janeiro 31, 2004

Campos de Morangos Para Sempre!

A ressaca domina-me. Em dilacerante tirania. Rouba-me o espírito. Arrasta-me. Despoja-me. Turva-me o sentido. Preferia morrer. A ter que viver isto.
Não foi culpa minha. Eu bem insisti para não me servirem tanto vodka, mas o que se pode dizer quando nos dão para as mãos um copo cheio de álcool com uma pedra de gelo e uma tonalidade carnívora a fingir que é sumo? Eu bem vi o homem a cortar os morangos. A trucidá-los com gelo. A encher o copo até ao rebordo. E quando lhe pedi mais sumo insistiu que os clientes protestam sempre porque querem mais distilante. Achou que eu era um deles. Não me lembro do resto. Fiquei avariado, sem forma. Este dia seguinte matou-me. Escrevo-lhes da morgue. Do fundo de uma gaveta escura e gelada. Não vou ressuscitar. Adeus.

Publicado por Prusidente da Junta | Prusidente | Tragam-me um Médico | 5:07
Comentários

Sr. Prsusidente, isso é falta de sono... durma que isso passa.

Afixado por: João Pedro em janeiro 31, 2004 03:38 PM