. A apertar o sapato. Agora só tenho a cama aberta. Cheia de mim. Isto é pessoal. Não podem perceber. Sabem, aquelas trepadeiras que se agarram às pernas das casas e nunca mais as largam? Mesmo que as cortem, nunca mais as largam? Sou eu.
E bem podias vir no Ferrari, que te deu o magnata do jogo para te pôr a milhas quando andavas a catrapiscar a filha dele. Agora tenho a minha bicicleta. Pedais. Sabem o que são? Acham-nos pertinentes? «Ridículo» é a palavra que quero usar, mesmo que não tenha nada a ver com o caso. Já agora lembro-me de outra coisa. Nunca comprem produtos previamente embalados, embalem-nos, escolham-nos com cuidado, quando se abrem normalmente são diferentes do outro lado. Têm outra cor. Outro cheiro. Se vos cheira a podre, my dears, é porque o material já está fora de prazo e, segundo dizem, o material tem sempre razão.
E a minha mão esquerda já se agarrou ao B e ao L. Tenho de ir passear. Apanhar fresco.
Amor. É só do que queria falar. A culpa é vossa. Olham-me com essa cara e eu distraio-me. Prezem-no. Dêem-lhe tudo. Se têm um em casa. Adorem-no. De modo gigantesco. Construam-no. Respirem-no. Pode ser ao lado. Pode ser sempre ao lado. Mas acreditem. Há sempre uma seta, uma flecha, uma lança, chamem-lhe o que quiserem. Um fulminante. Que lhe pode acertar em cheio. Não me quero lembrar. Calo-me. A música mais simples em que podem pensar? Sou eu. Na ponta dos vossos lábios.
I just wanna say
I haven't been away
I'm still right here
Where I always was
So one day, if you're bored
By all means call
Because you can do
(But only if you want to)
I just wanna say
I haven't been away
I am still right here
Where I always was
So one day, when you're bored
By all means call
Because you can do
But you might not get through
Morrissey - «The Loop»
Houve pr'aí umas vozes ateias, batendo até dizer chega no fenómeno ,"Nossa Senhora de Fátima", classificando-o de alienação mental, de coisa terceiro-mundista, sei lá, uma verborreia triste e sem sentido, pois na Fé, seja em Deus , ou no Diabo, não há lugar para explicações racionais, senão deixaria de ser "Fé", para passar a ser, isso sim, um subproduto alienatório, aproveitadíssimo pelos governantes de má-fé, pois sempre é bom, que o zé-povinho, tenha algo em que ocupar a sua mente, dar largas à alegria ou à tristeza, para assim, deixá-los um pouco mais tranquilos, nas suas manigâncias secretas, e roubalheiras militantes.
Vem toda esta minha "palratória" (inventei a palavra agora mesmo. Eu sou assim, um génio! Ahahahah!!!), a propósito do triste espectáculo (para mim) que foi, ver as Televisões mostrando, o povinho todo descontrolado pela vitória do PORTO. Claro que todo o português, terá de ficar congratulado com o facto. Mas não exageremos. Era ver, umas senhoras desgrenhadas a gritar que acima do PORTO só Deus, outros senhores, visivelmente cheios de álcool até à ponta dos seus respectivos narizes, completamente histéricos gritando "vitória", enfim, uma alienação completa, fenómeno esse, não exclusivo das nossas terras lusitanas. Enquanto isso, os heróis (os jogadores, claro!) faziam era contas, se iriam ou não comprar o novo modelo da Porsche, claro está, que isto de ser patriótico, tem mesmo é que dar dinheiro, o resto que se dane... E obviamente, o Pintinho e outros Pintinhos, que são mas é Pintões, esfregavam as mãos de contentes, pelos milhões arrecadados, que isto de Eusébios, que jogavam pelo amor à camisola, pelo amor a Portugal, é coisa do tempo do fascismo, é tempo de outras-senhoras, que agora o que interessa, é o pilim, o papel, a nota preta!
Enquanto se construiam estádios à toa, em Portugal, morriam crianças subnutridas ou com falta de cuidados médicos. Enquanto se gastava à grande e à "americana" (o "à grande e à francesa" está desactualizado!), os sem abrigo de Lisboa e do Porto, tremiam à chuva e ao frio, e os nossos velhos, que tanto trabalharam uma vida inteira, recebiam uma miséria, duma reforma estabelecida pelo "País dos Estádios Novos".
Dir-me-ão que o Reino Unido, país muito mais desenvolvido, possui também essa alienação desportiva. Claro que sim. Também o Reino Unido tem o seu Tony Blair, e antes teve a sua Tatcher, assim como Portugal tem agora o seu Cherne, e já teve outros incompetentes, que só desenvolveram o "tachismo" bem português. Por isso mesmo, é preciso alienar. Pelo menos, enquanto os tristes gritam de alegria, esquecem o avô , a tia, ou a mãe, deitadas numa cama, a necessitar de urgentes cuidados, que só um País com governantes bem formados, pode efectivamente, fazer a diferença.
Acham mesmo que mudou alguma coisa, desde os tempos do Prof. Dr. Salazar? Não me digam que acham... porque se mo disserem, as minhas gargalhadas ecoarão nestes corredores infindos da blogoesfera! Até à próxima! Vou recolher aos Infernos. Tenho o meu "Bloody Mary", bem geladinho, à minha espera. Byeeeeeeeee....
your day will come
it's catching up on you
when your race is run
your feint-hearted faith
follows through, always, always....
roll back the night
roll by the lonely parade and it's gone
what a delight
to unravel the fabric of love
it's the way, it's a crime
it's all the same, but it's not your time
in sequins and dust
scatter your pearls with the hungry remains
lipstick and trust
and hope rides another day
hope rides another day....
Cousteau - «Your Day Will Come»
Se pensa que vai entrar num MOTEL recheado de surpresas, de conversas animadas, de teorias sentimentais , de música, de sonhos e pesadelos, de desejos e até de sexo, está enganado!
Este Motel já teve a sua época. É que tudo tem o seu tempo, depois...é inevitavelmente o declínio. As camas estão por fazer, as portas dos quartos não têm fechadura, o restaurante já não funciona, só serve ginginhas em copos de três (querem pior?). Na recepção encontrará uma boazona decadente a limar as unhas, que por aqui se manteve sem razão, e que pela mesma razão se vai embora. Para quem gosta de fenómenos espectrais, talvez valha a pena dar uma espreita, é que vive um fantasma no Motel Prusidente, uma mulher que se enfiou e se perdeu num dos quartos e que ainda hoje é vista a vaguear captando imagens dos poucos que se atrevem...
O que aconteceu? Dizem que foi uma virose. O Prusidente anda por aí a carpir e os outros seguiram-lhe os passos. A Madame Satã foi de retro com o seu amigo, a Produtora de Inventos e o Mestre foram de Lua de Mel, nunca mais ninguém os viu.
Vos deixo com uma frase do Mestre:
"Perdições"
Amigo sem A não é como Revolução sem R
Amigo sem A, continua a ser amigo é o Migo
E estamos cá é para andarmos de braço dado.
ATÉ SEMPRE!
I have a dream that one day this city will rise up and live out the true meaning of its creed. I have a dream of a Giant Wheel in Parque de Monsanto! And this will be the day when all of God's children will be able to sing with a new meaning! (toda a gente tem porque não havemos de ter nós também?) I have a different dream everyday!
Santana Lopes on Martin Luther King
Ai mulher se visses o que eu vi! O que foi? estás com cara de caso...Vi o homem , o homem mais belo que jamais vi. Oh, esse já eu conheço qual é a novidade? Não é esse burra é um ainda mais do que esse. Ainda mais do que o que jamais viste? caramba! o que é que ele tinha diz lá, e levanta-te que está toda a gente a olhar. Não consigo, ele passou e eu fiquei assim - decúbito dorsal, é a única posição que consigo suportar. Dá-me a mão e desembucha que te vai ajudar a sair desse transe. Tu não me compreendes, ninguém me pode compreender. Pois não, realmente é difícil, o que é que este tinha de especial..vá isso levanta-te. Tinha uma tatuagem na cabeça! E...?! Com o meu nome!!
Nunca penses que estás a pensar!!
When you're growing up in a small town
when you're growing up in a small town
when you're growing up in a small town
you say, no one famous ever came from here
When you're growing up in a small town
and you're having a nervous breakdown
and you think that you'll never escape it
yourself or the place that you live
Where did Picasso come from
there's no Michelangelo coming from Pittsburgh
if art is the tip of the iceberg
I'm the part sinking below
When you're growing up in a small town
bad skin, bad eyes, gay and fatty
people look at you funny
when you're in a small town
My father worked in construction
it's not something for which I'm suited
oh, what is something for which you are suited
getting out of here
I hate being odd in a small town
if they stare let them stare in New York City
as this pink eyed painting albino
how far can my fantasy go
I'm no Dali coming from Pittsburgh
no adorable lisping Capote
my hero, oh, do you think I could meet him
I'd camp out at his front door
There is only one good thing about small town
there is only one good use for a small town
there is only one good thing about small town
you know that you want to get out
When you're growing up in a small town
you know you'll grow down in a small town
there is only one good use for a small town
You hate it and you'll know you have to leave
Lou Reed & John Cale - «Smalltown»
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
And as I climb into an empty bed
Oh well. Enough said.
I know it's over - still I cling
I don't know where else I can go
Oh ...
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
See, the sea wants to take me
The knife wants to slit me
Do you think you can help me ?
Sad veiled bride, please be happy
Handsome groom, give her room
Loud, loutish lover, treat her kindly
(Though she needs you
More than she loves you)
And I know it's over - still I cling
I don't know where else I can go
Over and over and over and over
Over and over, la ...
I know it's over
And it never really began
But in my heart it was so real
And you even spoke to me, and said :
"If you're so funny
Then why are you on your own tonight ?
And if you're so clever
Then why are you on your own tonight ?
If you're so very entertaining
Then why are you on your own tonight ?
If you're so very good-looking
Why do you sleep alone tonight ?
I know ...
'Cause tonight is just like any other night
That's why you're on your own tonight
With your triumphs and your charms
While they're in each other's arms..."
It's so easy to laugh
It's so easy to hate
It takes strength to be gentle and kind
Over, over, over, over
It's so easy to laugh
It's so easy to hate
It takes guts to be gentle and kind
Over, over
Love is Natural and Real
But not for you, my love
Not tonight, my love
Love is Natural and Real
But not for such as you and I, my love
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
Oh Mother, I can feel the soil falling over my ...
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
Oh Mother, I can even feel the soil falling over my head
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
Oh Mother, I can feel the soil falling over my ...
The Smiths - «It's Over»

Foram uns belos dias, estes que passei com a Maiko e a Sakko
Todos os prazeres concedidos, todos os desejos concretizados. Uns dias de calma e reboliço, são sempre assim quando nos encontramos. Uns dias frescos.
Umas noites quentes.
(Carlos Lyra e Vinícius de Moraes)
Coisa mais bonita é você
Assim, justinho você
Eu juro, eu não sei por que
Você
Você é mais bonita que a flor
Quem dera
A primavera da flor
Tivesse todo esse aroma de beleza
Que é o amor
Perfumando a natureza
Numa forma de mulher
Por que tão linda assim não existe
A flor
Nem mesmo a cor não existe
E o amor
Nem mesmo o amor existe
E eu fico um pouco triste
Um pouco sem saber
Se é tão lindo o amor
Que eu tenho por você

Aí é que era...
Ver trabalhar as nossas terras...
Ver o suor a escorrer das faces queimadas,
ouvir o respirar dos cantares que marcavam o ritmo.
Aí é que era.
Receber os dividendos sem muito esforço.
Comprar umas roupinhas, para poder ir às festas das amigas.
Jogar às cartas no clube.
Ter uns amantes de vez em quando, enfim, viver!
Aí é que era.
Umas belas refeições cozinhadas pela Maria,
que não fazia outra coisa desde que nasceu...
Uns passeios pelas Serras sem passar pelo trânsito.
Pois não havia muitos carros e poucas pessoas podiam passear.
Aí é que era.
Sweet F.A.
I was rolling down the window of my car
And I was thinking where the game had got me so far
Doesn't matter where you're going or where you're coming from
Or is your life just like a grain of sand?
Fuck all else
Well I was rolling down the highway of my dreams
And I was wondering about highward sunsets and the silver screen
Doesn't matter where you're going or where you're coming from
Or is your life just like a grain of sand?
Fuck all else
Doesn't matter where we're going or where we're coming from
Or isn't life just like a grain of sand?
Fuck all else
Rolling down the highway in a dream
I was rolling down the highway in a dream
Just rolling down the highway in a dream
Just rolling...
Just rolling...
Love and Rockets in Sweet F.A.
- hmmm... Monroe casando-se com doutoural? promete, esse casamento... onde vai ser? no golfinho do forte s. julião? convidem-me, pleese! não quero perder essa aliança das boazonas! prometo que não vou ser chato! - diz a. Castellani o Conti Visconde muítissimo di Verona, acrescentando - no forte de s. Julião, "às 5 en punta de la tarde"...a hora da união com... o amor e com Lorca?
"Trompa de lirio por las verdes ingles
a las cinco de la tarde.
Las heridas quemaban como soles
a las cinco de la tarde,
y el gentío rompía las ventanas
a las cinco de la tarde.
¡Ay, qué terribles cinco de la tarde!
¡Eran las cinco en todos los relojes!
¡Eran las cinco en sombra de la tarde"
Rivezoer entra de rompilhão com o mau humor típico dos manga de alpaca:
- As meninas não têm mais nada para fazer? Ainda se fosse com amor... talvez me desse ao trabalho de as descodificar... agora assim...
- Ainda se fosse com amor???! Acha por acaso que é casamento por conveniência? - responde a.r sentindo-se ultrajada.
- quem pensa o senhor desdenhar descodificar??? vá lá para a aridez da sua existência e deixe em paz matérias de que desconhece em absoluto suas regras! chiça! - exclama de longe uma amiga desconhecida, uma das do grupinho lésbico que de longe se avizinha.
- Casamento entre mulheres e começam por aí a aparecer as amigas todas. Calminha meninas, calminha! - acrescenta assussora remota com alguma sensatez. Entra então de novo o conti Visconde muítissimo di Verona com sua espondilose aquinosante e profere:
- corações ao vento, caras poetas-amantes!
não discutam ninharias , casem-se à vontade, lancem guinchos ao vento e aos golfinhos, que eu cá me retiro, mas não sem antes colar minha tristeza às palavras do Poeta (Jimenez)
Se morirán aquellos que me amaron;
y el pueblo se hará nuevo cada año;
y en el rincón aquel de mi huerto florido y encalado,
mi espíritu errará, nostálgico…
Embora um pouco atrasado no andamento da conversa Rivezoer dá dois passos em frente e fitando o público justifica-se:
- Esperem...houve aqui um dislate... eu queria dizer amor... porque me dedicaram a mensagem com amizade.... e eu queria amor... amor?
- Com muito AMOR, Senhor Rivezoer, sempre! - brada assussora remota que, coitada, considerava aquela palavra sua propriedade.
É então que a. Castellani, deixando cair para o chão a sua capa que vagamente trazia à memória a capa do conde drácula, e baixando o queixo proeminente herdado de sua mama caca confessa, transfigurando-se, não sem sofrimento:
- assussura amiga, não obtive resposta daquele delírio lupino-milanês... cai-me a alma aos pés! nada. silêncio. escafedeu-se. seria o outro disfarçado, decidido a perturbar até a tão inócua novidade virtual?
Ao som de acordes sintéticos entra, elegante, segura e moderna, Enfiada e num tom calmo que a caracteriza profere cantando a uma só voz:
-caro castellani, sinto por si!Esperava ansiosamente novidades.
Talvez até um convite de casamento um pouco mais longe do que o forte de S. Julião...Mas além de a esperança ser a ultima a desfalecer, o espaço sideral é infinito. - o tom de voz eleva-se e prolonga-se - FORÇA! - entra assussora e cantam a duas vozes, uma soprano outra contralto:
- Peça, Castillani, peça tudo o que quiser. Peça amor, mimos, beijos, festas tudo o que for bom e vier por bem
A orquestra toca em força o leit- motif de a. Castillani. Este, mantendo ainda um visual androgino, avança e canta (a sua voz de tenor revela a sua alma masculina):
- caras damas, obrigados pelas palavras amigas, souberam-me que nem ginjas!
pat, querida, pois é, os reveses da fortuna são sempre inesperados, foi-se o nosso lobo, mergulhou no mundo real e despediu-se da mãe-terra-gaia...
assussora, cara, como não acreditar nesse seu optimismo inquebrantável de cibernauta experiente? rendo-me à sua clarividência e lembro-me do seu lema vital (começa por "vul", sabe?)
A orquestra toca fulvurosamente, Castellani a voz ao máximo:
- mime-me, mime-me, mime-me com todo o calor do seu coração ENORME! este ser desgraçado rejubila quando lhe fala assim!
E termina a congratular-se pela condição humilde daquele a quem tanto adorava:
- Feliz sou porque amo e sou amado, sem ter que alterar ou ser alterado!
FIM DA PRIMEIRA PARTE
Opereta baseada em comentários verídicos numa entrada dedicada a Rivezoer.
"(...)Só quando o pensamento consegue, de modo simpatético e sem reservas, mergulhar na sensibilidade, na carência real e sensível, pode então participar na actividade da não-consciência; e só aquilo que nasce por via de uma carência não-arbitrária e necessária, ou seja, o acto real e sensível, pode por seu turno chegar a ser objecto satisfatório do pensamento e do saber; (...)
daí que vós, os inteligentes, não sejais de facto inventores de coisa alguma; o inventor é o povo, porque é a falta, a privação, que o impulsiona para a invenção: todas as grandes invenções são realizações do povo, ao passo que as invenções da inteligência mais não são do que expropriações, derivações, quando não desmembramentos e mutilações das invenções do povo. Não haveis sido vós a inventar a linguagem, mas sim o povo; o que haveis conseguido foi tão somente arruinar-lhe a beleza sensível, cortar-lhe a força, obrigá-la a perder o entendimento íntimo, e depois passar a investigar esforçadamente tudo o que ela perdeu. (...) E é a vós que me dirijo com estas palavras, não ao povo, porque poucas palavras há para lhe dizer, e mesmo o apelo: «Faz como tens que fazer!» é-lhe supérfluo, porque o povo por si próprio, faz como tem que fazer. Dirijo-me, pelo contrário a vós, e faço-o no sentido do povo, embora necessáriamente usando o vosso estilo, a vós os inteligentes, os prudentes, para vos oferecer também, com toda a generosidade do povo, a redenção que vos possa arrancar ao feitiço egoísta em que vos encontrais (...)".
Richard Wagner in A Obra de Arte do Futuro (1849), Antígona, Lisboa 2003.
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Chico Buarque
when one realizes that the basic cause of his unhapiness lies nowhere but in himself and other people are merely influences, he is taking the first step toward his human revolution.
*Antigamente devolvia-se o anel, rasgavam-se as cartas. Contigo não. Estás colado a mim. Invadiste-me sem eu reparar. Não há canto, não há gaveta desta casa em que te não encontre! No armário, marcas na parede mais recôndita, caril super picante na despensa… Pensei que tinha deitado tudo fora, mas tu brotas por todos os poros desta casa. Fizeste de propósito, deixaste restos…o que é aquele creme com um nome esquisito no armário dos remédios? Ah sim? Vai para o lixo, então...e escreveste na minha lista telefónica, uma pasta em teu nome no computador, no meio dos meus papeis encontro post-its com os teus gatafunhos. O que vale é que lês pouco esqueceste-te dos livros que te dei, ah esses não deito não... até capas de CDs ficaram para ali, sem nada lá dentro! E desenhos e mais desenhos, não precisas deles? Pensei que tivesses levado tudo, mas não, o que faria se vivesses comigo…ah pois foi como se vivesses, nunca é tarde para admitires, e porquê é que eu gostava? sim, huummm, pensando bem, do que é que eu gostava em ti? Não estou a ser cínica, não me lembro mesmo....não, amanhã é sexta, não vou estar em casa.

Vou avisá-los de uma coisa. Não passem daqui. Não leiam mais. Mudem de página. Não estou aqui para dizer nada que vos interesse. Ainda estão a tempo. Desliguem o computador. Vão para casa e não pensem mais nisso. Ou então imprimam. Podem depois rasgar, ou recortar com uma tesourinha, e fazer um rolo de papel higiénico. Arranha, eu sei, mas é de propósito.
Sabem viver? Dúvido que saibam. Mas podiam aprender. Tirar um curso na universidade da vossa imaginação. Pode ser um Mestrado, se quiserem. Mas primeiro têm que passar pela quarta classe. Duvidem. Duvidem da realidade e da ficção. Ponham tudo em causa. Observem. Sintam com o pêlo, sem limites.
Ouvem zumbidos? Mudem. Se já tem idade para ter juízo? Mudem. Morrem de amores pelo padeiro? Mudem. Mexam-se. Nada é eterno. Nada é igual a nada. É zero. Novos foram nada. Agora podem ser tudo. Quantos somos? Somos muitos. Somos bués da people, como dizia o brother que fugiu com a minha mãe. Foi no Bronx e eu ainda não sabia falar. Finjam que são um leão. Olhem-se no espelho, abram a boca, estiquem a língua para fora, Vêem um mapa? Não? É pena. Será do pão ou é mesmo do padeiro. Avaliem a situação. Zuuum. O tempo não é só estar aí sentadinho a ler o jornal, não queriam mais nada, a pensar na morte da bezerra. A confundir o telefone com o cérebro. Não é só ir às compras, ali ao lado, e trazer sete mil carteiras todas iguais só porque acham que faz um bom porco. Corpo! Desculpem, enganei-me. Quantos são? Quantos são? Os que vocês quiserem. Peçam que eu mando entregar. Pode não ser hoje. Mas qualquer dia, tenham a certeza, recebem com a encomenda em cima. É uma granada o que têm aí dentro do peito, a jorrar faíscas de sangue para todos os lados. Em todas as direcções. Não precisam de cozer. Vai mesmo cru, com umas batatinhas a murro. É de chorar por mais, e eu sei o que digo. Imaginem os óculos do Abrunhosa. Sou todos eles triturados numa máquina de picar carne. Andar para a frente, meus amigos. Esqueçam o passado, ele não existe. Foi uma novela que passou no canal da vossa própria caveira. E ninguém quer saber das audiências que tiveram. O prime-time. Subam. Levantem-se. Gritem, se for preciso. Faz bem aos vizinhos do lado. Acordam. Sentem raiva, conhecem-na? Eu apresento-vos, é uma senhora e eu cá não sou ciumento. Façam por vocês o que mais ninguém pode fazer. Sim, olha para mim, estou a falar contigo. Já deste o primeiro passo? Continua, segue o caminho que sonhas. Com os pés no chão. Não deixes que alguém te use. Que te pisem. Exige. Hoje. Já. Somos todos humanos, esse é que é o grande problema. Sentimos com as unhas. Não somos fadas. E vá lá que não troquei a palavra.
Não gostam do sabor do charuto, mudem de marca. Olhem bem para o lado, para a pessoa ao lado, não se iludam, a vida não é hoje, não é amanhã, não foi ontem. É sempre. Sabem vivê-la? Punha as minhas mãos no fogo se dissessem que sim. É só preciso tirar a quarta classe, na escola primária da vossa utopia, desculpem se acham que vos insulto, é precisamente o contrário, estou a dar-vos as minhas mãos. Sou o único peixe no lago para onde atirei o meu maior anzol e preciso de companhia.
Chegaram até aqui? Digamos que agora estão lixados. Já não podem sair. Tarde demais. Eu avisei-os.
Will you stay in our Lovers' Story
If you stay you won't be sorry
'Cause we believe in you
Soon you'll grow so take a chance
With a couple of Kooks
Hung up on romancing
We bought a lot of things
to keep you warm and dry
And a funny old crib on which the paint won't dry
I bought you a pair of shoes
A trumpet you can blow
And a book of rules
On what to say to people
when they pick on you
'Cause if you stay with us you're gonna be pretty Kookie too
And if you ever have to go to school
Remember how they messed up
this old fool
Don't pick fights with the bullies
or the cads
'Cause I'm not much cop at punching other people's Dads
And if the homework brings you down
Then we'll throw it on the fire
Will you stay in our Lovers' Story
If you stay you won't be sorry
'Cause we believe in you
Soon you'll grow so take a chance
With a couple of Kooks
Hung up on romancing
David Bowie - "Kooks"
pronto liguei o turbo, aqui vou eu ... e tenho os homens do ar condicionado em cima da minha cabeça
Adoro rock a partir, gosto quando o som entra a toda velocidade e me bate com força no cerebelo. Preciso disso, é uma necessidade cíclica, sazonal, que interrompe dramáticamente longos períodos dedicados à música clássica, downtempo, electropop....
Eu também sou assim, longos períodos de calma são interrompidos repentinamente (numa questão de segundos) por fases em que predominam os saltos e os estrebuchamentos, há quem lhe chame sacudir a poeira, no entanto eu não costumo ter poeira, assim, em cima dos ombros. O que eu chamo a isto é tesão. Tesão pela vida, pelo que não se vê, nem se sabe, só se sente.
My love is bigger than your love
We take more drugs than a touring funk band
Sing it!
My love is bigger than your love
Sing it !
My love is bigger than your love
Sing it!
Hhhhhhhiiiiiiiiiiiiiiiiiirrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
tatratatratatratatratatratatratatratatratatratratata
heeeeeeeeerrrrrrrrrrrrhhoihhoihiiiiiinnnioih
rrrrrrrrrrrrõenõeõenõerrroõeeeeeeee
My band is better than your band
We've got more songs than a song convention
Sing it
My love is bigger than your love
Sing it
My love is bigger than your love
Sing it
And we're all going straight to hell
My dad is bigger than your dad
He's got eight cars and a house in Ireland
Sing it
My love is bigger than your love
Sing it
My love is bigger than your love
Sing it
When we gonna torch the restaurant?
Sing it
When we gonna pay the guide dog?
Sing it
My love is bigger than your love
Sing it
My love is bigger than your love
Sing it
And we're all going straight to hell
My love is bigger than your love
Sing it
My love is bigger than your love
Sing it
When we gonna torch the restaurant?
Sing it
When we gonna get inside it?
Sing it
My love is bigger than your love
Sing it
My love is bigger than your love
Sing it
And we're all going straight to hell
mclusky in mclusky do dallas, 2002
Hoje, segundo me disseram, é dia da Espiga. Já não me lembrava da existência deste dia há pelo menos uns 16 anos...
Mas este dia já teve outra importância! Significava liberdade. Saíamos todos da escolinha, dois a dois, de mãos dadas, a tropeçar nas batas que eram sempre maiores que nós... (mais tarde a minha mãe contou-me que era habitual comprar dois números acima, para durarem mais tempo...ao que consta, eram uma pequena fortuna), com aqueles chapelinhos brancos que praticamente nos tocavam nos ombros...
A gritar e a correr lá íamos nós para um campo que havia perto da escola (e que agora está cheio de condomínios privados e vivendas com piscinas...)...
Apanhávamos a bela da espiga, atiravamos pedacinhos da dita uns aos outros, como de setas se tratassem. E assim ficávamos horas a fio até serem horas de regressar.
Cansados e suados lá voltavamos para a "prisão", com as mãos cheias de espigas, azedas e papoilas, com os joelhos cheios de sangue, terra e lama, como se tivessemos saído de uma grande batalha medieval, com as batas rasgadas e sujas...
Era o segundo melhor dia do ano...só ultrapassado pelo último dia de aulas...
Naquela noite, a esperança residia na nova droga mas factualmente a nova droga era apenas e só um meio para chegar a um fim, não seria a nova droga que os faria sentir mais desejo um pelo outro, isso era ilusório. O desejo vivia, crescia, no olhar, no tacto, nos odores que cada um deles inalava do outro. Encontravam-se numa mesa, frente a frente, e tinham os comprimidos poisados no tampo. Olharam-se uma vez mais e foi ela quem varreu os pequenos circulos brancos da superificie metálica. Depois foi ela ainda quem se levantou e se chegou perto do nariz dele. Cheirou-o, sentiu-lhe a respiração e segredou-lhe as vontades imediatas. Ele sorriu e deixou-se beijar.
"Mais de 3000 suspeitos de terrorismo foram já presos em muitos países e muitos outros tiveram um destino diferente. Digamos assim: deixaram de constituir um problema para os Estados Unidos." George W. Bush, discurso do Estado da União, 2003
Por MIGUEL SOUSA TAVARES
Sexta-feira, 14 de Maio de 2004
(...) P.S.: E agora, que o nosso Governo de direita se prepara para privatizar mais uma empresa estratégica - a Galp - e que, a fazer fé no que consta, o Carlyle Group se apresenta como potencial vencedor do concurso, talvez fosse interessante aprendermos mais sobre esta empresa americana, que dá trabalho a Carlucci e a Bush-pai e que entre nós aparece associada ao ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Martins da Cruz (não há uma lei de incompatibilidades para situações destas?). Se quiser saber mais sobre a Carlyle - que, nos últimos anos tem surgido ligada a negócios estratégicos nas áreas do petróleo, armas e "combate ao terrorismo"- aconselho ao ministro Carlos Tavares a leitura do livro de Dan Briody ("The Iron Triangle - Inside the Secret World of the Carlyle Group"). Para depois não se vir refugiar na decisão de uma "comissão de sábios independente".
De cada vez que George Bush atravessa um momento particularmente difícil, em que navega à vista sem objectivos políticos claros, a Al-Qaeda parece prestar-se a vir em seu socorro. Foi assim com o 11 de Setembro, que escancarou a porta a toda a espécie de legislação e comportamentos de excepção, abrindo profundas fendas num património acumulado em 228 anos de Estado de direito, mas justificadas e consentidas em silêncio pela necessidade de combater eficazmente o terrorismo. E foi assim agora novamente, com a divulgação das imagens aterradoras da decapitação do cidadão americano Nicholas Berg, na altura em que Bush e a sua Administração enfrentavam o escândalo dos abusos cometidos sobre presos iraquianos.
Mas não confundamos as coisas, conforme muitos se apressaram rapidamente a fazer: a Al-Qaeda não existia no Iraque, até os Estados Unidos o terem invadido. Foi a invasão e ocupação do Iraque que deram a Bin Laden e seus seguidores a oportunidade operacional, política e popular de se instalarem também eles no "bazar" iraquiano. E, como já toda a gente de boa-fé percebeu, longe de ajudar o combate ao terrorismo, a aventura iraquiana veio potenciar o terrorismo, desviando as atenções e os esforços do combate à Al-Qaeda, dando carta branca a Israel para sabotar definitivamente todas as veleidades de uma paz definitiva na Palestina e espalhando o ódio à América e ao Ocidente em todo o mundo árabe e muçulmano, onde o terrorismo organizado encontra agora um terreno cada vez mais propício ao recrutamento de voluntários.
Não impede que as imagens do bárbaro assassínio de Nicholas Berg tenham vindo no momento decisivo para contrabalançar as outras imagens da prisão de Abu Ghraib. Porque não adianta ter ilusões: a maioria da população americana, como o demonstram as sondagens, não ficou particularmente chocada com as imagens dos abusos, humilhações, torturas e sevícias sexuais cometidos pelo Exército americano no Iraque. O que os chocou foi a divulgação pública dessas imagens e por isso agora discute-se abertamente se mais e piores imagens existentes e conhecidas de alguns devem ou não ser divulgadas. Mesmo antes do "site" da Al-Qaeda ter divulgado o vídeo da execução de Berg, já havia senadores republicanos a dizer que bastava de autoflagelação e antipatriotismo, porque não há guerras "limpas", em especial contra o "terrorismo". E, no momento em que o "Washington Post", o "New York Times" e o "L.A.Times" exigiam a demissão de Rumsfeldt e o "Herald Tribune" escrevia que "o mundo espera por um sinal de que o Presidente Bush entendeu a gravidade daquilo que aconteceu... começando por exigir a demissão do secretário da Defesa", o que Bush fez foi deslocar-se propositadamente ao Pentágono para fazer o elogio público do sinistro Rumsfeldt e agradecer-lhe o seu "excelente trabalho" no Iraque.
Não há ingenuidade alguma naqueles que se esforçam em ver nos retratos da prisão de Abu Ghraib apenas um episódio isolado. Primeiro que tudo, as próprias imagens em si são perturbantes pelo que implicam para além dos factos retratados: os prisioneiros nus, o sadismo e exibicionismo sexual, os cães, a mulher-soldado que puxa um preso por uma coleira, tudo aquilo é desagradavelmente familiar - lembra os campos de presos geridos pela Gestapo. Em nenhum exército do mundo os soldados se comportam assim e ainda se fazem fotografar (são centenas de fotografias, não umas dúzias!), sem que haja uma cadeia de comando que incentiva, consente ou encobre deliberadamente tais actos. Por isso mesmo é que, entre aqueles que se indignaram com estas imagens nos Estados Unidos, estão não apenas democratas, imprensa e organizações cívicas, mas também círculos militares que não se conformam com a imagem degradante que as fotografias fornecem sobre o Exército americano.
Em segundo lugar, aquelas fotografias não revelam apenas factos isolados, mas são sim a documentação que faltava para demonstrar o ponto a que pode chegar um país que progressivamente se vai colocando à margem da lei. É má-fé, e não ingenuidade, pretender que as coisas acontecem por acaso ou por ocasionais e "condenáveis desvios" . Quando George W. Bush se recusou a submeter os soldados americanos à jurisdição do Tribunal Penal Internacional, não ratificando o tratado assinado pelo seu antecessor, quando fez tábua rasa da 3ª Convenção de Genebra, assinada pelos Estados Unidos em 1949, fazendo de Guantánamo uma zona de não direito, onde os presos não têm estatuto civil, nem político nem militar, e onde o Exército americano, como sucedia na Argentina dos generais, nem sequer identifica quem está preso, é evidente que a mensagem transmitida de cima para baixo, do Presidente ao mais simples soldado, é clara: vale tudo, tudo é permitido porque a nossa impunidade é total.
O que está a acontecer com o clima moral dos Estados Unidos vai muito para além de Abu Ghraib ou Guantánamo. Aqui está uma nação que humilhou publicamente Bill Clinton - o Presidente que lhe assegurou a maior prosperidade económica das últimas décadas - porque ele manteve relações íntimas com uma secretária na Casa Branca. Acusado do grave crime político de ter mentido, por se ter recusado a incriminar-se a si próprio, foi devassado e enxovalhado na sua vida privada à vista do mundo inteiro e por iniciativa da maioria republicana do Congresso.
E aqui está uma nação que, a seguir, aceitou sem pestanejar um Presidente que se fez eleger com batota na contagem dos votos, que transformou o excedente orçamental herdado de Clinton num astronómico défice, que falsificou os relatórios sobre a situação ambiental nos Estados Unidos e no mundo para dar carta branca a indústrias altamente poluidoras de amigos e aliados políticos, que ignorou negligentemente os avisos sobre a iminência de um ataque terrorista em território americano, que começou a congeminar a invasão do Iraque assim que tomou posse, para depois se exibir como "Presidente de guerra", que fabricou provas e mentiu deliberadamente aos americanos e aos aliados da América sobre os fundamentos para a guerra, que fez tábua rasa da carta da ONU, dos tratados e convenções internacionais de que os Estados Unidos são parte, que já sacrificou perto de mil vidas de soldados americanos e uns milhares de milhões de dólares numa ocupação militar sem solução à vista e onde os únicos que até agora ganharam são os seus amigos do governo ou próximo dele ligados à indústria de armamento e de petróleo, e cujo Exército, finalmente, se dedica a seviciar os presos confiados à sua guarda. E que se prepara para ser reeleito, numa espécie de redenção póstuma ao general Custer, derrotado no século passado por esses outros "selvagens" que eram os índios do Faroeste.
Este homem, este Presidente americano, é perigoso. O seu governo é perigoso. Esta América é perigosa. Deles se pode dizer o mesmo que o "Herald Tribune" disse de Rumsfeldt: "A sua crescente soberba e arrogância transformou-se numa deliberada cegueira." Quem viver verá.
O que lá vai lá vai. Deve deixar-se ficar onde morreu. Desenterrar os mortos pode ter consequências imprevisíveis!
Não me posso esquecer daquela velha, cega, que se atravessou à frente do meu carro, de bengala na passadeira. Enquanto eu que nem um tonto, a buzinar, lhe apontei o sinal encarnado. Não me viu. Prosseguiu o seu caminho. Devia ser surda, também.
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo por tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrimas
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
E agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego.
Chico Buarque in Construção
Olhem para o céu, está estrelado e como bónus ainda podemos ver esta semana o cometa NEAT.
Adoro as Dicas Diárias. Tento sempre que posso segui-las à risca.
"Leve as mãos à cabeça sempre que possa!"
Que tal fazer-se um apanhado das últimas semanas, para ajudar no dia a dia do comum mortal? Eu sinto-me muito apoiada quando leio estas dicas. É quase como ir ao psicólogo todos os dias durante uns minutos... Penso com força em cada uma delas.
Já o sol se põe entre os montes, os seus corpos repousando numa postura de abandono, derretem-se, fundem-se com o verde. Duas cotovias rodopiam alegremente. Como os pássaros, elevam-se as duas almas flutuando em pensamentos sublimes. Já não pensam. Os corpos estirados no chão, nús, puros, fundidos com o espaço vazio, com a àgua, com o ar que respiram, com o silêncio do campo que os envolve e absorve. Os seus espíritos voam para longe e conciliam-se com o mundo. Os corpos não se movem, inertes para sempre, assim o desejam, para sempre.
- Estás com uma carinha...esse sorrisinho não me engana.
- O que foi??
- Estás mesmo com carinha de quem deu uma queca, das boas! Hahahahahah!
- Não dei queca nenhuma, sorry desiludir-te.
- Olha agora armada em sonsa! A mim não me enganas tu querida, conheço-te como às palmas das minhas mãos, mas se não queres contar, tudo bem, fico melindrada mas tens esse direito...dizem...
- Pois...é...tenho o direito ao silêncio, não quero conspurcar aquilo que vivi, foi bom demais para estragar com palavras porcalhonas vindas dessa tua boca carnuda e sexual.
- Bem...estás mesmo armada, eu? A minha boca sexual?? Ahaha, deixa-me rir e a tua é o quê, sua taradona!
- A minha boca...não sei, só sei que não dei uma queca, foi muito diferente amiga...
- Então conta lá, estou curiosa sobre esse fenómeno, não me digas que experimentaste aquilo que é aclamado por “fazer amor”, bolas, bolas Monroe, poupa-me que não há pachorra, qual é a diferença diz lá?? Vá...
- Foi estranhamente diferente Doutoral, asseguro-te, primeiro não o beijei, encostei a minha cara à dele, ficámos assim, a sentirmo-nos um ao outro, ao de leve, foi arrepiante, depois ele começou a dizer-me coisas ao ouvido...
- Hmmm...
- Isso mesmo hmmm, foi o que dissemos um ao outro enquanto passávamos a cara um no outro, enquanto enrodilhávamos e misturávamos os cabelos, devagar, tudo muito devagar, ficámos horas assim.
- Assim? Horas?!
- É...
- E depois?
- Depois nada, ele teve que ir e eu também.
- E o resto?!
- O resto nada, não há resto, foi tudo.
- E estás com essa cara??!
- Qual cara?
I’ve got you under my skin
I’ve got you deep in the heart of me
So deep in my heart, that you’re really a part of me
I’ve got you under my skin
I’ve tried so not to give in
I’ve said to myself this affair never will go so well
But why should I try to resist, when baby will I know than well
That I’ve got you under my skin
I’d sacrifice anything come what might
For the sake of having you near
In spite of a warning voice that comes in the night
And repeats, repeats in my ear
Don’t you know you fool, you never can win
Use your mentality, wake up to reality
But each time I do, just the thought of you
Makes me stop before I begin
’cause I’ve got you under my skin
Frank Sinatra
O casamento de Felipe de Borbón e Letizia Ortiz é um atentado ao direito das mulheres. O acordo pré-nupcial prevê que a futura princesa ( e futura mãe ) perca o direito à custódia dos filhos, em caso de divórcio. Letizia entrou no negócio e assinou contra os filhos que poderão nascer deste amor. Na cama nupcial o diálogo bem poderia ser este: não há valor humano que transcenda a riqueza e o poder.
Senhores e Senhoras:
Queremos interessá-los, fazê-los sair das vossas inibições, descontraí-los. Queremos fazê-los participar. Queremos que tenham consciência da vossa participação. Queremos desenvolver em vós uma forte capacidade de percepção e acção. Por favor ponham em prática:
PROÍBIDO NÃO ENTRAR, PROÍBIDO NÃO ESCREVER, PROÍBIDO NÃO USAR, PROÍBIDO NÃO PARTIR.
Não obstante a mafiosa “proposta irrecusável” do Prusidente, também eu me vou ausentar por uma parelha de dias, portanto, os freios estão nos vossos dentes.
Até breve.
Vou ter de me ausentar durante um certo período de tempo. Não sei quanto.
Agora tudo o que escrever tem que ser para mim. E tudo o que escrever é muito. Tudo o que escrever é quase tudo o que pensar. Sou eu todo em escrita. Sou eu numa nova vida. A sós. E tenho de escrever cada passo, para mim. Para alguém, talvez, mais tarde. Alguém que ainda não percebe. Que ainda não sabe ler. Há quem escolha andar para trás. Eu escolho, em definitivo, andar para a frente. Para além disso não sei comunicar socialmente. Há quem seja rei nisso, mesmo desfraldadamente. A deitar fumo. Como uma fábrica.
Sintam-se em casa quando aqui vierem. Tenham prazer em estar aqui. A Assussora toma conta das rédeas. Fiquem bem. Obrigado por tudo. Até breve.
The favorite film I ever saw I don't remember it's name, it was a French movie, with a guy wearing a green coat regarding some army uniform, the same model has one of my oldest brothers had at the time. I remember this guy coming from the rainy street entering through some building in a noisy elevator. Then there was a sweet home with warm colored walls and the guy stepped on the corridor waiting, back against the warm wall, loading up a cigarette. We were in the eighties. I was a kid who got mixed up with ideas and the sense of what world was about. I don't know what were the remains of this movie that kept me haunting ever since. But as everything else in my life it became a part of me, a part of my imagination, a part of my dreams. And this is how it starts my venerated relationship between me and the films themselves.
This dubious confused love has created another life where half of me was permanently transferred. A room close to the world of dreams where reality survives as in real life. This is the place of celluloid artifacts where stories are made flowing out the creative will. Where we forget our daily torments and pay the tribute to our fantasies in graphical configurations, movement conflicts and, above all, images and sound.
Different approaches that entertain and stimulate our being like birds. It's a parallel universe opened in front of our eyes. As Melanie, Mitch and the Captain standing by the window. A legendary screen where you can easily mistake a bin for a can of beans, where there are actions that can always be undone.
Twisting and flipping your time and space.
For me the word that defines this world is unlimited and undefined. A collective result made by unnamed individuals for some other unnamed individuals drowned in the social collective movie word.
Movies above all the technical terms and specifications have learned to drive their own presence and their own way. Their own individuals. Their own nice fellows.
My project for this course is also about dreams, life and fantasies. A life from someone who cannot see images. My project his about this blind man who's thinking about his loved one. A woman, he thinks. A love that can only be imagined, where nothing is clear, nothing is real true and time. It's a concept about unreality, about someone who never saw, who never known what light and color was. A short monologue term where fiction is the daily banquet. And that's all I know. Is about the perception of feelings translated in words and imagined in invisual content. As dreams are the translations of our daily visual subjects.
When Man created God before the word society was known there was no place for him in earth so Man looked up and gave him the Sky as this was the only place Man was not able to go. When Man invented the so-called movies, cinema, films he also recreated God's world giving him the ability to perform and to subsist further up the divine adoration of religion. God is the tape that is never destroyed when you loose your own clips. God is the parallel world of imagination where my whole me permanently lives.
I will show two examples that in a way can show what I could never say, two short clips from "Mulholland Drive" by David Lynch and "Memento" by Christopher Nolan.
The first is a movie that flows along the lines of sense of wonder, where the narrative is playfully surreal followed by visual contours of racing seduction and sensuality. It shows the World supported in this imaginary window of Melanie, Mitch and the Captain where everything can happen. Even if it makes no sense.
The second traces the puzzle of time and memory. In a reversed structure.
Both are the compelling will of cinema to in itself recreate the steps of God among Men apart of all forms of edited Creativity and Moving Images.
Escrevi isto para um mini curso de cinema que fiz há dois anos. Não revi o texto. Mas tudo o que diz faz parte de mim. Sou eu. Li-o em voz alta para um pequeno público.
isso dêm-me dead lines, muitas. eu que tenho querelas com o tempo, o rei abstracto. por isso fixem-no, marquem-no, digam-me que ele existe, dêem-lhe um corpo e serei sua vassala, escrava, concubina. as dead lines uh é vê-las correr com o tempo, o imperador dos Capricórnios. eu nada tenho com elas, faço corridas no hipódromo, ganho sempre, sou campeã. no fim espeto-lhes o dedo, o pai de todos. tôma! na corrida de 100m dou-lhes 50 de avanço. sou mestra, sou a abelha mestra.
It's four in the morning, the end of December
I'm writing you now just to see if you're better
New York is cold, but I like where I'm living
There's music on Clinton Street all through the evening.
I hear that you're building your little house deep in the desert
You're living for nothing now, I hope you're keeping some kind of record.
Yes, and Jane came by with a lock of your hair
She said that you gave it to her
That night that you planned to go clear
Did you ever go clear?
Ah, the last time we saw you you looked so much older
Your famous blue raincoat was torn at the shoulder
You'd been to the station to meet every train
And you came home without Lili Marlene
And you treated my woman to a flake of your life
And when she came back she was nobody's wife.
Well I see you there with the rose in your teeth
One more thin gypsy thief
Well I see Jane's awake --
She sends her regards.
And what can I tell you my brother, my killer
What can I possibly say?
I guess that I miss you, I guess I forgive you
I'm glad you stood in my way.
If you ever come by here, for Jane or for me
Your enemy is sleeping, and his woman is free.
Yes, and thanks, for the trouble you took from her eyes
I thought it was there for good so I never tried.
And Jane came by with a lock of your hair
She said that you gave it to her
That night that you planned to go clear
Sincerely,
L. COHEN
Hoje é o último dia do ciclo de 5 filmes intitulado “Cremaster”. Um ciclo que cobre 10 anos de trabalho (1994-2003) e consagra o artista plástico Mathew Barney, um dos mais cáusticos autores da arte contemporânea.
Se já perderam os outros não percam “Cremaster # 5”, de 1997.
Durante cerca de uma hora vão poder usufruir da imperial e elisabetiana Rainha das Correntes (Ursula Andress) acompanhada por fadas, um mágico e vários espectadores de género e espécie indefinida. É que na obra de Barney, o corpo é considerado como objecto de metamorfose infinita, não existe a divisão em géneros (masculino/feminino), espécies (humano, animal, mitológico) e estados (orgânico, inorgânico, fluído).
Este trabalho é ainda uma digressão retrospectiva sobre a história da arte, sobretudo sobre a história do cinema e da escultura, dissolvendo as barreiras tradicionais a favor de uma abordagem transdisciplinar, expressa através da performance.
Os cenários são grandiosos - o Bronco Stadium, em Idaho, um gigantesco tabernáculo mórmon, a arena de um rodeo num deserto de sal, o Chrysler Building, e neste último a ópera de Budapeste – Cremaster é um trabalho ambicioso, digamos que Barney coloca na trituradora as artes plásticas, o teatro, o cinema, a música, a dança e a ópera, carrega no botão, o resultado é um batido de tom e consistência indefinidos, é uma espécie de obra de arte total, um batido do século XXI que sabe a qualquer coisa nunca antes experimentada, algo que pode parecer repugnante mas absolutamente irrecusável.
No Cinema King em Lisboa às 21h45.
Era uma da manhã quando eles se resolveram, andavam a discutir o assunto há já alguns dias e chegara o momento. Ele é muito para elas, não tudo, mas quase tudo. É o que as inspira, dir-se-ia, o que lhes dá gás para se moverem.
querido, desculpa, mas desliguei o computador. estou aqui a tremer pelo tempo que te faço perder. estava a limpar o pó e encalhei nos fios. não sei se é grave, mas deve ser pela forma como me olhas. pensei até abandonar-te. fugir para a casa da minha mãe. agora não podes falar com as tuas amigas pelo messenger. e não me chames estúpida, ouviste? até aposto que estás a pensar que as tuas amigas não fazem estes disparates quando limpam a casa. mas vou ser sincera contigo, e sabes o que penso das tuas amigas? que são todas umas porcas. não levantam o cu do computador e não têm as refeições a horas. é uma dessas que precisas, filho da puta. lá por escreveres não julgues que és melhor do que eu. nunca mais me humilhes por errar numa merda sem importância. eu devia era partir essa máquina de enganos. vai escrever, vai. e mais logo sempre quero ver se me pedes para foder.
Close your eyes and see the sky is fallin'...
Se vais ler isto, não te maces.
Ao fim de um par de páginas, não vais querer estar aqui. Por isso, esquece. Sai enquanto ainda estás inteiro.
Salva-te.
Tem de haver qualquer coisa melhor na televisão. Ou, uma vez que tens tanto tempo livre, talvez pudesses tirar um curso à noite. Tornares-te médico. Podias fazer qualquer coisa boa para ti. Oferecer a ti próprio um jantar fora. Pintar o cabelo.
Não estás a ficar mais jovem.
O que acontece aqui, primeiro, vai chatear-te. Depois, vai ficando cada vezpior.
O que vais ter aqui é uma história estúpida sobre um rapazinho estúpido. Uma estúpida história verdadeira sobre ninguém que alguma vez te tenha apetecido conhecer. Imagina este idiotazinho que te deve dar pela cintura, com uma mão-cheia de cabelo louro, penteado com risco ao lado. Imagina o pieguinhas do pequeno merdoso nas fotografias antigas da escola, sem alguns dentes de leite e com os primeiros dentes de adulto a nascerem todos tortos. Imagina-o vestido com uma estúpida camisola às riscas azuis e amarelas, uma camisola que tinha sido prenda de anos e era a sua preferida. Mesmo assim tão novinho, imagina-o a roes as imbecis das unhas dos dedos. Os sapatos preferidos são Keds. A comida preferida, quela porra das salchichas fritas.
Imagina um rapazinho sebento com o sinto de segurança posto, sentado numa carrinha escolar ao lado da mamã depois de jantar. Só que está um carro da pólícia parado à frente do motel deles e, por isso, a mamã carrega no acelerador e continua a cem ou cento e dez quilómetros à hora.
Chuck Palahniuk - «Choke» - © Chuck Palahniuk, 2001
Versão portuguesa: Editorial Notícias - Tradução: Maria Dulce Guimarães da Costa
Dois olhos de vidro
Só vou dizer putas de mentiras
Estou do lado da estrada
Vocês cabrões vão todos morrer
Disparar, disparar, disparar, disparar, pum!
Pum-pum!
Que se foda este mundo!
Vai foder-te tu também
Foda-se vou matar o teu melhor amigo.
Faças a merda que fizeres
Aqui vou eu
Disparar, disparar, disparar, disparar, disparar!
Pum-pum!
Ellen estava em casa. O marido, que não era muito intímo, estava a dormir no quarto quando tocam à campainha. Ellen abre a ante-porta, ligando antes o alarme de defesa automática. - Quem é ?- faz vários meses que ninguém me bate à porta. - Uha enmenda pa én, respondem. - Quem?!, insiste Ellen. - Uma encomenda para Ellen Shumakin!! - Abre a porta devagar sempre com a mão no alarme e torna a perguntar - O que quer? - O rapaz que lhe aparece do outro lado da porta repete - Tenho uma encomenda para Ellen Shumakin - Ellen continua desconfiada, mas curiosa aceita a encomenda e rapidamente fecha a porta na cara do enviado. É uma grande caixa, mais parece um aspirador! - Comprei um há menos de três meses, pensa Ellen, é suficiente para as minhas limpezas...
Aproveitem, lembrem-se que estar vivo é um milagre, desafiem a vida aos limites, não a poupem, não se poupem. Esta viagem passa num instante, acaba de um dia para o outro caraças, será preciso estar quase morto para dar valor ao tão simples facto de estarmos vivos?
O boião tinha sido colocado estrategicamente na mesinha de cabeceira que tinha uma das pernas rachada. Ela não parava de olhar para lá enquanto eu passava a língua pelas bordas, pelas segundas bordas mais pequenas e finas, pelo interior das mesmas, pelas nádegas abaixo, pelo buraquinho mais escuro e apertado, pela superfície do prazer, por toda ela. A Boazona não parava de olhar e eu não parava de a lamber, tinha quase a certeza de que me ia pedir, queria que pedisse, tinha em mente que me iria pedir, pedir o boião, implorar pelo boião. Conversava com amigos sobre aquela cena repetidamente, quase todos me contrariavam de cada vez que falávamos sobre a recusa e a aceitação, sobre as vontades das mulheres e as nossas, sobre o prazer real e a ideia que nós, homens, temos dele. Mas para mim não restam dúvidas, o prazer vai crescendo, sobe e há momentos em que nada nem ninguém lhe consegue fazer frente. No meio do calor ninguém deveria ser capaz de pensar sequer em ligar o ar-condicionado, no meio do calor um gajo quer é avançar por ali fora e gerar ainda mais calor, mais energia, mais brutalidade. Não há dor, só há prazer. É como vejo a subida da montanha, ao contrário da maioria dos fulanos com quem discuto estas pancadas masculinas. No entretanto, ela fixava as vistas no boião e eu desejava ter uma língua maior para fazer o trabalho realmente bem feito, cinco estrelas, tipo Small Luxury Hotels. Acredito que tenha demorado 15 minutos naquilo sem que ela atingisse o orgasmo. Na verdade tinha a cabeça noutro lugar, muito provavelmente na porta que o boião abriria. Não desesperei mas escolhi montá-la. Tinha a língua mais seca do que molhada. Montei-a, levantando-lhes as pernas acima dos meus ombros. A seguir segurei-lhe os tornozelos enquanto a perfurava. Dei-lhe um estalo, na esperança de a fazer olhar para mim. Sacudiu a cara mas continuou com a cabeça noutro pasto. Depois meti-lho na boca e tirei-lhe os olhos da mesinha de cabeceira. Por fim, agora bem mais quente, estendeu o braço e alcançou o boião. Os meus amigos estavam mais uma vez enganados. No prazer não há dor, o prazer é sempre a subir, seja lá onde for que se tenha que descobrir.
Esta é para ti, ó Moço.
Espero ter respondido à tua perguntinha, animal.
You look so fine
I want to break your heart
And give you mine
You're taking me over
It's so insane
You've got me tethered and chained
I hear your name
And I'm falling over
I'm not like all the other girls
I can't take it like the other girls
I won't share it like the other girls
That you used to know
You look so fine
Knocked down
Cried out
Been down just to find out
I'm through living for you
I'm open wide
I want to take you home
We're wasting time
You're the only one for me
You look so fine
I'm like the desert tonight
Leave her behind
If you want to show me
I'm not like all the other girls
I won't take it like the other girls
I won't fake it like the other girls
That you used to know
You're taking me over
Over and over
I'm falling over
Over and over
Drown in me one more time
Hide inside me tonight
Do what you want to do
Just pretend happy end
Let me know let it show
Ending with letting go
Let's pretend happy end
Garbage in Version 2.0, 1998
Mando a quem me pedir, e a quem tiver um email válido capaz de albergar 4 mb de uma assentada, esta música dos Queens of the Stone Age. Há muito tempo que não ouvia nada assim. Um power infinito que nos salta para cima!
....
She said "I'll throw myself away"
"They're just photos after all"
I can't make you hang around
I can't wash you off my skin
Outside the frame is what we're leavin' out
You won't remember
Anyway-
I can go with the flow
But don't say it doesn't matter anymore
I can go with the flow
You believe it in your head?
It's so safe to play along
Little soldiers in a row
Fallin' in and out of love
Something sweet to throw away
But I want something good to die for
To make it beautiful to live
I want a new mistake
Loose is more than hesitate
You believe it in your head
I can go with the flow
But don't say it doesn't matter anymore
I can go with the flow
You believe it in your head?
Queens Of The Stone Age - «Go With The Flow»
Tenho alguma coisa para dizer, ainda? Depois de tudo? Da força toda? Do mundo a meus pés. Do poder ciclópico que ruge das minhas veias. Sentem, as garras? Hmmm? O Céu! Todo o céu à minha volta. Sobrevoo. Plano. Com o espírito liberto das asas. Flutuo de pujança. Não sei de onde veio. Não sei como consegui aqui chegar. Estou cá em cima. A vê-los. Aguentem-se!
À medida que me aproximo dos quarenta estou cada vez mais sexual. Adoro mulheres . Cada vez gosto mais de mulheres, estou louco por elas, apetece-me fodê-las todas, não as posso ver passar só me apetece é comê-las de toda a forma e feitio, a todas, bonitas, feias, novas ou velhas. Estou cada vez mais sexual, já disse à minha mulher, ela sabe de tudo. Pedi-lhe para fazermos amor com outra mulher e ela não se importou, mas não sei como fazer, alguém me pode dizer como isso se faz? A minha mulher é dez anos mais velha que eu, “recuerdarás nuestros dias felices, recuerdarás lo sabor de mis besos”, e adora a Luz Cazal. Quanto a mim sou pintor, já reconhecido no mundo da arte, exponho na galeria 111, vendo os meus quadros todos. Lixa-me ter sucesso neste meio de “tias” que escolhem os quadros conforme as cores dos sofás, mas tenho que comer e foda-se passo metade do tempo no atelier a bater punhetas. Diga-se a verdade. "A Vera com outra, as duas, uma com a outra, eu ficava a ver, nem precisava de lhes tocar", venho-me só de pensar.
O meu atelier está um caos, porra, foram lá uns clientes ver as minhas obras, estava tudo de pernas para o ar, sexo em toda a parte, só me veio à cabeça – "pinto como o Jakson Pollock mas em vez de tinta uso sémen, sémen por todo o lado, lançado ao acaso, num gesto desesperado de desejo, por isso é que não veêm nada, por isso é que as telas estão atiradas para o chão mas os senhores não podem ver, não não é arte gestual é arte sexual" - foda-se! estou a enlouquecer, como é que se arranja um “ménage à trois”???
A nossa guarda-costas voltou aos treinos. Depois de um combate que a deixou lesionada, voltou agora com toda a garra.

Esperamos para breve um novo combate! Estou contigo Guarda -costas! Dá-lhes na figadeira.
Desculpem lá, como é que este Gajo Novo veio cá parar? Foi alguém que o trouxe que se esqueceu de o levar de volta? Quem é? Levem-no por favor. Desamparem-me a loja!
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Reparei hoje, dia 8, que fomos o Blog do Dia no dia 3. Alguém reparou? Ninguém nos avisou! Onde está a taça? Obrigado de qualquer maneira. É uma honra.
Também eu hoje me sinto especialmente horny, poderosamente horny. Para sempre horny.
Não há país, com memória colectiva mais curta, que o nosso Portugal. Infelizmente. E, a memória curta, traz-nos uma série de entraves ao desenvolvimento, dado que, um homem sem história, é um homem desprevenido. Nâo se recorda dos erros cometidos, e assim, corre o risco de os repetir. Vem, toda esta minha verborreia, a propósito dos nomes que, em Portugal, se dão às coisas, aos eventos, às ruas, às pontes, às praças, etc. De Abril, houve quem a epitetasse de evolução. Não que esteja errada a concepção. Mas por que raio se haveria de esquecer a revolução? Ela foi tão bonita, direi mesmo romântica, florida, plena de boas intenções... Até nobreza e classe, foi palavra de ordem, no confronto entre Salgueiro Maia e o Prof. Marcello Caetano. Ninguém faltou ao respeito a ninguém, e o bravo capitão d`Abril, mostrou a sua finura de trato, ao explicar ao Presidente do Conselho que pessoalmente nada tinha contra o velho professor, apenas ali estava, porque discordava daquilo que ele representava, e não teria outra alternativa, senão aquela, a que se havia proposto. Pois a Revolução triunfou. E logo houve uma data de "iluminados" de pouca luz, que decidiram mudar o nome às coisas. A Ponte Salazar, ficou Ponte 25 de Abril, por exemplo. Nunca percebi porquê. Seria para o povo esquecer Salazar? Nada de mais incorrecto. O povo nunca se deveria esquecer de Salazar. A melhor maneira de o fazer ressurgir, noutra forma e noutro contéudo, é dá-lo por esquecido. Pois se a Ponte tinha esse nome, porque diabo foram mudá-lo? Na minha opinião ( que vale o que vale!), essa mudança, não serviu Abril. Imaginem que alguém se lembrava de mudar o Campo de Auschwitz para Campo de "qualquer coisa". O que faria essa mudança às gerações vindouras? Traria certamente o esquecimento. E da História, o esquecimento deveria ser banido. Só a lembrança, é que traz consigo a modificação. Até traz evolução. Que no caso de Portugal nos foi oferecida pela REVOLUÇÃO. E, por hoje, não digo mais nada, não...
O que é espontâneo tem que ser imediato, não pode ser adiado. Não é uma recorrência, não se pode congelar ou mesmo guardar para usar mais tarde. Há sempre um prazo de validade. A chama perde a força e a cor e, com o tempo, começa a criar bolor.
From The Air
Good evening. This is your Captain.
We are about to attempt a crash landing.
Please extinuish all cigarettes.
Place your tray tables in their
upright, locked position.
Your Captain says: Put your head on your knees.
Your Captain says: Put your head on your hands.
Captain says: Put your hands on your head.
Put your hands on your hips. Heh heh.
This is your Captain-and we are going down.
We are all going down, together.
And I said: Uh oh. This is gonna be some day.
Standby. This is the time.
And this is the record of the time.
This is the time. And this is the record of the time.
Uh-this is your Captain again.
You know, I've got a funny feeling I've seen this all
before.
Why? Cause I'm a caveman.
Why? Cause I've got eyes in the back of my head.
Why? It's the heat. Standby.
This is the time. And this is the record of the time.
This is the time. And this is the record of the time.
Put your hands over your eyes. Jump out of the plane.
There is no pilot. You are not alone. Standby.
This is the time. And this is the record of the time.
This is the time. And this is the record of the time.
Laurie Anderson
Não há dia em que assim não acorde, não se passa um único em que não me sinta horny. Nasci para isto, para ser horny e para espalhar o amor em redor, ao ser humano mais próximo, à mulher mais dedicada, aos solitários, aos apaixonados, aos quentes e crentes, às tipas que saibam beijar em condições. Horny, enfim, é como me sinto. Horny, horny, horny like Joe Dallesandro or maybe like Terence Stamp in The Colector.
Mommy, can I go out and kill tonight?
I feel, I feel like taking a life.
Please, I wanna seal the kitchen knife
and feel, feel like taking a life.
Rippin kittin kidding on the round
Daddy, can I go and haunt tonight
like you do on Sunday mornings.
Honey, give me a real gentle knife
to feel, feel like taking my life.
Rippin kittin kidding on the round
Mommy, can I go out and kill tonight?
I feel, I feel like taking a life.
Please, I wanna seal the kitchen knife
and feel, feel like taking a life.
Mommy, daddy, please let me go
A vida é uma peça de teatro, vive intensamente, ri, salta, grita, pois um dia as cortinas fechar-se-ão e não haverá lugar para palmas...
Nunca se dorme sozinho. Dorme-se sempre com alguém, que por vezes não nos deixa dormir.
Cara Senhora Assussora,
Entendo perfeitamente a sua "revolta" e assumo inteiramente a responsabilidade, pois admito ter sido o único elemento do grupo a escolher as ditas peças para o posterior envio.
Quanto à rapidez da satisfação de um "pedido" que lhe foi dirigido, deve-se apenas e unicamente ao facto da Senhora Assussora Remota deixar facilmente a sua imaginação fértil fugir ao encontro do seu médico dentista, e à estimulação que o dito cujo efectua nos seus "caninos". Custa, não custa? É a vida...!
----- Original Message -----
Às vezes as coisas correm tão bem que fico desconfiada. Aliás fico desconfiada antes delas correrem, por isso é que correm mal e são tantas as vezes, que fico desconfiada quando correm bem. Um círculo vicioso provocado pelo meu olhar perscrutor sobre as coisas e as pessoas. “A mania que sabe, é o que é, armada em boa”. Mas não foi o que se passou há dias.
Nesse dia estava naturally high, estado de espírito provocado por um incidente previsto e especialmente agradável. Estava disposta ao que desse e viesse.
Estavam à minha espera e foi com agrado que me deparei com o Cão. É assim que lhe chamo, a um dos meus primos. Não o via há que séculos, é daqueles que ficou do lado de lá ou pelo menos foi o que eu pensei na altura e até então não voltara a pensar nele.
Apertei-lhe o nariz e arrebitei-o até aos limites, como fazia em pequena, dizendo em tom de “está quietinho senão apanhas”: “Cão cão, nariz de porco!” ele deixou, recostando-se na cadeira e avisou-me entre dentes que a mulher não achava graça nenhuma a essas brincadeiras, não porque tivesse ciúmes mas porque achava um disparate. “Caguei! Cão com nariz de porco! Rosna!”, “Lembras-te que eu te dava o pão que levava para o liceu em troca do teu nariz de porco?” “Passavas fominha só para eu fazer nariz de porco, não era priminha?” “Ficava esfomeada mas deleitava-me com esta visão. Como é que um simples nariz pode mudar uma pessoa por completo!?”.
Já experimentaram? Vão ao espelho e façam nariz de porco, garanto que não se reconhecem! É lindo.
O mundo dos sonhos onde tudo é possível. O sonho em si a trazer a vida de volta. O sonho a acordar. O sonho como pesadelo. O pesadelo a infiltrar-se na consciência. A consciência a rejeitar. A tornar-se vigilante. A abrir os olhos. A olhar para o relógio. A dizer -só mais um bocadinho.
Malditos sonhos onde tudo é possível. Voam sozinhos dentro de nós. Ninguém os controla.