Hoje vim de bicicleta para o trabalho.

São desasseis quilómetros de estrada.
Parti uma unha a ajustar uma roda, mas ganhei musculo na barriga da perna.
Compensa.
Não vim sózinha, vim com as gaivotas, com o rio e com os pardais. Os pombos acordam mais tarde.
Se paro, enregelo. Por isso nunca paro. Vou sempre em frente. Sempre em direcção ao nascer do sol. Na esperança que ele me aqueça e assim vou com vontade de chegar, depressa.
Vou contra a corrente, a maré hoje estava a descer.
Os barcos juntam-se todos na foz para apanharem os pobres dos peixes que vêm com a corrente.
Pobres barcos... O frio que devem ter.
alta foto minha!
brrr brrr e quem não tem?